Presidente da Caixa nega que vá subir juros imobiliários da classe média

Após tomar posse, na segunda-feira, Pedro Guimarães disse que juros de financiamento para essa faixa de renda ‘têm de ser de mercado’

RIO — O presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães, negou nesta terça-feira que o banco vá subir os juros do financiamento imobiliário para a classe média. Segundo ele, suas declarações foram mal interpretadas pela imprensa, e não há qualquer perspectiva de mudanças nas taxas de financiamento.

— Vocês interpretaram errado. É uma questão simples. Você tem o Minha Casa, Minha Vida, que por definição, tem juros menores. O menor juro de crédito imobiliário que existe no Brasil é do Minha Casa, Minha Vida. Então, querer compará-lo com o crédito imobiliário para a classe média não é correto, matematicamente — disse Guimarães a jornalistas, após a cerimônia de posse do novo presidente do BNDES, Joaquim Levy, no Rio.— É óbvio que os juros para a classe média, por definição, são maiores. Matematicamente, o Minha Casa, Minha Vida, para pobre, é menor.
Após tomar posse, o executivo disse que as taxas mais baixas, garantidas graças a financiamentos concedidos com recursos da poupança e do FGTS, deverão ser reservadas para o Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Para os demais segmentos, os juros serão os “de mercado”. Ele ressaltou que a Caixa vai respeitar acima de tudo o mercado: lei da oferta e da demanda.

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2019 e o Mercado Imobiliário

Ciclos do mercado imobiliário: expansão, excesso, recessão e recuperação. Iniciamos 2019 no ultimo estagio deste ciclo, criando expectativas bastante positivas para o setor em 2019.

Lançamentos de imóveis no país crescem 30% no 3º trimestre, aponta CBIC

São Paulo – O mercado imobiliário nacional manteve a trajetória de recuperação dos lançamentos e das vendas de moradias nos últimos meses e tende a continuar com bom desempenho neste fim de ano, de acordo com dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Os lançamentos de novos projetos totalizaram 21,463 mil unidades no terceiro trimestre de 2018, avanço de 30,1 por cento em relação aos mesmos meses de 2017. No acumulado dos últimos 12 meses até setembro, os lançamentos atingiram 102,552 mil unidades, ante 85,602 mil unidades no acumulado dos 12 meses anteriores.

Por sua vez, as vendas alcançaram 26,187 mil unidades no terceiro trimestre de 2018, crescimento de 23,1% em comparação com igual período de 2017. No acumulado dos últimos 12 meses até setembro, foram vendidas 118,462 mil unidades, ante 93,500 mil no acumulado dos 12 meses anteriores.

Como resultado de vendas maiores do que lançamentos, o estoque de imóveis residenciais novos recuou 13,8% em um ano, chegando a 118,590 mil unidades. Desse total, 23 por cento são unidades na planta, 47 por cento em obras e 30 por cento prontas. Se mantido o ritmo atual de vendas, o estoque seria suficiente para abastecer o mercado por 14 meses.

De acordo com o presidente da Comissão Imobiliária da CBIC, Celso Petrucci, o mercado deve ter um desempenho positivo também no fim deste ano, baseado na continuidade da recuperação da economia brasileira, melhora gradual do nível de emprego e disponibilidade de financiamento.

“Tudo indica que devemos ter um quarto trimestre forte em lançamentos e vendas”, afirmou nesta segunda-feira, 26, durante apresentação do estudo. O levantamento da CBIC considera os números de 21 cidades e regiões metropolitanas do país.

Por Circe Bonatelli, do Estadão Conteúdo

Senado Aprova Texto-Base Do Projeto Sobre Distrato Imobiliário

O Senado aprovou nesta terça-feira, 20, o texto-base do projeto que define regras para a desistência da compra de imóveis na planta, o chamado distrato imobiliário. Os senadores voltarão a se reunir nesta quarta, 21, para analisar as emendas apresentadas ao projeto e concluir a votação. A proposta deverá ainda voltar para análise da Câmara.

Polêmico, o projeto chegou a ser rejeitado pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado em julho, mas um recurso foi apresentado para que houvesse nova apreciação.

O texto prevê multas de até 50% sobre o valor pago pelo consumidor em caso de rescisão do negócio, porcentual considerado alto por representantes de interesses dos consumidores, uma vez que, atualmente, a jurisprudência dos tribunais determina uma retenção em torno de 10% a 25%.

Estadão conteúdo

B3 vai registrar letras imobiliárias garantidas a partir de 21/11

SÃO PAULO (Reuters) – A B3 anunciou nesta quarta-feira que começará a registrar Letras Imobiliárias Garantidas (LIG) a partir de 21 de novembro, instrumento de mercado criado para ampliar as fontes de recursos para o setor imobiliário.

A LIG é isenta de cobrança de Imposto de Renda para pessoas físicas e investidores estrangeiros. O título pode ter sua rentabilidade atrelada à variação cambial, além da referência a taxas de juros e índices de preços.

O instrumento também dispõe da garantia dupla. Na prática, em caso de falha no pagamento pela instituição emissora, o agente fiduciário assume o controle dos ativos.

A LIG é inspirada nos covered bonds, muito usados na Europa para financiamento imobiliário. Além dos bancos, poderão emitir LIG: sociedades de crédito, financiamento ou investimento, companhias hipotecárias e associações de poupança e empréstimo.

Criada como alternativa a recursos como caderneta de poupança e letras de crédito imobiliário, a LIG foi regulamentada no fim de 2017 pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), mas ainda não houve emissões do título.

(Por Aluísio Alves)

Regulamentação da LIG está concluída do ponto de vista operacional, diz BC

A Letra Imobiliária Garantida será um “grande diferencial” para o mercado imobiliário, segundo presidente do conselho de administração da MRV

São Paulo – O Banco Central está comprometido em promover o crescimento sustentável do mercado imobiliário e já concluiu o arcabouço da regulamentação da Letra Imobiliária Garantida (LIG), disse nesta sexta-feira o diretor de regulação do sistema financeiro (DINOR), João André Calvino Marques Pereira.

“O produto está criado e hoje já é possível fazer o registro, mas depende da iniciativa do mercado”, afirmou Pereira durante o Fórum Brasileiro das Incorporadoras, em São Paulo.

Segundo o diretor do Santander Brasil, Cassio Schmitt, o banco já tem uma equipe no exterior conversando com potenciais investidores da LIG, mas antes é preciso testar o instrumento no mercado doméstico. “Ainda temos que desenvolver mercado para fazer oferta das LIGs”, comentou.

Na avaliação do presidente do conselho de administração da MRV, Rubens Menin, a LIG será um “grande diferencial” para o mercado imobiliário, atuando como fonte complementar ao FGTS e à caderneta de poupança no financiamento. O executivo ressaltou, contudo, que o novo instrumento só funcionará se a inflação e os juros permanecerem em patamares baixos. “O governo que entrar vai precisar de disciplina fiscal para isso”, comentou Menin.

Imóveis de até R$ 1,5 mi já podem ser financiados pelo FGTS

A partir desta terça-feira, os brasileiros que possuírem saldo no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) poderão financiar imóveis de até 1,5 milhão de reais. A elevação do limite já havia sido decidida no fim de julho pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), mas teria vigência apenas a partir de 1º de janeiro de 2019. O governo decidiu antecipar a medida.

Essa antecipação da elevação do limite foi uma demanda de mercado imobiliário e avaliada como positiva pelo Banco Central, informou o chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro (Denor) da instituição, João André Pereira. Antes, os limites eram de 950 mil reais para imóveis em São Paulo, Rio, Brasília e Belo Horizonte e 800 mil reais no restante do País. Agora, o teto de 1,5 milhão reais passa a valer de forma definitiva para todos os municípios brasileiros.

Segundo Pereira, as instituições financeiras têm plenas condições de operar imediatamente sob o novo limite, sem necessidade de ajustes, o que levou à decisão. A mudança vale para financiamentos contratados dentro das regras do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que prevê juro máximo de 12% ao ano mais a correção monetária pela TR.

“Foi uma demanda de mercado”, disse Pereira. “É um incentivo a mercado imobiliário, abre caminho para novas contratações. Avaliamos como positivo”, afirmou Pereira.

Fonte:Com Agência Estado