Construção civil tem plano para 1 milhão de empregos

Lu Aiko Otta, O Estado de S.Paulo

13 Fevereiro 2019 | 04h00

Atingido em cheio pelas investigações da Lava Jato e pela recessão econômica, o setor de construção civil quer virar o jogo e protagonizar a retomada do crescimento do País. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apresenta nesta quarta-feira, 13, aos parlamentares um plano que promete criar 1 milhão de empregos sem nenhum centavo de subsídios do governo. A articulação do setor com o governo também tem sido intensa.PUBLICIDADEinRead invented by Teads

Construção civil
Entre R$ 2 bi e R$ 8 bi do PAC estão parados. Foto: Werther Santana/Estadão – 13/7/2018

“Da mesma forma que as privatizações puxaram a economia nos anos 90, agora é a hora da construção civil”, avalia o presidente da CBIC, José Carlos Martins. A retomada das 4.738 obras que se encontram paradas é um ponto prioritário. “Isso é emprego na veia”, afirmou. “E não é em uma cidade A, B, ou C, é em todo o País.”

Segundo o presidente da CBIC, há muitos casos de obras que são tocadas entre o governo federal e as prefeituras que, por alguma razão, não começaram. Estima-se que haja entre R$ 2 bilhões e R$ 8 bilhões em recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) depositados em contas de prefeituras e sem uso por causa de dificuldades burocráticas e jurídicas. “Tem de achar uma solução técnica para isso.”

reforma da Previdência, prioridade do governo federal em sua relação com o Congresso, é o item número um da lista de 18 pontos elaborada pela entidade que será entregue aos parlamentares. “Mas não é só ela”, diz Martins. Ele explica que, sem eliminar pontos inibidores do investimento, a melhora no ambiente macroeconômico com a aprovação da reforma da Previdência trará resultados menores do que poderia.

As propostas passam por um novo marco legal para a concessão de licenças ambientais para a realização de obras, que são uma etapa muito demorada do processo. A CBIC defende que as análises pelos órgãos federais envolvidos, como Ibama, Funai e Instituto de Patrimônio Histórico, por exemplo, corram em paralelo. “E queremos regras claras, porque hoje elas não são.”

FGTS

Outro ponto que preocupa o setor é a possibilidade do uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para outras finalidades que não sejam aposentadoria ou aquisição da casa própria. O FGTS é a principal fonte de financiamento do mercado imobiliário, respondendo por dois terços do total. O recado aos parlamentares é que, por mais bem intencionadas que sejam eventuais novas liberações, o impacto é negativo para o setor de habitação.

Martins defende também a reversão de um veto do ex-presidente Michel Temer a um projeto de lei de autoria do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) que buscava reduzir a insegurança jurídica para a atuação de empresas do setor. Hoje, explica Martins, o risco de ter o patrimônio pessoal comprometido faz com que os funcionários públicos prefiram não decidir nada. Isso provoca uma paralisia na relação do Estado com as empresas e afeta, por exemplo, as concessões em infraestrutura.

Num quadro onde nem prefeituras nem governo federal têm recursos, a aposta é nas concessões e Parcerias Público-Privadas. A proposta da CBIC é usar técnicos da Caixa para ajudar a estruturar concessões nos municípios. E, no caso federal, reformar o modelo que, avalia Martins, foi construído para beneficiar grandes empreiteiras.

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Airbnb vai começar a projetar casas em 2019

Mercado Imobiliário

(Época Negócios)

Empresa quer entrar no ramo imobiliário

EVENTO DO AIRBNB (FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK)

Virou clichê dizer que a maior empresa de mobilidade do mundo não tem nenhum carro e que a maior plataforma de hotelaria não possui sequer um quarto. Mas o Airbnb aparentemente tem outra visão sobre o futuro da economia de compartilhamento. Após criar uma rede global com mais de 5 milhões de imóveis disponíveis, entre casas, apartamentos, quartos, castelos e casas na árvore, e construir um negócio de US$ 38 bilhões, o Airbnb começou a se perguntar qual seria o próximo passo.

Em 2016, o chefe de produto (CPO) e cofundador da empresa, Joe Gebbia, criou a Samara, uma divisão dentro do Airbnb para desenvolver novos produtos e serviços. Nesta quinta-feira (29/11), a Samara anunciou, à Fast Company, uma nova iniciativa.

Chamado de Backyard (“quintal”, em tradução livre), o projeto vai “desenvolver novas…

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Crise faz Tecnisa virar gestora de estoques

Mercado Imobiliário

(Capital Aberto) – 11/10/18

Nos últimos tempos, a toada do setor de construção civil parece um tanto fora de ritmo. No lugar de lançar, erguer e vender entraram os verbos cancelar, cortar, desfazer, que nada têm a ver com a essência da atividade de incorporação imobiliária. São profundas as marcas deixadas por dois anos de recessão — e sem sinal visível de recuperação da economia — nas incorporadoras, especialmente naquelas que atuam em segmentos não populares ou desvinculados das benesses do subvencionado Minha Casa, Minha Vida. Na lista das mais prejudicadas figura a Tecnisa, cujas ações desvalorizaram-se 53,62% nos 12 meses encerrados em 8 de outubro, de acordo com dados da Economatica. Como não está a seu alcance a possibilidade de mudar o entorno, a empresa tenta fazer o que pode do tapume para dentro, com promoções para desovar estoques, redução de despesas e venda de ativos, sobretudo terrenos.

Diante…

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5 previsões para a cidade do futuro, segundo o Fórum Econômico Mundial

Como as cidades vão se adaptar à era da digitalização e irão moldar a economia mundial nas próximas décadas

Você pode estar lendo esse texto no seu computador, smartphone ou tablet. Mas provavelmente está em uma das 150 maiores regiões metropolitanas do mundo. Mais da metade dos seres humanos hoje vivem em cidades, e esse número deve aumentar para 70% até 2050. Em termos econômicos, os resultados da urbanização foram notáveis. As cidades representam 80% do Produto Interno Bruto (PIB) global. Nos Estados Unidos, o corredor Boston-Nova York-Washington gera mais de 30% do PIB do país.

Mas o sucesso tem sempre um custo – e as cidades não são exceção, segundo esta análise do Fórum Econômico Mundial. Padrões insustentáveis de consumo, degradação ambiental, desigualdade persistente são alguns dos problemas das cidades modernas. Recentemente, entrou na equação as consequências da transformação digital. Há quem fale sobre uma futura desurbanização. Mas os especialistas consultados pelo Fórum descartam essa possibilidade. Preferem discorrer sobre como as cidades vão se adaptar à era da digitalização e como vão moldar a economia mundial.

O segredo é escala

Os arranha-céus em cidades como Xangai e Nova York atestam a capacidade de expansão vertical. Mas algo ainda mais surpreendente está acontecendo nos bastidores. De acordo com uma pesquisa recente realizada por Geoffrey West e Luis Bettencourt, as cidades estão levando o capital físico e humano a “escalas superlineares”. Desafiando a aritmética básica, as cidades produzem mais unidades do que consomem em indicadores como salários, patentes e investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

Por outro lado, as cidades gastam menos recursos per capita em infraestrutura e serviços. Há, nestas áreas, muitas funcionalidades (como sistemas elétricos e de mobilidade) operando no modelo “sublinear”, segundo o Fórum. Ou seja: aquém da capacidade máxima. Com a digitalização, pode estar aí uma oportunidade para as cidades conseguirem solucionar os maiores desafios globais. Um deles é tentar encontrar soluções para o problema de habitação: a população mundial deve chegar a 9,7 bilhões em 2050.

O que você é vale mais do que onde você está

Os prefeitos das maiores cidades do mundo estão fechando parcerias que derivam mais de interesses compartilhados do que proximidade geográfica ou filiações políticas. O contexto nacional não é necessariamente o traço mais relevante para as cidades modernas. Por exemplo, há poucas similaridades entre o Reino Unido e a Turquia, mas o voto contrário ao Brexit em Londres, Liverpool e Manchester foi estimulado por forças parecidas com as dos votos contrários ao referendo constitucional em Istambul, Ancara e Izmir. Nos Estados Unidos, Nova York e San Francisco entraram no acordo de Paris com outras 380 cidades, ainda que o país tenha se retirado do tratado.

As cidades vão liderar o desenvolvimento

De acordo com pesquisas recentes, as cidades são ambientes que promovem o apego à comunidade e a criação de grupos. Muitos sabem que esses laços estão relacionados à sensação de felicidade e bem-estar, mas eles também estão ligados ao crescimento do PIB. A capacidade das cidades de criar níveis sem precedentes de atividade econômica e inovação irá assegurar que esses espaços irão liderar o desenvolvimento nas próximas décadas.

Reinventando como e onde trabalhamos

Em 2020, chegará ao mercado de trabalho a geração C (“conectada”), a das pessoas que viveram toda a sua vida imersas no mundo digital. Até lá, as quatro forças da quarta revolução industrial – automação, realidade aumentada, computação em nuvem e inteligência artificial – provavelmente estarão funcionando a pleno vapor.

Ao mesmo tempo em que os baby boomers começam a deixar o mercado de trabalho, os millenials e a geração C devem reinventar a forma como trabalhamos e o ambiente de trabalho. Além disso, a digitalização vai continuar a moldar a produtividade. Mais importante, vai aumentar os benefícios do agrupamento nos principais setores da economia, como manufatura, serviços financeiros e hospitalidade. Pequenos empreendedores nesses agrupamentos irão criar “micro-multinacionais” usando plataformas digitais.

Cidades inteligentes facilitarão a vida de seus habitantes

A digitalização promete melhorar a vida das pessoas nas cidades. Em cidades inteligentes como Tallinn, na Estônia, os cidadãos podem votar nas eleições nacionais e se envolver com o governo local via plataformas digitais, que permitem a assinatura de contratos e pagamento de impostos, por exemplo. Programas similares em Cingapura e Amsterdã tentam criar uma espécie de “governo 4.0”.

Além disso, a tecnologia vai permitir uma melhora na governança. Plataformas digitais possibilitam acesso, abertura e transparência às operações de governos locais e provavelmente irão mudar a forma como os governos interagem com as pessoas.

Fonte: Época Negócios

Em 10 anos, São Paulo lançou mais de 160 prédios sem garagem

Nos últimos anos, com a mudança de comportamento da população, o uso do carro sofreu grandes questionamentos e muitos moradores dos grandes centros abriram mão de seus veículos para optar por transportes alternativos, como ônibus, trem, metrô e os aplicativos de mobilidade. Essa mudança refletiu no mercado de imóveis e isso foi destacado em uma pesquisa realizada pelo ZAP, empresa do Grupo ZAP, que analisou o lançamento e a presença de imóveis sem garagem na cidade de São Paulo. A principal análise mostra que nos último 10 anos, 166 empreendimentos foram lançados, totalizando mais de 21 mil apartamentos.

Um dos destaques da pesquisa é a presença deste novo modelo de imóvel em regiões importantes da cidade. Os bairros da Sé (1.798 unidades), Bela Vista (1.179) e República (961) concentram 63% do total de apartamentos sem vagas lançado na região central da cidade nos últimos cinco anos. A Vila Prudente (866) se destaca na Zona Leste, já na Zona Oeste e Sul os bairros líderes são Barra Funda (1.196) e Campo Limpo (1.022).

São Paulo
São Paulo (Foto: Shutterstock)

O tamanho médio de um apartamento de um dormitório sem vaga é 32 m², já com dois dormitórios a metragem sobe para 44 m². Esse tamanho compacto é uma característica marcante dos apartamentos sem vagas. Nos últimos cinco anos, 41% daqueles de um dormitório foram lançados com até 30 m² e 59% de 31 a 45 m², já 92% dos de dois dormitórios possuem de 31 a 45 m². Para a gerente de inteligência de mercado do ZAP, Cristiane Crisci, esse modelo de imóvel será uma tendência importante no mercado, já que as gerações mais novas tendem a alugar mais e abrir mão do carro abrir mão do carro e morar num bairro com maior oferta de transporte público ou próximo ao trabalho, elevandsua qualidade de vida. “É muito importante identificar que esse novo cenário é o reflexo da mudança de um comportamento social, com a evolução do transporte público, esses modelos serão cada dia mais presentes e mais próximos dos ideais das gerações futuras”, detalha.

Fonte : ZAP

Moeda digital ganha força no setor imobiliário

O uso de criptomoedas na compra de imóveis tem crescido no país. Empreiteiras como a paulista Tecnisa, a mineira Katz e a paranaense Valor Real são algumas que já aceitam bitcoins como forma de pagamento.

A Tecnisa foi a pioneira na transação em criptomoedas no Brasil, em 2014. Por três anos, contudo, nenhum imóvel foi comprado usando as moedas digitais. “Na época conseguimos ganhar visibilidade, mas não vendemos nenhuma unidade”, conta Romeo Busarello, diretor de marketing da Tecnisa.

O cenário começou a mudar no fim do ano passado. Em 2017, o bitcoin chegou a atingir valorização de 1.751%. Hoje, vale aproximadamente R$ 28 mil.

Um apartamento de cerca de R$ 280 mil, por exemplo, custaria o equivalente a “apenas” 9,82 bitcoins. Foi esse o preço em reais do apartamento mais barato vendido pela Tecnisa em criptomoedas.

“De novembro do ano passado até agora, vendemos 16 apartamentos dessa forma”, diz Busarello. “As pessoas que ganharam dinheiro com a valorização do bitcoin querem dar liquidez ao investimento.”

A construtora Valor Real aceita o bitcoin desde setembro do ano passado. De lá para cá, vendeu seis apartamentos com o uso do dinheiro digital. Nenhum deles foi quitado inteiramente com criptomoedas. Em geral, elas são destinadas à entrada.

Alexandre Lafer, coordenador do grupo de novos empreendedores do Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário), aposta no crescimento do uso da moeda no setor. “Arriscaria a dizer que nos próximos cinco anos teremos um volume bastante expressivo de transações imobiliárias utilizando a tecnologia de blockchain”, afirma.

O blockchain funciona como uma espécie de livro-caixa digital descentralizado e compartilhado entre diversos usuários. Ele é a base da moeda digital bitcoin e proporciona maior segurança e agilidade em transações digitais. “A proposta é digitalizar o ativo. O apartamento ganha uma espécie de escritura digital, um algoritmo inviolável que faz com que ele possa ser transacionado de maneira livre. Isso dará maior abrangência e agilidade ao mercado”, afirma Lafer.

A construtora Katz é outra que aposta no bitcoin, mesmo sem ter feito nenhuma venda desde que passou a aceitar a moeda digital, em dezembro. “Se você puxar pela memória, vai se lembrar que o cartão de crédito era inacessível por aqui há 20 anos”, compara Athos Martins, diretor de incorporação da empresa.

Fernando Ulrich, economista-chefe de criptomoedas da XP Investimentos, faz ressalvas ao uso da moeda digital para compra de imóveis. Ele afirma que o risco de desvalorização pode não compensar. Por isso, o economista recomenda o meio de pagamento apenas para quem já tem os criptoativos e pode fazer a transação diretamente com a construtora.

De fato, as empresas que já aceitam criptomoedas costumam transformá-las de volta em reais rapidamente. “Nosso viés não é especulativo, para nós as criptomoedas são exclusivamente um meio de pagamento”, diz Antonio Lage, presidente-executivo da Valor Real. “Não podemos aceitar qualquer criptomoeda. Você não pode pegar uma que vai ter uma oscilação de 20% em 15 minutos”, afirma o executivo.

Por Rafael Andery

Fonte: Folha de São Paulo,  Economia, 16/09/2018

A tecnologia do futuro a serviço da construção

Robôs em canteiro de obras, impressões 3D e validação de contratos digitais serão algumas novidades daqui para frente

A tecnologia na construção, assim como em diversos setores, só tende a crescer. Segundo Roberto de Souza, presidente do Centro de Tecnologias de Edificações (CTE) – uma empresa de consultoria para o gerenciamento de obras -, o drone ainda é pouco usado na construção civil porque este setor é muito conservador. Além disso, a crise inibiu todos os processos, de maneira geral.

– Hoje, captar imagens por meio de um drone é um foco mais da área comercial. Contudo, começa a ser cada vez mais usado para levantar dados do terreno, acompanhar obras e inspecionar o que já está pronto – afirma.

Um dos exemplos, segundo ele, é que avaliar a topografia de um terreno pelos métodos tradicionais exige em torno de três semanas.

– Com o drone, a tarefa é feita em um dia. Isso sem contar a precisão – acrescenta ele.

Robôs operários -Apesar de abraçar timidamente a tecnologia, o setor está atento à mudanças num futuro nem tão distante. Neste ano, junto a 32 empresas da área, Roberto Souza lançou a Rede Construção Digital. O objetivo do grupo é se reunir, em seminários e encontros, para discutir a aplicação das novas tecnologias digitais na construção civil.
– Surgiu de uma demanda, ao identificarmos que fabricantes, incorporadores e construtoras não estavam acompanhando a revolução digital na indústria brasileira – conta.

Entre as outras tecnologias que já funcionam no Brasil, ele cita o Building Information Modeling, que faz projetos 3D, permitindo modelos mais próximos dos reais; a internet das coisas (IoT), que conecta dados; a realidade virtual, para vender o imóvel ao cliente; e a big data, para armazenar dados.
Já em fase experimental no exterior , ele cita ainda o Blockchain, que é uma espécie de validação de contratos, e a robótica, nos canteiros de obras. Sim, no futuro, parte dos edifícios será construída por robôs.
Tanto Fragozo quanto Roberto ressaltam que o drone, ainda que muito útil, é apenas uma ferramenta.
– O drone coleta informações com mais precisão de agilidade e minimiza riscos. Mas se não houver o engenheiro para interpretar tudo isso, não adianta nada – explica Souza.

 

Fonte: Jornal O Globo