Novas conexões urbanas

Avanços em mobilidade urbana e sensores para monitorar o uso de água e eletricidade serão elementos fundamentais das cidades do futuro, mostra estudo do banco Julius Baer

Nos últimos 20 anos, a população de Munique, terceira maior cidade da Alemanha, cresceu 50% chegando a 1,5 milhão de pessoas em 2018. Delas 20% são estrangeiras. Como a taxa demográfica não deve diminuir nos próximos anos, Munique já se prepara para receber mais gente. Novos bairros estão se desenvolvendo e, em várias regiões, sensores monitoram desde a distribuição de água até o consumo de energia e a poluição causada pelas emissões de CO². Segundo um estudo do banco suíço Julius Baer, até 2050 boa parte dos polos urbanos mundiais deverá seguir o exemplo da cidade alemã, com o uso intensivo de tecnologias baseadas na análise de dados e sensores de monitoramento. A mobilidade urbana também deverá atingir novos patamares de expansão. Entre 2000 e 2017, o número de linhas de metrô aumentou 70% no mundo, segundo a Associação Internacional de Transportes Públicos. “As cidades se tornarão mais sustentáveis e inteligentes”, diz Carsten Menke, chefe de pesquisa sobre Próxima Geração do Julius Baer.

Fonte: Época Negócios

MITRE LANÇA IPO E JÁ TEM INVESTIDOR ÂNCORA COBRINDO A OFERTA

O Estado de S. Paulo

Em uma prova do apetite dos investidores pelo setor da construção, a Mitre Realty lançou sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) com investidores âncoras já garantindo metade da oferta, que deverá somar cerca de R$ 1,1 bilhão. Se consideradas as intenções de investimento coletadas no mercado nas reuniões preliminares com potenciais investidores nesse início de ano, a demanda obtida já cobre o volume a ser lançado. O lançamento de ações da construtora será praticamente todo primário, com novos recursos no caixa da companhia, que busca estar preparada para o crescimento do setor imobiliário. Do pequeno lote secundário, o vendedor será Jorge Mitre, pai de Fabrício Mitre, presidente da companhia familiar.

Média-alta. Os projetos da construtora têm foco no público de média e média alta renda, na cidade de São Paulo, uma vez que esse segmento tende a ser mais beneficiado pelo novo ciclo de crédito nos próximos anos. A ação estreia na B3 na primeira semana de fevereiro.

“Microcasa” pode ser tendência da próxima década

Casas dentro de seu quintal, de sua garagem ou impressas com uma impressora 3D: diversos projetos e startups surgiram nos últimos anos prometendo moradias baratas, sustentáveis e eficientes. Com uma nova década se iniciando, a “microcasa” pode se tornar uma solução cada vez mais procurada para resolver a questão da falta de moradias.

A FastCompany listou cinco exemplos de empresas que estão se tornando pioneiras neste formato. Confira.

O seu quintal para alugar

Em vez de colocar uma casinha de brinquedo em seu quintal para seus filhos brincarem, a Rent The Backyard quer construir uma casa de verdade para alugar nos fundos de sua casa. A empresa custeia as obras e registro da moradia e, em troca, recebe uma parte do aluguel cobrado.

A construção da casa é feita pela NODE.eco.

Não tem quintal? A garagem também serve

A United Dwellings é uma startup de Los Angeles que quer transformar as garagens enormes comuns aos subúrbios da cidade em apartamentos. Segundo a empresa, 91% dos espaços de garagem na região não são ocupadas pelos carros, mas por “tralha” do dono da casa.

Assim como a Rent The Backyard, a United Dwellings custeia a conversão da garagem em apartamento – e fica com uma parte do aluguel futuro.

Casas menores em um grande terreno

Parte do problema da falta de moradia é o tamanho das casas: terrenos enormes ocupados por apenas um imóvel e família. Por isso, a MicroLife Institute quer pegar terrenos grandes que estavam projetados para construir casas acima dos 250 m² e construir moradias menores entre 23 e 46 m².

Em vez de uma mansão, portanto, cada terreno seria um pequeno bairro.

Impressoras 3D para criar casas em regiões mais pobres

Em 2019, a New Story anunciou que finalizou a construção de duas casas em uma região isolada do México, na fronteira com a Guatemala. Detalhe: as casas foram impressas com uma impressora 3D de 10 metros de comprimento.

A empresa já construía casas de forma “tradicional”, mas fez parceria com a Icon para imprimí-las. Os novos moradores aprovaram a residência.

Por ser autossustentável, casa da PassivDom pode ser instalada em quase qualquer lugar (Foto: Divulgação/PassivDom)

A casa sustentável que gera e recicla tudo o que utiliza

A PassivDom também decidiu imprimir casas, mas com uma ideia diferente: criar moradias que são autossustentáveis. A energia elétrica é captada por painéis solares no teto, enquanto toda a água usada é reciclada.

As casas ainda estão em desenvolvimento e devem chegar ao mercado em 2020, em fase de teste no Arizona, nos Estados Unidos.

Fonte: ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE

Médio padrão entra na mira de construtoras

Motor do mercado imobiliário, o Minha Casa Minha Vida chegou a responder por dois terços dos negócios do setor nos últimos anos. Mas a redução de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para abastecer o programa habitacional obrigou incorporadoras como MRV e Direcional a revisarem suas estratégias e redirecionarem parte dos projetos para o segmento de médio padrão – com o desafio extra de readequar seu modelo de negócios.

Copresidente da MRV, Eduardo Fischer afirmou que já há menor disponibilidade de recursos no FGTS do que antes. “Em vez de ficar com o risco na mão, que é a limitação do FGTS, vamos nos expor menos ao programa”, disse. A MRV é a maior operadora do Minha Casa Minha Vida, com cerca de 10% de participação no volume anual de obras contratadas. A empresa comunicou que reduzirá gradualmente os projetos do programa em seu portfólio do nível atual de 80% para cerca de 40% nos próximos anos.

O plano de mudança, porém, foi alvo de ataques do mercado, que vê riscos na transição. O Credit Suisse publicou relatório rebaixando a recomendação para as ações da MRV para “underperform”, o que significa uma perspectiva de desempenho abaixo da média do mercado.

Os analistas Luis Stacchini, Eduardo Quiroga e Vanessa Quiroga, do Credit Suisse, afirmaram que o redirecionamento de parte dos projetos da MRV para o setor de médio padrão é necessário para manter o tamanho da empresa em meio à diminuição prevista do Minha Casa. No entanto, eles estimaram que essa mudança levará tempo para ser implementada, vai sugar recursos do caixa e diminuir os retornos no curto prazo, o que justificou o corte nas projeções para as ações da empresa.

A mesma estratégia foi adotada pela Direcional. A empresa anunciou que também vai ampliar os lançamentos de imóveis fora do Minha Casa, com preços um pouco acima do teto do programa, o que a companhia chama informalmente de “faixa 4”. A mudança vem na esteira de gargalos de recursos do programa, e na oportunidade de financiar os empreendimentos com linhas de crédito de mercado cujas taxas foram reduzidas. “Há uma oportunidade enorme pela frente com as mudanças no cenário macroeconômico”, afirmou o presidente da Direcional, Ricardo Ribeiro, durante reunião com investidores e analistas de mercado.

Perspectivas
A mudança de foco das construtoras leva em conta o movimento crescente de negócios no segmento de médio e também de alto padrão, que parece ter deixado no passado o período de crise. Os balanços do último trimestre das companhias mostraram redução dos estoques e aceleração de novos projetos, apontando para um novo ciclo de crescimento. São os casos de Cyrela, Even, Eztec, Helbor e Trisul.

A avaliação de analistas é que, mesmo sem a recuperação do emprego e da renda dos consumidores, a queda acentuada nas taxas de juros do crédito imobiliário garantiu aumento do poder de compra nos estandes. O diretor de relações com investidores da Eztec, Emílio Fugazza, classificou o atual momento como de retomada. “Alguns fatos nos indicam que é um ‘boom’. Um deles é a velocidade de vendas. Não temos nenhum projeto com menos de 60% das unidades vendidas em seis meses.”

O diretor-presidente da Even, Leandro Melnick, espera um aumento no preço dos imóveis ao longo dos próximos trimestres, após anos com reajustes reprimidos pela crise nacional. Segundo ele, o escoamento do excesso de imóveis nos estoques e os lançamentos de novos projetos nos bairros mais nobres e de maior demanda darão força a um movimento de alta nos preços. “Estamos bastante positivos para o quarto trimestre”, afirmou ele, durante reunião com analistas de mercado.

Fonte: ÉPOCA NEGÓCIOS

Morar de aluguel é o futuro, o mercado imobiliário precisa se transformar

Países desenvolvidos, como a Alemanha, observam um movimento bastante curioso e que está se tornando uma tendência entre a nova geração. Metade da população alemã já não vive mais em casas próprias. Os brasileiros podem se chocar com essa realidade, mas este movimento ocorre no país europeu desde o fim da Segunda Guerra Mundial, há quase 75 anos.

Quando o conflito acabou, dezenas de novas construções foram erguidas para substituir o cenário de destruição. Só que os alemães viviam um momento de recessão e não conseguiam arcar com os financiamentos. A solução foi alugar. Desde então o comportamento se tornou cada vez mais comum lá e em outras nações que compartilham uma história semelhante.

O que manteve esse comportamento não foi apenas uma questão histórica. Há uma tendência crescente a favor do desapego que tem se expandido pelo mundo. Por aqui, o sonho da casa própria ainda é bastante presente em nossa cultura. Cerca de 72% dos brasileiros vivem em seus imóveis e muitos estão endividados por conta disso. Entretanto esta realidade deve mudar nos próximos anos não apenas por uma questão financeira. A análise da situação atual comprova: percebe-se que o número de aluguéis aumentará 19% até o fim de 2019. E a perspectiva é que o crescimento se manterá pelos próximos cinco anos.

O mercado imobiliário continuará avançando com a construção de novos imóveis planejados para uma geração que já não quer mais se manter em um só lugar e tampouco está interessada em assumir uma dívida de anos como a de um financiamento. Por mais que ocorra a baixa dos juros, esperada pela economia, morar de aluguel é uma facilidade que se adapta ao estilo de vida de pessoas que planejam investir mais em conhecimento, viagens e estão mais desapegadas de bens materiais.

Estudos recentes evidenciam muito bem para onde caminhará o mercado imobiliário. Pesquisa da agência Today, agência de transformação digital, mostra que 80% dos millennials preferem morar em um imóvel alugado. Isso porque as relações com o trabalho também estão mudando. Basta observar outro dado. O mesmo levantamento revelou que 41% deles acredita ser possível estar em outro emprego pelos próximos dois anos. Viver novas experiências é a prioridade destes adultos que estão na faixa dos 25 a 39 anos. E será que, como empresários do setor, estamos preparados para esta demanda? Se a resposta é “não”, o caminho é simples: para prosperar, o mercado imobiliário deve acompanhar este movimento e ir além compreendendo também outra característica que marca esta geração.

Acostumado com a digitalização dos produtos, este público tem pressa. As decisões precisam ser tomadas com agilidade. Assim, é urgente que o setor esteja cada vez mais aberto às soluções da tecnologia. Felizmente, já é possível observar que um dos setores mais tradicionais, o das imobiliárias, começa a compreender que se atualizar é preciso. Assim, a burocracia está perdendo espaço e há soluções que tornam o aluguel cada vez mais acessível. Para quem pensa em locar um imóvel a boa notícia é que a antiquada figura do fiador, que acaba barrando alguns contratos, ficará em segundo plano. A aprovação dos contratos também já está mais simplificada em imobiliárias digitalizadas. É uma garantia para atender o consumidor e ajudá-lo a conquistar o que espera: autonomia para escolher onde e como quer viver.

*Por Jardel Cardoso da Rocha, CEO da CredPago

Banco Central estuda medidas para ampliar fontes de crédito imobiliário

Fonte: Smartus

O Banco Central (BC) e o Ministério da Economia estudam medidas para aumentar os recursos destinados ao crédito imobiliário. A constatação é que o montante atual disponível – somando todas as fontes, como poupança, FGTS e instrumentos do mercado de capitais – serão insuficientes para acompanhar a demanda nos próximos anos.

A Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) revisou as projeções de empréstimos da poupança e do FGTS. De acordo com a entidade, o SBPE deve financiar R$ 75 bilhões para compra e construção de imóveis até dezembro, 31% a mais em relação a 2018, enquanto o crédito via FGTS deve retrair em 4%, para R$ 57 bilhões.

Na avaliação de Gilberto Abreu, presidente da Abecip, o mercado começa a dar sinais de retomada, sendo este apenas o começo da arrancada. “O crédito imobiliário vai crescer 30% este ano e a poupança, não”, afirmou ao Valor Econômico. Em um cenário otimista, o saldo do SBPE vai avançar entre 6% e 10%, calcula Abreu.

Além de serem naturalmente insuficientes para acompanhar a demanda, poupança e FGTS serão afetados pela queda da Selic devido à i) fuga de investidores para aplicações mais rentáveis e ii) aos rendimentos menores de investimentos do fundo, que recuam junto com a taxa básica de juros, respectivamente.

Neste cenário, além de encontrar novos ativos para aplicar os 40% de saldo do FGTS que não são destinados ao financiamento imobiliário, o governo precisa reduzir as despesas operacionais bilionárias do fundo e – principalmente – estimular a entrada de mais investimentos no mercado de capitais, em produtos como Letra de Crédito Imobiliário (LCI), Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Letra Imobiliária Garantida (LIG).

Em relação ao CRI, a principal medida anunciada pelo BC é a permissão para os bancos atrelarem a correção dos empréstimos ao IPCA (indicador oficial da inflação) no Sistema Financeiro da Habitação (para imóveis de até R$ 1,5 milhão). A Caixa foi o primeiro banco a comunicar adesão ao novo indexador. 

Além de reduzir os juros finais aos consumidores, o correção pelo IPCA aumenta a liquidez dos CRIs no mercado de capitais porque agrada aos investidores, que preferem adquirir papéis atrelados a indicadores de mercado. Nesse contexto, os bancos terão maior facilidade para securitizar suas carteiras de recebíveis, adiantando recursos que podem financiar novas obras. 

Decisão recente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também estimula a securitização no setor (veja aqui).

Já para elevar a participação da LIG no crédito imobiliário, a principal proposta em estudo é permitir que os títulos sejam emitidos no exterior – hoje estão restritos ao Brasil – mantendo a isenção tributária para os investidores. A medida tem potencial de arrecadar substancialmente mais recursos, sobretudo no mercado europeu, onde a LIG responde por 20% dos empréstimos ao setor imobiliário.

A ideia é que securitização e LIG coexistam como as principais fontes de financiamento imobiliário no país. Especialistas indicam a preferência dos bancos pela Letra Imobiliária Garantida, por ter prazos mais longos e liquidez mais adequada aos fluxos do mercado imobiliário.

O Banco Central estuda, ainda, permitir que incorporadoras e loteadoras utilizem recebíveis como garantia para financiar empréstimos junto aos bancos e outros investidores.

Mais do que resolver a questão da disponibilidade de crédito, governo e BC desejam aumentar a participação do financiamento imobiliário no PIB brasileiro, atualmente na casa dos 9%. Em outros países em desenvolvimento, como Chile, o crédito responde por 20% do Produto Interno Bruto, enquanto nos Estados Unidos se aproximam dos 70%.

Airbnb compra empresa de aluguel de imóveis mobiliados

Por Ivan Ryngelblum, Valor — São Paulo

Airbnb compra empresa de aluguel de imóveis mobiliados

Getty Images

O serviço de aluguel de quartos e imóveis Airbnb anunciou hoje que adquiriu a Urbandoor, empresa de aluguel de imóveis mobiliados por longos períodos. O valor da transação não foi divulgado.

Em comunicado divulgado em seu blog, o Airbnb informou que a aquisição fortalecerá a divisão de aluguéis de imóveis para o setor corporativo, o “Airbnb for Work”. Segundo a empresa, a Urbandoor possui apartamentos em mais de 1,5 mil cidades em cerca de 60 países.

O Airbnb fechou uma série de aquisições e investimentos nos últimos anos para diversificar suas ofertas de imóveis. Em março, a empresa comprou o site de reservas de quartos de hotéis Hotel Tonight e em abril ela divulgou que investiu na startup de reservas de quartos de hotéis indiana Oyo Hotels & Homes.