Números que movem as grandes cidades

A preocupação com soluções  de mobilidade urbana explodiu nos últimos anos não foi à toa. Os transtornos gerados pela concentração da população nas metrópoles acabam atrapalhando não apenas a vida das pessoas como a economia de todos os países. Para entender o tamanho desse problema é importante perceber tudo o que vem afetando e ainda vai afetar o transporte nos grandes centros urbanos.

* Cerca de 80% da população latino-americana mora em Centros Urbanos. Existem quase 60 cidades na América Latina com mais de 1 milhão de habitantes
* A população urbana mundial cresceu de 746 milhões de pessoas em 1950 para 4 bilhões em 2016
* 117 milhões de pessoas (56,5% da população brasileira) vivem em pouco mais de 5% dos municípios
* Berlim conta com 7,9 mil veículos elétricos e mais de 500 estações de carga de energia espalhadas pela cidade
* O tempo gasto em congestionamentos de trânsito no mundo aumentou aproximadamente 13% desde 2008
* A frota de automóveis do Brasil é de cerca de 43 milhões de veículos
* As 27 capitais de estado do País totalizam 50% da população brasileira
* A cidade do México é a número 1 no ranking das cidades mais congestionadas do mundo
* Bogotá, Buenos Aires, Caracas, Curitiba, Cidade do México, Quito, Salvador e Rio de Janeiro foram as cidades da América Latina que se comprometeram a reduzir até 2020 mais de 1,7 milhão de toneladas  anuais de gases
* 32% do efeito estufa que enche de poluição a cidade de Santiago do Chile no inverno é causado por gases emitidos por carros movidos a gasolina ou diesel
* 57% dos usuários de smartphones no Brasil usam aplicativos dedicados ¡a mobilidade urbana
* Os prejuízos causados pelo tempo gasto em congestionamento somam R$ 40 bilhões por ano à cidade de São Paulo
* As capitais brasileiras campeãs de tempo perdido no congestionamento são, na ordem: Recife, Porto Alegre, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro.
* Dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) mostram que o número de veículos circulando na capital paulista cresceu 400% entre os anos 1970 e meados de 2000, enquanto a malha viária aumentou apenas 21% no mesmo período.

Fonte: Revista – Para onde vamos?

Anúncios

Singularity University prevê como o mundo será em 2038: “irreconhecível”

Pense no quanto o mundo mudou nos últimos 20 anos. Parece impossível imaginar o quanto mudará nos próximos 20, certo? Não para a Singularity University, um think tank que oferece programas educacionais no Vale do Silício para inspirar negócios revolucionários. Recentemente, Peter Diamandis, cofundador e membro executivo da Singularity, e sua comunidade tentaram desenhar uma previsão de mudanças até 2038, quando “o dia a dia já não será mais reconhecível”.

O mundo irreconhecível em 2038, prevê o grupo, acontecerá com a disseminação da inteligência artificial em diversos campos, com a popularização dos robôs, além da chegada de tecnologias que parecem apenas um sonho distante hoje. Já para 2020, a equipe prevê a chegada da tecnologia de comunicação 5G ao redor do mundo. Carros voadores devem começar a riscar os céus de alguns países. A inteligência artificial deve ser usada em diagnósticos e recomendações terapêuticas em centros médicos americanos.

Dois anos depois, em 2022, os robôs ganharão espaço na sociedade, ocupando cargos de recepcionista ou assistente em lojas. Tarefas domésticas também serão realizadas por máquinas. Carros autônomos começam a conquistar os EUA e impressoras 3D permitirão que consumidores “fabriquem” roupas e objetos em casa, mudando a lógica do consumo. As viagens a Marte devem começar em 2024. Neste ano veremos drones sendo usados, inclusive para entregas de pacotes a telhados de casas. Fontes de energia solar e eólica terão espaço — e, principalmente, custo acessível. Os carros elétricos, por sua vez, serão metade da frota mundial. O trabalho exigirá preparo para lidar com inteligência artificial.

Ser dono de um carro, em 2026, será algo estranho, já que veículos autônomos farão o transporte de pessoas. Isso quando não forem usados veículos voadores com decolagem vertical — a previsão é de 100 mil pessoas usando esse transporte em cidades como Los Angeles (EUA), São Paulo e Tóquio. Alimentação será um desafio e agricultura vertical em grandes centros urbanos será vital. Com 8 bilhões de pessoas conectadas a internet de alta velocidade, a realidade virtual será uma tecnologia comum no mundo.

Em 2028, energia solar e eólica serão responsáveis por quase 100% do consumo global, prevê o grupo. Esse ano também marca o ápice da demanda por petróleo. Dois anos depois, as emissões de carbono devem começar a cair, ricos terão à disposição tecnologias para prolongamento da vida e a inteligência artificial superará a inteligência humana. Robôs serão comuns em todos os locais de trabalho em 2032. Será possível transferir a consciência para robôs avatares para estar em locais remotos do mundo. Profissionais terão modificações, como coprocessadores ou comunicação web em tempo real.

Conexões entre o córtex humano e a nuvem serão significativas em 2034, de acordo com as previsões da Singularity. Problemas globais como câncer e pobreza serão coisas do passado. Tratamentos para longevidade serão comuns em 2036. Cidades inteligentes, por sua vez, serão comuns — supereficazes no uso de energia solar, além de seguras e abundantes em alimentos.

Daqui 20 anos, em 2038, a realidade virtual e a inteligência artificial servirão para alavancar a vida humana no mundo todo. E o dia a dia será irreconhecível para nós.

POR VICTOR CAPUTO – Época Negócios

Governo Edita Medidas Que Podem Injetar R$ 80 Bilhões No Mercado Imobiliário

O Conselho Monetário Nacional (CNM) acabou com a obrigatoriedade de que os bancos destinem um percentual fixo dos recursos de poupança para Sistema Financeiro da Habitação (SFH). A medida, que pode injetar R$ 80 bilhões no mercado imobiliário ao longo de seis anos, dará as instituições financeiras a possibilidade de direcionar o montante para o financiamento de aquisição, construção, reforma e ampliação de imóveis residenciais. A nova regra entrará em vigor em 1 de janeiro.

Atualmente os bancos são obrigados a destinar 65% das captações da poupança para o crédito imobiliário. Esse percentual não será alterado. A norma ainda determina que 80% desses recursos sejam destinados ao SFH, a carteira hipotecária e ao Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). Com a decisão do CMN, a obrigatoriedade de 80% acaba.

As operações de crédito ainda deixam de estar condicionadas por limites de valor de avaliação do imóvel financiado, de taxa de juros e de estruturas de atualização, além de permitir a atualização dos financiamentos por índices de preço. Atualmente, os contratos são indexados a Taxa Referencial (TR).

No lugar de estabelecer um percentual mínimo de recursos seja destinado para operações nas condições do SFH, os bancos que concederem financiamentos de imóveis com valor de avaliação de até R$ 500 mil poderão aplicar fator de multiplicação de 1,2.

No caso do SFH, o limite de custo efetivo de 12% ao ano e a atualização do saldo devedor pela Taxa Referencial serão mantidos. Também será mantido o limite de valor de avaliação do imóvel financiado, que é uniformizado para todas as unidades federativas e ampliado para R$ 1,5 milhão.

Fonte: Correio Braziliense

Setor de crédito imobiliário deverá passar por desconcentração bancária

A tendência é que a Caixa, tradicional líder do segmento, perca espaço para concorrentes. As concessões de crédito para moradia deverão passar por uma desconcentração nos próximos anos, e a Caixa, tradicionalmente quem mais atuava nesse mercado, dificilmente será um líder disparado do segmento.

O banco que mais emprestou para aquisição ou construção neste ano foi o Bradesco. A Caixa está em segundo.

“As instituições privadas se movimentam para abocanhar fatias maiores”, afirma Sérgio Cano Cortes, do MBA de gestão de negócios de incorporação imobiliária da FGV.

Medidas anunciadas pelo governo no fim do mês passado favorecem essa tendência.Os bancos poderão, a partir de 2019, escolher a qual taxa indexar o crédito concedido, e a porcentagem do dinheiro que eles precisarão direcionar ao Sistema Financeiro Habitacional será menor.

Se a taxa Selic seguir baixa, os privados terão outra vantagem sobre a Caixa, diz Alexandre Chaia, professor do Insper.

“O dinheiro para imóveis era quase que só o da poupança, onde a Caixa tinha um diferencial. Agora, o natural é que os juros caminhem para um nível mais baixo, e os privados deverão conseguir captar a um custo menor.”

O Bradesco planeja ter atuação agressiva no setor, diz Romero Albuquerque, diretor do segmento no banco.“Nosso apetite continuará a existir. Esse cliente é interessante porque fica fidelizado por décadas.”

O Santander, em nota, afirma que tem planos para fortalecer a atuação no setor. Já a Caixa informa à coluna que pretende “aperfeiçoar, ainda mais, o tradicional modelo de crédito direcionado”.

Fonte: Folha de São Paulo por cristina.frias1@grupofolha.com.br

 

Google vai planejar bairro de alta tecnologia em Toronto

Alphabet, controladora do Google, fechou um acordo com o governo da cidade de Toronto, no Canadá, para para planejar um bairro de alta tecnologia.

Na manhã da última terça-feira, o conselho da Waterford Toronto, organização que administra os projetos de revitalização do bairro de Quayside, na orla da cidade canadense, concordou por unanimidade em trabalhar com a empresa para desenhar o projeto. A aprovação final para desenvolver fisicamente os planos provavelmente acontecerá ano que vem, segundo o Business Insider.

A Sidewalk Labs já destinou US$ 10 milhões para o processo de planejamento do bairro e US$ 40 milhões adicionais em investimento estão aguardando aprovação. O desenvolvimento total de 5 hectares deverá custar pelo menos US$ 1 bilhão, segundo estimativa feita pelo Wall Street Journal.

“Este acordo estabelece um caminho para uma parceria colaborativa com Waterfront Toronto e os próprios moradores da cidade”, disse, em comunicado, Josh Sirefman, chefe de desenvolvimento da Sidewalk Labs. “Estamos ansiosos para trabalhar juntos e desenvolver um plano inovador para melhorar a vida das pessoas que vivem em Toronto”.

A companhia não divulgou exatamente seus planos para o bairro, mas o CEO da Sidewalk Labs, Dan Doctoroff, falou sobre como carros autônomos, sensores que rastreiam o uso de energia, aprendizado de máquina e internet de alta velocidade podem melhorar os ambientes urbanos.

“Estamos animados para dar mais esse passo com a Sidewalk Labs e  preparar o terreno em um projeto de transformação na orla marítima, que aborda muitos problemas críticos enfrentados por Toronto e outras cidades em todo o mundo”, escreveu o Waterfront Toronto em seu Twitter na última terça-feira.

Ao que parece, a Sidewalk Labs quer que a região seja um bairro de uso misto amigável aos pedestres. Esboços mostram estações de compartilhamento de bicicletas, prédios residenciais, linhas de ônibus e parques.

O projeto está sendo desenvolvido há mais de um ano. Em março de 2017, a Sidewalk Labs respondeu a um pedido de Toronto acerca de propostas para reconstruir o bairro. O processo de planejamento começou com uma reunião com a comunidade, na prefeitura da cidade, em novembro de 2017, onde os residentes discutiam suas ideias e preocupações sobre o projeto.

Os moradores expressaram uma preocupação com a possibilidade de o bairro de Quayside se tornar um “novo Vale do Silício”, com problemas como a gentrificação, alta nos preços dos imóveis e desigualdade de renda.

POR DANIELA SIMÕES

As novas regras do crédito imobiliário

Novos tempos….

Mercado Imobiliário

(Estado de S.Paulo) – 02/08/18

As decisões do Banco Central (BC) sobre o crédito imobiliário incluídas na Resolução 4.676 do Conselho Monetário Nacional (CMN) alteram significativamente as normas do setor. Além de elevar o montante e melhorar as condições da oferta de recursos para a habitação, é ampliada a liberdade de contratação e fortalecido o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). O BC afirmou, em nota, que “busca estimular o desenvolvimento de novas estruturas de captação, flexibilizar as condições de contratação, incentivar operações com imóveis de menor valor e simplificar e aumentar a efetividade do direcionamento dos recursos da poupança”.

A partir de 1.º de janeiro de 2019, passará de R$ 900 mil para R$ 1,5 milhão o teto máximo de operações do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), com ou sem o uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Isso ampliará a oferta de crédito para…

Ver o post original 226 mais palavras