Startups em serviços urbanos colocam Brasil no mapa das Smart City´s

A mobilidade urbana, a segurança pública e toda a rede de serviços no dia a dia da população constituem as engrenagens para o funcionamento de metrópoles ao redor do mundo. Em cidades que apresentam altíssimos índices de crescimento econômico e social, como Nova Iorque, Chicago, Londres e até capitais brasileiras, como São Paulo e Recife, o desafio de gerenciar tudo isso se torna cada vez maior para os governos.
Essas cidades também são pólos de tecnologia e inovação, que oferecem oportunidades de crescimento rápido para startups e empreendedores, nascidos na nuvem e utilizando big datainteligência artificial e internet das coisas (IoT). Adotando as soluções inteligentes dessas empresas, as cidades se tornam Smart Cities, com serviços públicos interligados pela nuvem, que utilizam o aprendizado de máquina e criam soluções em tempo real. Juntas, essas tecnologias resolvem as dificuldades cotidianas de quem vive nas grandes metrópoles.
Para o desenvolvimento das Smart Cities, as startups oferecem a flexibilidade e a agilidade necessárias para levar à frente projetos como esses, que exigem times dinâmicos de desenvolvedores e processos desburocratizados para se adaptarem às novas velocidades de transformação tecnológica da terceira plataforma. De internet das coisas à inteligência artificial, os serviços baseados na computação em nuvem são recriados diariamente, reunindo novas capabilidades de processamento, armazenamento, analytics e machine learning, além de facilitar e agilizar a criação de novos produtos de acordo com necessidades específicas.
No Brasil, a maior parte dessas startups já começou a explorar esse mercado, criando empregos e promovendo o crescimento local. O estudo Liga Insights Emerging Technologies, desenvolvido pela Liga Ventures, revela que 25% das startups nacionais investem em internet das coisas e 20% em big data e analytics.
E a tendência é que a adoção continue crescendo: no Brasil, o mercado de IoT atingiu uma receita de US$ 1,35 bilhão em 2016, segundo a Frost & Sullivan e, em meados do ano passado, o Plano Nacional de IoT definiu como prioritárias as iniciativas e políticas públicas para o desenvolvimento de cidades inteligentes. Com isso, o país deve ter um impacto econômico anual mundial de US$ 50 a 200 bilhões em 2025, segundo um levantamento da McKinsey e, junto com outros países emergentes, ser responsável por até 40% do potencial de IoT no mundo.
Essa inovação impulsiona a criação de empregos no Brasil e o interesse dos estudantes em ciência, tecnologia, engenharia e desenvolvimento de habilidades matemáticas em busca do futuro empoderamento neste mercado em expansão.
Atualmente, são mais de 500 cidades brasileiras com serviços conectados e que participaram do ranking Connected Smart Cities de 2017, desenvolvido pela Urban Systems. São Paulo, considerada pelo ranking a cidade mais “inteligente” do país, tem algumas startups no portfolio de Smart City. Uma delas é a Camerite, que foi a escolhida para o projeto City Câmeras, inaugurado em julho de 2017.
Baseada em Joinville, a Camerite oferece uma plataforma online na qual qualquer câmera DVR ou IP pode se tornar um ponto de monitoramento inteligente e, assim, ajudar na segurança na cidade. Por ser uma plataforma colaborativa e totalmente baseada na nuvem, ganha escala, agilidade, rapidez e facilidade no gerenciamento, permitindo o aumento do número de câmeras sem a necessidade de que o município invista em datacenters. Em apenas 60 dias, o total de câmeras de monitoramento passou de 70 para mais de 500, e espera-se que, em até quatro anos, o número passe os 10 mil.
Um dos recursos mais importantes oferecido pela Camerite é a inteligência artificial e a criação de redes neurais, que são utilizadas para identificar ocorrências por meio de padrões de movimento, cores, rostos e placas de carros. As imagens captadas pelas câmeras são integradas ao Comando da Guarda Civil Metropolitana e ao Detecta, que cria a conexão com as Polícias Militar e Civil. Políticas rigorosas e regulamentos de privacidade são respeitados pelo programa para garantir a proteção dos cidadãos, ao mesmo tempo em que tornam os bairros mais seguros. O sucesso da parceria com a cidade de São Paulo já fez com que mais de 100 cidades em todo o país procurassem a Camerite.
Recife, 10ª no ranking da Urban Systems, é outra cidade brasileira que se beneficia da inovação trazida por uma startup, a RasSystem, especializada em soluções inteligentes ligadas a logística, rastreamento e monitoramento de frotas. Com o sistema RasCol, o município tem um reforço na limpeza das vias públicas e no monitoramento de varrição de vias e recolhimento de lixo, com caminhões de lixo embarcados com GPS e carrinhos com câmeras que fotografam a rua, entre outras tarefas. Toda a plataforma da RasCol é hospedada na nuvem, permitindo que o acompanhamento seja feito em tempo real, contribuindo para facilitar e agilizar o gerenciamento da cidade.
A expectativa é que o impulso das Smart Cities no país continue sendo liderado por startups como a Camerite e a RasSystem, que trazem DNA de inovação e foco nas oportunidades criadas pela nuvem. Por isso, trazem novas ideias e visões para os governos municipais e mais agilidade na implementação das soluções para os cidadãos. Com cada vez mais acesso a dados e dispositivos, essas empresas poderão se especializar em desenvolver e disponibilizar serviços personalizados para melhorar a qualidade de vida da população e deixar o gerenciamento das cidades cada vez mais inteligente.
Fonte:*Jeffrey Kratz  Gerente Geral da Amazon Web Services para Setor Público na América Latina, Canadá e Caribe
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Pesquisa revela que mulheres são maioria na busca de imóveis para compra e aluguel

Levantamento realizada pelo Viva Real apresenta também que compra de imóveis atrai mais casados, já locação desperta mais interesse de solteiros

As mulheres são a maioria na busca de imóveis para compra e aluguel no Brasil, é o que aponta uma pesquisa realizada pelo Viva Real, empresa do Grupo ZAP Viva Real e uma das maiores companhias do setor imobiliário do Brasil. O levantamento que aponta o perfil de quem deseja comprar ou alugar imóvel no país, contou com mais de 12 mil entrevistas, e mostrou que a compra de imóveis atrai pessoas com idade mediana de 43 anos e em sua maioria casados (58%). Os imóveis para locação atraem pessoas mais jovens com idade mediana de 35 anos, e solteiras (40%).

Na pesquisa, observando o tópico de escolaridade, vemos que graduados no ensino superior e pós-graduados são a maioria na busca de imóveis, para venda representam 69% e para locação, 64%. Isso reflete na renda que se concentra, principalmente, em pessoas com ganho de até R$ 10.000.

Vendo a principal finalidade para que se deseja um imóvel temos uma quase unanimidade: a “moradia”, 94% para quem busca imóveis para locação e 88% compra. Em seguida “lazer” (6% de quem pretende comprar e 3% locação), “negócios” (1% compra e 3% locação), por fim, investimento com 5% das pessoas que pretendem comprar.

O tempo de busca de quem procura um imóvel para locação dura, em média, até 2 meses (84%). Para quem busca comprar, o total é de 67% para até 3 meses.

A pesquisa do Viva Real revela também que, entre os que buscam a locação, 81% dos pretendem se mudar para o novo imóvel em até 3 meses. Para quem busca comprar, esse período dobra: 67% em até 6 meses. “As novas composições familiares já impactam no tipo do imóvel desejado para compra e locação. De acordo com a pesquisa, 23% das pessoas que buscam imóvel para locação pretendem morar sozinhas e 36% com apenas mais uma pessoa”, explica Cristiane Crisci, Gerente de Inteligência de Mercado do Viva Real.

Fonte:SEGS

Financiar imóvel de R$ 500 mil fica 16% mais barato com corte da Caixa

São Paulo – O corte nos juros do crédito imobiliário anunciado pela Caixa Econômica Federal nesta segunda-feira, 16, pode gerar uma economia de 15,6% no financiamento de um imóvel de R$ 500 mil, com prazo de 30 anos para quitação. Em gastos totais, a redução é de quase R$ 78 mil, saindo de R$ 1,113 milhão, quando valia a taxa antiga de 10,25%, para R$ 1,035 milhão, agora com juros a partir de 9%.

Segundo cálculos do economista e professor da B3 Alexandre Cabral, blogueiro do Estadão, a redução do preço pode alcançar R$ 171,4 mil para uma casa de R$ 1 mil e R$ 257 mil para imóveis com valor venal de R$ 1,5 milhão. As simulações levam em conta um financiamento de 100%.

A Caixa anunciou a redução de até 1,25 ponto porcentual das taxas de juros do crédito imobiliário utilizando recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Além disso, o banco também anunciou o aumento de 50% para 70% da cota de financiamento de imóvel usado. As mudanças começam a valer já nesta segunda-feira.

A medida para baratear o custo do crédito imobiliário já havia sido antecipada ao Estadão/Broadcast pelo novo presidente da Caixa, Nelson Antônio de Souza, no início do mês, quando assumiu o comando do banco.

Para ele, a redução facilita o acesso à casa própria e contribui para estimular o mercado imobiliário. “O objetivo da redução é oferecer as melhores condições para os nossos clientes, além de contribuir para o aquecimento do mercado imobiliário e suas cadeias produtivas”, disse em nota.

De acordo com a instituição, com a medida, as taxas mínimas passaram de 10,25% para 9% ao ano no caso de imóveis dentro do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e de 11,25% para 10% ao ano para imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI).

Estão enquadrados no SFH os imóveis residenciais de até R$ 800 mil, para todo o País, exceto para Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, onde o limite é de R$ 950 mil. Já os imóveis residenciais acima dos limites do SFH são enquadrados no SFI.

Mais cortes

Para o diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac) Miguel José Ribeiro de Oliveira o movimento da Caixa corrige uma rota que vinha sendo prejudicial para a própria instituição. “A Caixa decidiu reduzir o porcentual financiado do imóvel e aumentou os juros. Com isso, começou a perder mercado para outras instituições, que não seguiram o mesmo movimento”, conta Oliveira.

O executivo da Anefac explica que, em média, cada ponto de redução do financiamento imobiliário impacta com a redução de 10% no montante final a ser desembolsado com o crédito. Esse porcentual tende a crescer conforme o tempo para quitação da dívida.

Segundo ele, com a queda da taxa básica da economia, a Selic, pela metade, ainda há espaço para novos cortes no financiamento imobiliário da Caixa. “A Selic não deve subir tão cedo e ainda há espaço para a Caixa cortar mais. Não devemos ter quedas grandes, mas alguma coisa ainda dá”, diz. 

A Caixa Econômica Federal é hoje a principal instituição para concessão de crédito imobiliário, concentrando cerca de 70% das emissões, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip)

Fonte : Exame

Caixa vai baixar juros imobiliários em abril, diz novo presidente

Aline Bronzati e Circe Bonatelli, O Estado de S.Paulo

Caixa Econômica Federal vai  anunciar ainda em abril redução dos juros no crédito imobiliário que utiliza recursos da caderneta de poupança. Apesar do movimento mais tardio em relação aos pares privados, o banco da habitação não promete a taxa mais baixa do mercado, de acordo com o novo presidente da instituição, Nelson Antônio de Souza. Na semana passada, ele havia afirmado que existe um grande espaço para a expansão do crédito habitacional no País.

No passado, o banco capitaneou, ao lado do Banco do Brasil o processo de corte dos juros no País. “Não podemos botar banca se não tivermos condição”, afirmou o executivo, em entrevista exclusiva ao Broadcast, a primeira desde que assumiu o comando do banco estatal, há exatamente uma semana.

Caixa Econômica Federal
Redução dos juros estava em estudo pela Caixa ainda na gestão de Gilberto Occhi, que foi deslocado da presidência da Caixa para assumir o Ministério da Saúde Foto: Daniel Teixeira/Estadão

A redução dos juros já estava em estudo pelo banco ainda na gestão de Gilberto Occhi, que foi deslocado da presidência da Caixa para assumir o Ministério da Saúde. No entanto, a recente mudança anunciada pelo Banco Central no depósito compulsório contribuiu, conforme o novo presidente do banco, para que a instituição tomasse tal decisão, aproximando-se, assim, dos seus pares privados que já cortaram os juros no crédito imobiliário no ano passado a reboque da queda da taxa básica, a Selic.

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Apesar de sua gestão à frente da Caixa ter um tempo “exíguo”, considerando as eleições presidenciais em outubro próximo, Souza reafirma que seu foco é o setor de habitação, da qual o banco é líder, e também atuar junto a segmentos que gerem mais emprego e renda, sem deixar de lado questões como capital e resultado financeiro.

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Ele cita ainda, várias vezes ao longo da entrevista, concedida durante a sua participação no evento Summit Imobiliário Brasil 2015, promovido pelo Grupo Estado e que acontece hoje, em São Paulo, que o banco vai trabalhar como um “aliado” e “alinhado” ao seu Conselho de Administração, reforçando sua governança corporativa, que foi recentemente remodelada após o envolvimento de executivos do banco em casos de corrupção.

Com 39 anos de Caixa, Souza passou pela diretoria de Pessoas, Gabinete da Presidência, cuidou da Superintendência da Região Nordeste e do FGTS do banco público. Depois de ficar por dois anos na presidência do Banco do Nordeste, assumiu a vice-presidência de Habitação da Caixa, em 2016 até o início desse mês, quando foi escolhido para dar continuidade à gestão de Occhi. Leia abaixo, os principais trechos da entrevista:

O senhor tem menos de um ano de gestão no comando da Caixa, considerando que o Governo mude nas próximas eleições. O que dá tempo de fazer?

Primeiro, é dar continuidade ao trabalho que o (Gilberto) Occhi vinha fazendo e que permitiu um lucro considerável ao banco no ano passado, de R$ 12,5 bilhões (no critério ajustado). Mas eu diria que trabalhar em áreas que tenham um balanço social forte, que é o caso da habitação. Vejo também que as PPPs (parcerias público privadas) são outra saída que podemos chegar, mas não sei se teríamos um resultado já em 2018. E sempre colocando esses produtos para setores que gerem emprego e renda. Esse é o foco. Mas em harmonia com o Conselho de Administração sob o ponto de vista de utilizar uma política de governo sem, contudo, abrir mão da governança e da consistência de resultados econômicos e financeiros da Caixa.

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É possível superar o resultado de 2017, que já foi recorde?

Não dá para superar por conta da queda da taxa de juros porque o spread (diferença de quanto um banco paga para captar e o quanto cobra para emprestar) diminuiu. Mas podemos repetir o lucro recorrente de 2017, que foi de R$ 8,4 bilhões, que, assim como o ajustado, foi o maior da nossa história. Nosso desafio é, mesmo com a redução da taxa de juros e do spread, é manter o recorrente.

Como pretende fazer isso?

Com crédito consistente e trabalhar muito na redução da inadimplência. Nosso índice já é o menor (do mercado), mas temos de lutar muito para baixá-la. É uma prioridade da Caixa. Vamos procurar aplicar recursos seja na carteira comercial ou na de habitação considerando o fator de ponderação de risco para podermos potencializar o nosso capital, ou seja, aplicar mais com menos capital e trabalhar as receitas de prestação de serviços sem, contudo, abrir mão da melhoria de processos, a eficiência.

E a redução de juros nas linhas de crédito imobiliário que usam recursos da caderneta de poupança vem quando?

Estamos precificando. Ainda não concluímos. O mais breve vamos anunciar. Essa semana já não dá mais, mas ainda em abril nós queremos divulgar a nova taxa de juros da Caixa no crédito imobiliário.

A Caixa vai voltar a ter a taxa mais atrativa do mercado?

Eu diria que a Caixa vai ter taxas compatíveis ao mercado. Eu não gosto muito de dizer que é menor. Nós só podemos botar banca se tivermos condições.

A mudança nos depósitos compulsórios ajuda o movimento de redução dos juros no crédito imobiliário?

Vai dar um fôlego para nós. A mudança no compulsório melhorou a nossa tomada de divisão, mas já vínhamos estudando.

O direcionamento da Caixa muda com a troca de presidente?

Nesse aspecto, não. Vamos trabalhar em perfeita harmonia com o nosso controlador, o Ministério da Fazenda e o Conselho de Administração da Caixa.

Em termos de capital, a mudança no depósito compulsório traz algum alívio para a Caixa?

Não influencia em capital, mas coloca recursos no orçamento. Do lado do capital, sabemos que a partir de janeiro temos outra exigência de Basileia III, com o capital de nível 1 indo para 9,5%. No nosso plano de capital de 2017, fizemos um bom dever de casa com a decisão da equipe econômica, com o nosso Conselho de Administração e o Governo Federal de manter os dividendos de 2017 na Caixa. Teremos um fôlego. Vamos trabalhar olhando sempre qual o passo que podemos dar em termos de capital.

Quais passos para reforçar o seu capital que a Caixa está olhando neste momento?

Temos um plano de aplicar os recursos de 2017 e acompanhar como a economia vai andar, lançamentos em habitação e outros programas. Estamos trabalhando apenas com o lucro que tivemos.

Com a piora das condições externas, uma emissão de dívida no mercado internacional foi descartada?

Está em estudo, mas nós não decidimos por fazer uma emissão externa ainda. O preço é alto. Temos de analisar com calma se realmente vale a pena. Vai depender muito da exigência da própria economia.

E o que o ‘banco da habitação’ espera para este setor em 2018?

Temos uma meta de 650 mil unidades de habitação neste ano e estamos avaliando o que podemos fazer até para aumentá-la sem perder de vista o capital. Teremos de fazer escolhas dentro da ponderação de risco. Nosso foco é habitação.

Mas a concorrência está avançando na fatia da Caixa, aproveitando-se da questão do capital. É possível recuperar mercado?

Os bancos privados estão mais agressivos porque têm uma disponibilidade maior de recursos e mais confortáveis em termos de capital. Então, eles têm um poder maior que o da Caixa. Agora, a Caixa ainda tem a maior participação de mercado mesmo nas linhas de SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) e está estudando como pode trabalhar em cima disso. E, em 2018, acho que já poderemos começar a trabalhar as letras imobiliárias garantidas (LIGs, similares aos covered bonds na Europa) que reforçam o crédito para habitação.

E o plano estratégico da Caixa? Alguma mudança de rota na sua gestão?

Estamos trabalhando sábado, domingo, de manhã, de tarde e de noite para apresentar nosso planejamento estratégico na próxima semana. Não fechamos o plano ainda. Mas vamos trazer temas novos. O prazo (de sua gestão) é exíguo. Tem de correr.

Está prevista alguma troca na vice-presidência da Caixa?

Ainda não conversei sobre esse assunto com a presidente do Conselho de Administração do banco (Ana Paula Vescovi). Todo o processo de escolha de executivos é uma competência do Conselho que eu ainda tenho de conversar com a Ana Paula. Se nós acharmos que tem de mudar alguma coisa assim faremos, cumprindo fielmente o novo regramento do banco. O diretor de Habitação, Paulo Nunes, que está como interino na vice-presidência de Habitação, antes ocupada por mim, também vai passar pelo processo de apuração. Vamos trabalhar em perfeita harmonia com o Conselho de Administração. Não vejo como a diretoria executiva trabalhar sem ser aliada e alinhada ao Colegiado.

Mercado imobiliário começa aquecido em 2018, mostra Radar Abrainc-Fipe

A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgaram na última semana o Radar Abrainc-Fipe, que mostra um aumento de 19,5% nos lançamentos e de 6,3% na comercialização de imóveis novos nos últimos 12 meses encerrados em janeiro. Ao todo, 83.827 mil unidades foram colocadas no mercado e 110.849 unidades vendidas.

“De certa forma, é possível afirmar que os primeiros resultados de 2018 apontam para uma manutenção da trajetória positiva de recuperação do mercado observada ao longo de 2017”, diz a pesquisa.

Por segmento, contudo, os empreendimentos residenciais de médio e alto padrão (MAP) apresentaram o lançamento de 18.552 imóveis e a comercialização de 34.742 unidades, o que representa uma alta de 30,1% e uma queda de 9,4%, respectivamente, nos últimos 12 meses encerrados em janeiro em comparação ao ano anterior.

Já os empreendimentos vinculados ao programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) tiveram um desempenho ainda melhor: crescimento de 20,1% nos lançamentos (64.350 unidades) e de 26,8% nas vendas (70.555 unidades) no período analisado.

Por fim, a pesquisa mostra que a relação entre distratos e vendas do segmento MAP foi de 42,3% enquanto esse percentual foi de 16,8% entre empreendimentos MCMV.

Por Gabriel Gameiro