Site de permutas promete agilizar compra e venda de imóveis

Sabe aquele apartamento que anda meio difícil de vender? Ou aquele terreno próprio, pertinho da sua cidade, que não encontra um comprador? Ou aquela sala comercial que tem meses sem um interessado em potencial? A solução pode estar na troca de imóveis, permanente ou não, com transações ágeis e sem perda de dinheiro e de tempo. Essa é a aposta do Permutando, um novo site de trocas, focado especificamente no mercado imobiliário. A plataforma tem a proposta de unir vendedores e possíveis compradores, corretores, imobiliárias, incorporadoras, e construtoras, além de atrair empresas do mercado mobiliário e de vendas.

A ferramenta gerencia o processo de cadastramento de usuários e busca por ofertas; controla e possibilita a comunicação entre os permutantes; monitora e gerencia os dados (métricas e objetivos) e etapas da interação com a plataforma; além de facilitar o trabalho do corretor na busca de imóveis interessados nesse tipo de negociação. De acordo com a empresa, acessando o site, o usuário cadastra gratuitamente seu perfil, seu imóvel de interesse e o que quer em troca. No caso das imobiliárias e outras empresas com um volume grande de ofertas, esse processo é automatizado entre os dois bancos de dados, sem a necessidade de cadastro manual das várias ofertas.

Automaticamente, o Permutando.com cruza as informações e apresenta as oportunidades. O diferencial do site foi nascer com imóveis cadastrados, graças a parcerias com imobiliárias de todos os portes, desde pequenas até grandes grupos como a Brasil Brokers.

“Com o site, criamos a possibilidade de concentrar, em um só lugar, vários tipos de públicos interessados em trocas imobiliárias. Ficou bem mais fácil resolver o problema dos imóveis que enfrentam dificuldade de venda”, explica Pablo Rodrigues, diretor comercial do Permutando.com, e um dos quatro sócios do novo negócio.

Com apenas um mês de funcionamento, já está presente em 14 estados: RJ, SP, CE, PB, MG, AM, SE, RS, DF, PR, RN, BA, SC e GO, e movimenta mais de R$ 8 milhões em volume de negócios e negociações. Neste momento, as inscrições no site são gratuitas, por tempo limitado.

Fonte: O Estado de S. Paulo, Radar Imobiliário, 13/12/2017

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Preço do aluguel cai em Porto Alegre Estoque de imóveis para locação subiu 135% em cinco anos

A queda no preço dos aluguéis com aniversário na segunda metade do ano, somada ao grande estoque de imóveis, colocou o mercado imobiliário em situação de alerta. Por um lado, proprietários com imóveis alugados com base no IGP-M ficaram sem acréscimo em suas rendas, enquanto inquilinos comemoraram a ausência do reajuste. O IGP-M, índice que baliza os reajustes dos aluguéis, teve deflação de 0,87% nos últimos 12 meses até novembro.

Para Leandro Hilbk, vice-presidente de locação do Secovi-RS, sindicato das empresas do setor, o fenômeno pode ser positivo tanto para inquilinos quanto para proprietários. “Em um contexto de adversidade econômica, a estabilidade do preço garante a permanência do imóvel sob locação”, argumenta, ao lembrar que o grande número de apartamentos ofertados impulsiona uma queda nos preços de novos contratos para baixo.

Pela pesquisa do mercado imobiliário realizada pelo Secovi-RS, os aluguéis residenciais ofertados para locação em outubro tiveram queda de 0,72% no preço médio em relação ao mês anterior, motivados pela oferta de 7,3 mil unidades na Capital – acréscimo de 0,86% no número de imóveis também na comparação com o mês passado. “O mercado está crescendo em oferta, assim a pressão sobre o preço é de baixa, e isso é uma condição favorável para oportunizarmos uma troca de unidades”, comenta.

O estoque de imóveis residenciais ofertados para aluguel aumentou 135% nos últimos cinco anos. Segundo Hilbk, porém, a crise econômica não é a única influenciadora do crescimento no número de apartamentos em oferta. “Uma conjuntura não tão favorável tem o seu viés de crescimento no número de apartamentos vagos, por outro lado aqueles que sabem que os imóveis são bons investimentos continuam aplicando nesses bens”, alega, ao lembrar que a variação dos 100 meses anteriores a outubro no preço da locação por metro quadrado foi de 74,79%, superior aos 59,58% da variação do índice.

Mesmo assim, a mesma comparação feita nos 100 meses anteriores a outubro de 2016 registrava uma diferença ainda mais significativa nas variações, quando o índice marcou variação de 64,38% ante um metro quadrado de 97,07%. “Este encurtamento, sim, pode ser interpretado como um sinal da crise, mas tenho certeza que em outubro de 2018 já teremos uma retomada”, avalia Hilbk.

Apesar de o IGP-M ser o índice majoritário no reajuste dos aluguéis, diz Hilbk, outros cinco são possíveis: INCC-M, IPC/Fipe, IPC/Iepe, INPC e IPCA. Destes, apenas o IGP-M teve o acumulado negativo. Mesmo assim, o representante do Secovi-rs avalia que não há necessidade de substituir o índice no aniversário do contrato. “Considerando um período um pouco maior, de quatro ou cinco anos, os índices acabam empatando”, afirma.

Crédito imobiliário deve crescer 15% em 2018 frente a 2017

O financiamento imobiliário com recursos originados nas cadernetas de poupança deve crescer 15% em 2018, revertendo a queda vista em 2017, segundo o presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Gilberto Duarte de Abreu Filho.

O avanço deverá se concentrar nos empréstimos destinados à compra de moradias, enquanto o crédito para a construção de novos empreendimentos tende a continuar lento.

Segundo Abreu, a estimativa de crescimento do crédito está calcada na perspectiva macroeconômica favorável para o próximo ano, mas ele ponderou que a projeção ainda é preliminar e sujeita à revisão em janeiro, quando a entidade divulgará seus números oficiais.

“A perspectiva para o cenário macroeconômico é benigna para 2018”, afirmou o presidente, durante palestra em evento com empresários no Sindicato da Habitação (Secovi-SP).Neste ano, a estimativa é que o crédito oriundo da poupança somará R$ 45 bilhões, fechando o período com retração de 3,5% em relação a 2016.

Siderúrgicas tentam fomentar setor de construção civil

São Paulo – As indústrias siderúrgicas vão encerrar este ano com aumento de produção de aço, mas o otimismo é cauteloso em relação ao horizonte do setor no curto prazo.

Apesar de a produção de aço ter sido revisada para cima este ano, a 34,154 milhões de toneladas, alta de 9,2% em relação ao ano passado, de acordo com Instituto Aço Brasil (IABr), as indústrias ainda precisam de sinais mais claros de recuperação da economia para fazerem seus planos de expansão para 2018.

“O setor siderúrgico é um dos primeiros a ser afetados em uma crise e a expectativa de recuperação ainda não está clara”, diz Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo da entidade. Um dos principais compradores de aços, o setor de construção civil está entre os mais abatidos pela recessão.

Segundo Lopes, o Instituto Aço Brasil (IABr) formará uma coalizão com entidades empresariais para levar ao governo uma pauta de reivindicações específica para estimular a indústria da construção civil. A primeira reunião entre as entidades será na próxima semana, em São Paulo.

Farão parte desse movimento as principais entidades empresariais do setor da construção civil, como a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Lopes lembrou que as indústrias siderúrgicas passaram por uma forte crise entre o fim de 2014 e 2016, levando o setor a demitir 46 mil trabalhadores, após o fechamento de 78 unidades no período. Hoje, o setor emprega 111 mil funcionários.

Nos últimos meses, as siderúrgicas começaram a renegociar reajustes de preços com os principais fornecedores e agora estão em conversas com distribuidores de aços planos para futuras revisões. O pior momento para o setor já passou, mas há incertezas sobre 2018.

Dúvidas

Otto Nogami, professor de macroeconomia do Insper, lembra que a recuperação das vendas do setor automobilístico e do setor de linha branca, que ajudaram a impulsionar as siderúrgicas, refletem medidas pontuais do governo, como liberação do FGTS inativo e do PIS/Pasep, por exemplo.

“Mas é preciso que o governo aprove importantes reformas, como a da Previdência, para que a economia de sinais de recuperação consistentes”, disse.

A decisão da Usiminas de ligar o alto-forno em Ipatinga (apenas dois estão operando) está calcada na aposta de que os setores das indústrias, não só a automotiva e a de linha branca, possam se recuperar.

“Não podemos ficar nesse vai-e-vem. É temeroso ver uma expectativa de retomada e logo em seguida uma inversão de tendência”, disse Nogami.

Para Lopes, do IABr, a expectativa é de que a produção do setor cresça 4,9% em 2018. “É importante lembrar que neste ano tivemos aumento de 33% das importações e a entrada da produção da siderúrgica de Pecém. O consumo aparente, de 5,2%, foi bem menor que a da produção.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 Por Mônica Scaramuzzo, do Estadão Conteúdo