Arquitetos mexicanos criam projeto irônico para muro de Donald Trump

De forma bem humorada, um grupo de estagiários do Estúdio 3.14, escritório de arquitetura baseado em Guadalajara, desenvolveu um projeto bastante inusitado para o muro proposto por  Donald Trump para delimitar a fronteira entre o México e os Estados Unidos.

A proposta se baseia nas paredes cor-de-rosa dos edifícios do século 1920, construídos pelo renomado arquiteto mexicano, Luis Barragán, consideradas um patrimônio artístico do país.

Arquitetos mexicanos criam projeto para muro de Donald Trump (Foto: Divulgação)

Com mais de 3 mil quilômetros, a sólida barreira atravessaria da costa do Pacífico ao Golfo do México, passando por morros, desertos, um rio e a cidade fronteiriça de Tijuana. Segundo o escritório: “não é apenas uma parede, é uma prisão onde 11 milhões de ilegais seriam processados, classificados, doutrinados e/ou deportados”

Arquitetos mexicanos criam projeto para muro de Donald Trump (Foto: Divulgação)

Ainda em tom de sátira, os criadores ressaltam que a muralha poderia criar até seis milhões de empregos, além de abrigar alguns shoppings e um mirante para que os cidadãos dos Estados Unidos possam escalar e olhar o outro lado bem de cima. “Esperamos que, com as nossas imagens, as pessoas possam imaginar a proposta política em toda a sua magnífica perversidade”, explicam os arquitetos do escritório mexicano.

POR GIOVANNA MARADEI

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Película colocada sobre o telhado promete substituir ar-condicionado com zero consumo de energia

Nos dias quentes é impossível abrir mão de um bom ar-condicionado para suportar as altas temperaturas, seja em casa, no trabalho ou em qualquer outro lugar. Não é verdade?

Por outro lado, não é todo mundo que tem o luxo de possuir um aparelho de ar-condicionado. Alguns por motivos financeiros, outras, mais preocupadas com o meio ambiente, porque o ar-condicionado emite gases causadores do efeito estufa (CO² e HFC), ambos ligados ao aquecimento global.

Para a alegria de muitos, surgiu uma alternativa acessível a todos os bolsos, mais “verde” e tão eficiente quanto ao famoso ar-condicionado tradicional. A invenção é de dois pesquisadores da Universidade do Colorado, que fica nos EUA. Ronggui Yang e Xiabo Yin criaram uma película que é capaz de refrigerar ambientes sem a necessidade de usar gás refrigerador e energia elétrica. O estudo foi publicado na revista Science.

Como a funciona película?

A película atua no processo de filtragem dos raios solares que incidem sobre a atmosfera da Terra. A atmosfera permite que alguns comprimentos de onda vermelha, que trazem o calor, escapem para o espaço sem nenhum obstáculos. O que os cientistas Yan e Yin fizeram, foi a conversão do calor indesejado em radiação infravermelha no comprimento exato de onda que o planeta manda de volta.

Já o filme criado pelos cientistas é feito de polimetilpentano, que por sua vez é um plástico transparente encontrado no comércio e vem com adição de pedrinhas de vidro. Revestido com prata em apenas um dos lados, o material é transformado em lâminas com espessura de 50 milionésimos de metro.

Quando a película é colocada sobre um telhado, o lado prateado fica do lado de baixo. Assim, a luz solar é refletida pelo lado prateado através do plástico, o que impede o aquecimento do ambiente. Além do mais, o calor interno também é liberado para a atmosfera.

O poder de refrigeração da película chega aos 93 watts por metro quadrado. À noite, por exemplo, sua capacidade é ainda maior. De acordo com os pesquisadores, cerca de 20 m² do filme são suficientes para manter a temperatura de uma casa comum em 20°C em um dia em que os termômetros marcam 37°C.

Fabricação da película.

A  revista “The Economist”, informa que o filme pode ser produzido usando métodos tradicionalmente empregados pela indústria e com custo em torno de 50 centavos de dólar por m².

Paris aprova estratégia para desenvolver projetos voltados para pedestres em toda a cidade

Na última sessão do Conselho Municipal de Paris, realizada nos dias 30 e 31 de janeiro, foi aprovada uma Estratégia Peatonal que tem como objetivo melhorar a qualidade de vida dos pedestres, ou seja, de todos que circulam a pé pela capital francesa.

Por um lado, o interesse da estratégia está focado em facilitar os deslocamentos e as condições dos pedestres, incentivando que mais pessoas caminhem, sendo que este já é o meio de transporte mais usado na cidade, totalizando 60% dos percursos. Além disso, quando se trata de deslocamentos para realizar compras, 79% dos trajetos são realizados a pé, quando apenas 4% deles são de carro.

As origens dessa estratégia remontam aos Orçamentos Participativos de 2014 — uma instância na qual os habitantes expressaram seus desejos e opiniões em relação aos espaços públicos da cidade, por onde poderiam deslocar-se de maneira mais cômoda e segura — que agora foi formulada levando em consideração estas opiniões.

A necessidade é justificada pois, apesar do número de fatalidades no trânsito ter caído 17% em 2015 e 2016, os pedestres ficaram no topo da lista de fatalidades do ano passado.

A implementação estabelece cinco princípios que orientarão a formulação e desenvolvimento dos projetos propostos a partir de agora. São eles:

1. Facilitar a continuidade dos deslocamentos a pé;
2. Promover a diversidade de usos na rua;
3. Elevar os níveis de conforto dos espaços públicos;
4. Repensar a orientação dos pedestres;
5. Consolidar a cultura peatonal em Paris.

A aprovação desta estratégia soma-se aos planos anteriores da cidade, que também têm como foco os pedestres, como a ampliação das Zonas 30, a remodelação de sete praças e a ampliação dos espaços públicos na orla do Sena.

Na mesma sessão, o Conselho decidiu autorizar a prefeita Anne Hidalgo a assinar a Carta Internacional da Caminhada, redigida na Conferência Walk 21, que busca criar cidades onde os habitantes possam escolher caminhar de modo saudável, viável e eficiente, porque “caminhar é a primeira coisa que um bebê quer fazer e a última coisa que um adulto deseja renunciar.”

 

 

Novo teto para compra de imóveis com FGTS injetará R$ 4,9 bi na economia

O aumento do limite de financiamento de imóveis com recursos do FGTS para R$ 1,5 milhão deverá injetar na economia R$ 4,9 bilhões neste ano. O impacto foi calculado pela Seplan (Secretaria de Planejamento e Assuntos Econômicos) do Ministério do Planejamento. Segundo a Seplan, a medida poderá levar a um acréscimo anual de R$ 490 milhões de contas vinculadas do FGTS para a compra de cerca de 4.000 imóveis. Se essa previsão se concretizar, serão 0,07 pontos percentuais de aumento no PIB deste ano. O limite do valor de aquisição dos imóveis foi alterado nesta quinta-feira (16) por um a resolução do CMN (Conselho Monetário Nacional) e está alinhado com uma estratégia do governo de retomada do crescimento. O novo valor passa a vigorar a partir de segunda (20) e vai até 31 de dezembro deste ano. Antes, os trabalhadores só poderiam usar o FGTS para a compra de imóveis de até R$ 950 mil em algumas regiões do país. Agora, o novo teto (R$ 1,5 milhão) passa a valer em todo o território. (FolhaPress, 17/02/17)

Teto de financiamento com uso do FGTS vai subir para R$ 1,5 milhão, diz Meirelles

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o governo já decidiu elevar para R$ 1,5 milhão o limite de financiamento imobiliário com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) – atualmente, em São Paulo, o teto está em R$ 950 mil.

“A classe média vai ser extremamente beneficiada (pela medida)”, disse Meirelles, em entrevista exibida na noite de quarta-feira, 15, pela GloboNews. O ministro não informou quando o novo limite passará a valer.

Ajustes no ‘Minha casa, minha vida’: setor imobiliário prevê lançamentos

As mudanças implementadas pelo governo federal no programa habitacional “Minha casa, minha vida” animaram o setor imobiliário. Profissionais da área sinalizam que os ajustes na renda familiar e no valor dos imóveis vão resultar em novos lançamentos e, consequentemente, movimentar os empregos na construção civil. (veja quadro acima).

Construtoras focadas no mercado do “Minha casa, minha vida” também receberam a notícias com otimismo. Cury, Tenda e MRV, por exemplo, acreditam que as regras ampliarão o acesso ao programa e aumentarão o número de pessoas que podem se beneficiar.

— O aumento na renda familiar de R$ 6, 5 mil para R$ 9 mil é a grande sacada. Antes, essa faixa de renda não tinha acesso ao programa e acabava não conseguindo comprar financiando por conta dos juros elevados — analisa Mariliza Fontes Pereira, diretora do escritório de arquitetura Mdoito, focada em projetos de empreendimentos do “Minha casa, minha vida”.

Claudio Hermolin, presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), prevê o aumento do número de lançamento já este ano e redução das unidades em estoque.

— As novas regras permitirão que mais unidades habitacionais passem a integrar o programa, o que beneficiará o setor e também a população. São medidas que vêm animar o mercado, que ainda precisa de outros estímulos, como facilidade de crédito e segurança jurídica — disse ele.

O diretor geral da Brasil Brokers no Rio de Janeiro, Mario Amorim, afirma que as medidas sinalizam que o governo parece entender a importância do setor de construção civil para a economia brasileira.

— Mais negócios deverão acontecer, o que acarretará a necessidade de se contratar mais mão de obra para erguer novos projetos imobiliários — crê ele.

Já na opinião do professor do MBA Gestão de Negócios Imobiliários e da Construção Civil da FGV, Paulo Porto, o incentivo ao crédito não será responsável pela retomada do setor.

— O momento não é de confiança por conta da crise econômica. Além disso, as taxas de juros ainda são altas e o índice de desemprego também. Mesmo com incentivo ao crédito, o futuro comprador tem medo de não conseguir arcar com as prestações de longo prazo — defende ele.

Porto também sinaliza que a classe C, foco do programa federal, também está sendo atingida pelo desemprego e a compra da casa própria acaba não fazendo parte das prioridades:

— Pesquisas com a classe C mostram que 70% dos clientes trocam uma coabitação para adquirir um imóvel. E 30% saem do aluguel para prestação da casa própria. Com medo do futuro, estas pessoas podem aguardar um pouco mais.

Opiniões – “Com as alterações, o mercado ganha um forte impulso”. Rodrigo Resende, diretor de Marketing da MRV