Mobilidade urbana sustentável, o novo desafio.

Precisamos fazer um esforço para que em algum momento a questão da mobilidade urbana volte a ser debatida pelos agentes públicos e gestores das cidades, visando uma melhoria da qualidade da mobilidade das grandes cidades. Fazer um esforço para requalificação dos espaços públicos, para usufruto dos cidadãos seria uma tentativa valida de melhoramento. Uma das respostas ao problema, certamente passa pela capacidade que o incentivo de mobilidades prosaicas, como caminhar. Surge assim a possibilidade de olhar para o cidadão e para o andar nas cidades, como forma de mobilidade e como solução prática, simples e eficaz para a solução de alguns dos problemas das cidades, bem como elemento-chave para o planejamento urbano moderno e para o aumento da qualidade de vida dos cidadãos.

As necessidades atuais de vias de vias largas e rápidas, lugares de estacionamento, semáforos de trânsito, prioridade de deslocamento para o automóvel, poluição sonora e da qualidade do ar, alteraram a imagem das cidades e diminuíram as condições para a mobilidade do cidadão, tornando uma simples caminhada em meio caos urbano como algo difícil, perigoso, lento, chato, desagradável.

O homem desloca-se a uma velocidade média de cinco km/h, que lhe permite sentir o espaço envolvente, entendê-lo e posicionar-se nele, de uma forma natural e saudável, integrando-se e interagindo com a estrutura arquitetônica, urbana, cultural e social adequadamente, já os sentidos estão biologicamente preparados para atuarem a essa velocidade. Um aumento drástico da mesma provoca uma mudança na forma como o espaço é entendido e consequentemente reduz a sensação de integração e de interação com o que rodeia o corpo, e da sensação de pertença a esse espaço.

– Como tornar as nossas cidades mais sustentáveis e humanizadas, mais próximas de uma escala que seja compreensível e entendida pelo Homem, onde apetece viver, trabalhar, passear?

Os meios de transporte mecanizados – o metro, o ônibus, o automóvel, o avião – substituíram o andar na paisagem. Os cinco km/h do passo humano, foram rapidamente ultrapassados pelos 60 km/h (metro), 120 km/h (automóvel), 800 km/h (avião), o que implicou uma alteração irremediável na forma como vemos a paisagem.

Caminhar possibilita uma percepção e apropriação do espaço urbano, aumentando a utilização do espaço público e a vivência urbana e trazendo população para os centros desertificados. Por outro lado, reduz os níveis de poluição que se vivem na cidade, incrementando a qualidade do ar, diminui o congestionamento viário e a necessidade de criação de lugares de estacionamento, substituindo-os por áreas de permanência e/ou passeios de qualidade para os cidadãos.

O homem necessita biologicamente de utilizar o corpo para atividades físicas que promovam o bem-estar do corpo e da mente. Caminhar é uma forma simples, sem custos e democrática de exercício que deverá ser acessível a todos os cidadãos, através da criação de condições que facilitem e incentivem, não apenas o andar a pé como exercício físico diário, mas principalmente como modo de deslocamento.

Livros falam de arquitetura e urbanismo para crianças

Cortes, plantas, elevações e explicações sobre como as cidades cresceram e foram organizadas. Ainda que lentamente, o universo da arquitetura e do urbanismo está migrando das prateleiras de livros técnicos para as estantes destinadas às crianças e aos livros infantojuvenis.

O movimento é tendência principalmente nos Estados Unidos, onde o catálogo oferece uma variedade de títulos que despertam o leitor para ideias já usadas diariamente em brincadeiras, seja na hora de criar uma casa para as bonecas ou de espalhar pecinhas de Lego pelo chão.

No Brasil, as poucas obras publicadas costumam se dividir entre apresentações de arquitetos famosos, como Oscar Niemeyer e Lina Bo Bardi, e explicações de questões relacionadas às cidades e construções. O último livro do gênero lançado foi “Casacadabra”, da editora Pistache, cuja ilustração abre este texto.

Veja abaixo três livros que abordam arquitetura e urbanismo para crianças.

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CASAS MALUCAS

Existem prédios por aí que mais parecem saídos da cabeça de uma criança. Uns têm formato de bola de futebol, outros ganham cores de dragão, há ainda os que levam jeito de inseto ou outras maluquices.

“Casacadabra” apresenta ao público infantojuvenil dez casas desse tipo, feitas ao redor do mundo por arquitetos famosos –entre eles, três brasileiros: Oscar Niemeyer, Lina Bo Bardi e Eduardo Longo, que criou uma residência em formato de bola em São Paulo. Além deles, há também construções do espanhol Antoni Gaudí, do japonês Sou Fujimoto e do chileno Alejandro Aravena, que ganhou o prêmio Pritzker, considerado o Nobel da arquitetura.

Todo ilustrado, o livro não traz fotos reais das casas sobre as quais fala –o que é uma pena e deixa uma coceira para procurar imagens de todas elas na internet.

“Casacadabra”

Autoras Bianca Antunes e Simone Sayegh
Ilustradora Carolina Hernandes
Editora Pistache
Preço R$ 70 (2016, 80 págs.)
Leitor intermediário + leitura compartilhada

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RIOS FANTASMAS

Quem mora em São Paulo muitas vezes esquece –mas carros e pessoas passam literalmente por cima de rios e córregos todos os dias. No processo de expansão da cidade, muitos dos cursos d’água foram “enterrados” para dar lugar a ruas, avenidas e calçadões.

É o que conta o tio do garoto Breno no livro “A Cidade dos Rios Invisíveis”. Costurando a história do menino com o passado de São Paulo, a obra tem o poder de fazer o leitor refletir sobre como a metrópole chegou a um cenário que conta com rios poluídos, córregos substituídos por asfalto e problemas de enchente a cada estação chuvosa.

Sabia que Pacaembu, Itaquera, Aricanduva e muitos outros nomes de bairros estão relacionados a rios e a uma época em que era possível caçar rãs pela cidade e ver lavadeiras onde hoje só tem trânsito?

“A Cidade dos Rios Invisíveis”

Autora Solange Sánchez
Ilustrador Félix Reiners
Editora Matrix
Preço R$ 19,90 (2016, 48 págs.)
Leitor intermediário

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MUNDO DE LINA

A C4, editora especializada em livros de arquitetura, lançou no ano passado a coleção Arranha-Céu, que conta para crianças a história de algumas das principais construções brasileiras. A estreia foi com “A Cidadela”, sobre a vida de Lina Bo Bardi e o projeto do Sesc Pompeia.

Na história, pisos, paredes, telhados, cimentos e tubulações transformam-se em elementos lúdicos que conduzem o leitor pelo trabalho da arquiteta na recuperação dos galpões de uma antiga fábrica e construção dos edifícios de concreto que definem hoje a unidade do Sesc e mudaram a paisagem do bairro.

A arquiteta também é responsável por locais icônicos da paisagem de São Paulo, como o Masp, a Casa de Vidro e o teatro Oficina.

“A Cidadela”

Autores Baba Vacaro, Daniel Almeida e Rogério Trentini
Editora C4
Preço R$ 20 (2015, 36 págs.)
Leitor iniciante + leitura compartilhada

Fonte: UOL

Um respiro no segmento de imóveis residenciais

Caso se confirme, a estabilização do mercado decorrerá da diminuição da oferta de moradias nas áreas de maior demanda.
Os indicadores mais recentes da associação dos incorporadores (Abrainc) e do Secovi-SP reforçam a hipótese de que o mercado de moradias está mais próximo da estabilização. Os dados sobre lançamentos, produção e vendas ainda são fracos, mas há alguns sinais mais promissores.

Em setembro, a pesquisa mensal do Secovi registrou a venda de 1.717 imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo, 59,3% mais do que em agosto (1.078 unidades) e 23,3% acima de setembro de 2015 (1.392 unidades). Os lançamentos residenciais em São Paulo, pesquisados pela Embraesp, foram de 2.165 unidades, 83,9% acima de agosto (1.177 unidades) e 66,9% superiores a setembro de 2015 (1.297 unidades).

Mas, quando se comparam períodos mais longos, os dados ainda são tão negativos que os dirigentes do Secovi rejeitam a ideia de que há “uma reação do mercado”.

Os números da Abrainc, que dão mais ênfase à comparação em períodos longos, confirmam a análise do Secovi. O importante, no caso, é que as quedas parecem ser mais brandas.

Nos lançamentos, por exemplo, a comparação entre os últimos 12 meses, até setembro, com os 12 meses anteriores registrou queda de 1,1%, mas, entre os primeiros nove meses de 2015 e de 2016, houve alta de 8,1%. Nas mesmas bases de comparação, as vendas caíram 12,7% e 10,6%.

O que mais tem preocupado os incorporadores são os distratos – desistências da aquisição pelo mutuário final –, que caíram em números absolutos 0,9% em 12 meses; 4,4% entre os primeiros nove meses de 2015 e de 2016; e 8,1% entre agosto e setembro.

Caso se confirme, a estabilização do mercado decorrerá da diminuição da oferta de moradias nas áreas de maior demanda. Em São Paulo, por exemplo, as restrições ao lançamento de novos projetos encareceram as construções. Além disso, incorporadoras que foram bem-sucedidas nos leilões destinados a cortar estoques já mudaram a política de preços, na tentativa de manter as margens.

Bem mais difícil é a situação na região metropolitana de São Paulo, com diminuição notável dos lançamentos. É consequência da baixa demanda por famílias de menor renda, as mais atingidas pela recessão.
Fonte: O Estado de S. Paulo, Editorial Econômico, 24/11/2106

Juros da casa própria na Caixa caem para até 9,75% ao ano

A Caixa Econômica Federal anunciou ontem um pacote de medidas de estímulo à compra da casa própria, para atrair um número maior de clientes, reduzindo os juros e ampliando o limite de financiamento. Seguindo o recente corte na taxa básica (Selic) pelo Banco Central, de 14,25% para 14% ao ano, os juros do crédito imobiliário serão reduzidos em 0,25 ponto percentual. Com isso, para clientes da Caixa, as taxas cairão para até 9,75% ao ano. Além disso, a instituição aumentou o limite de financiamento da casa própria, de 80% para 90% do valor do imóvel, para mutuários que aceitarem receber salário pelo banco, disse ao GLOBO o vice-presidente do banco, Nelson de Souza.

A redução da taxa em 0,25 ponto é aplicável a todos os clientes, que financiarem imóveis novos ou usados, enquadrados no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), independentemente de seu relacionamento com a Caixa.

Mas quem adquirir imóveis novos ou na planta, cuja construção foi financiada pelo banco, e optar por receber o salário pela Caixa terá taxas especiais, iguais às oferecidas a servidores públicos. Nesse caso, os juros passarão dos atuais 11,22% para 9,75% ao ano, para imóveis dentro do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), ou seja, de até R$ 750 mil nas principais capitais e R$ 650 mil nas demais cidades. Para imóveis mais caros, enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), a taxa cairá de 12,5% para 10,75% ao ano nessas condições.

A Caixa ainda diminuiu o limite mínimo de financiamento no SBPE, de R$ 100 mil para R$ 80 mil. A medida, segundo a instituição, busca atender ao mercado de imóveis mais baratos e vale para novos e usados, dentro do SFH e SFI.

Souza informou ainda que, em janeiro do ano que vem, será adotado um sistema de bônus para clientes com notas altas pela avaliação da Caixa. Ontem, a instituição anunciou mecanismo semelhante para as empresas, chamado de taxa segregada por rating, para beneficiar as companhias com alto índice de relacionamento com o banco. As empresas poderão ter um bônus de até 1,5 ponto percentual na compra de imóveis. Para aquelas com rating A, a taxa deve variar de 12,5% a 11% ao ano. No caso das que têm rating B e C, as taxas mínimas chegarão a, respectivamente, 11,5% e 12%.

As pessoas jurídicas também foram beneficiadas com a redução dos juros na compra de imóveis. A Caixa baixou a taxa em 1 ponto percentual, em todas as faixas de relacionamento. Os juros para pequenas e microempresas cairão de 14% para 13% ao ano. No caso das médias e grandes, a taxa recuou de 13,5% para 12,5% ao ano.

FINANCIAMENTO A EMPRESAS

Souza disse também que o banco está em ritmo acelerado de execução e deve emprestar os R$ 93 bilhões projetados para este ano. Além disso, a Caixa, para incentivar o reaquecimento do setor, dará incentivos maiores à construção civil. Ele informou que a construtora poderá pegar um financiamento total que inclua até parte da obra que já tiver sido concluída com capital próprio. O dinheiro será usado como fluxo de caixa. O mesmo acontecerá em casos de obras com o cronograma acelerado.

“O objetivo é contribuir para a alavancagem de vendas de imóveis novos de construtoras parceiras e, consequentemente, atrair novos clientes para a instituição”, afirmou a Caixa em nota.

No caso de empreendimentos financiados pelo banco, o prazo de construção passou de 24 para 36 meses. A Caixa ainda deu carência pós-obra de um ano, garantiu a utilização da tabela Price nos contratos de produção e abriu a possibilidade de acréscimo de 25% sobre a obra a executar.

Por Gabriela Valente

Fonte: O Globo, Economia, 09/11/2016

Prós e contras de morar em um empreendimento multiúso

Que tal ter uma padaria ou um shopping a poucos andares do seu apartamento e ir trabalhar de elevador? Nada mal, certo? Mas e se para ter tudo isso fosse preciso dar bom dia a um número muito maior de vizinhos e abrir mão de tirar o lixo de casa de pijama?

Essas são algumas das vantagens e desvantagens que o comprador deve observar ao pensar em morar em um empreendimento multiúso.

Também chamados de empreendimentos mistos ou mixed-use, eles incorporam na mesma área imóveis comerciais e residenciais, oferecendo uma vasta gama de serviços aos moradores e a possibilidade de morar e trabalhar em um mesmo lugar.

Tendência em outros países, como os Estados Unidos, os empreendimentos multiúso também estão sendo cada vez mais explorados pelas construtoras em cidades grandes do país, como São Paulo e Rio de Janeiro. Segundo o outlet de imóveis RealtOn, em 2013 a procura por esse tipo de empreendimento no site cresceu 22%.

Um dos empreendimentos mais famosos de São Paulo, o Conjunto Nacional, localizado na Avenida Paulista, é um dos pioneiros no conceito. Possui duas torres comerciais, um centro comercial e um residencial com 47 apartamentos.

Ele traz as principais características dos mixed-use, mas levadas ao extremo: ao mesmo tempo em que tem muita conveniência – com cinema, teatro, academia, 66 lojas e restaurantes -, os moradores dividem o condomínio com 413 estabelecimentos de médio porte, como consultórios, e 72 empresas de grande porte, resultando em uma circulação de 45 mil pessoas por dia.

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Confira a seguir os principais prós e contras dos empreendimentos multiúso e avalie se eles seriam uma boa opção para você.

PRÓS

Conveniência

A maior vantagem de viver em um empreendimento com serviços é não precisar sair de casa para fazer comprinhas básicas e para usufruir de serviços como restaurante ou salão de beleza. “Para pessoas que moram sozinhas e casais que trabalham fora o dia todo, serviço é algo que interessa muito”, afirma Rosely Schwartz, autora do livro “Revolucionando o Condomínio”, da editora Saraiva.

A conveniência tem sido reconhecida pelas construtoras como um atrativo muito valorizado por moradores mais jovens, da geração Y, que muitas vezes prezam mais pela vantagem de fazer tudo a pé do que pela privacidade.

“Esses empreendimentos podem ter desde concierge, serviços de motoboy, serviços de pequenos consertos, área de snacks, salão de beleza, personal trainer, lavanderia e até serviço de arrumação em alguns casos. Quase a totalidade de serviços da torre comercial pode ser usada para a área residencial”, afirma Rogério Santos, presidente executivo da RealtON.

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Morar a poucos metros do trabalho

Ainda que algumas pessoas não suportem viver e morar em um mesmo ambiente, para quem convive diariamente com o trânsito das grandes cidades morar ao lado do trabalho se tornou um grande sonho.

“As pessoas querem permanecer menos tempo no trânsito mais do que morar em um imóvel muito espaçoso, esse é o maior luxo de todos”, afirma Rogério Santos.

Segundo ele, cerca de 25% a 30% dos moradores das unidades residenciais dos empreendimentos multiúso também são proprietários ou trabalham nas unidades comerciais do prédio.

Além da comodidade, com o menor deslocamento também é possível reduzir os gastos com a manutenção do carro, com combustível e estacionamento, sobretudo se o morador também trabalhar no empreendimento.

 

CONTRAS

Incômodos causados pelas atividades comerciais

Se o empreendimento não tiver separação entre as áreas comerciais e residenciais, os moradores podem se deparar com situações desagradáveis. Se você morar em cima de um restaurante, o apartamento pode ficar com forte cheiro de fritura ou pior, alguns visitantes pequenos e indesejados podem brotar na sua casa.

Unidades menores

De acordo com o CEO da RealtON, em geral, os empreendimentos multiúso possuem unidades compactas. Voltados a moradores jovens, recém-casados e solteiros convictos, como explica Rogério Santos, o mais comum são unidades de um ou dois dormitórios. Portanto, espaço não é o forte desse tipo de empreendimento.

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Menor privacidade

Com unidades menores e torres comerciais o número de moradores e o fluxo de pessoas é muito maior do que em um prédio residencial convencional. “Uma pessoa que vai morar em um condomínio desses deve ter consciência de que conviverá com outras pessoas, ela não pode encarar seu imóvel como uma residência isolada”, afirma Rosely Schwartz.

Apesar do maior fluxo de pessoas, segundo Rogério Santos, normalmente os prédios comerciais têm entradas diferentes dos residenciais. Portanto, o morador não corre o risco de entrar no elevador de chinelo e bermuda e encontrar um grupo de executivos engravatados.

Possibilidade de maiores custos

As unidades comerciais do empreendimento podem gerar maiores custos de manutenção do condomínio, além de elevar o consumo de água e energia. “Além dos custos de manutenção, os profissionais são mais qualificados, o empreendimento precisa de um zelador com mais conhecimento de informática, por exemplo, e o custo de pessoal pode encarecer muito a taxa de condomínio”, afirma Rosely.

Segundo ela, quando o custo é diluído entre muitas unidades ou quando as taxas condominiais das unidades residenciais são mais baixas do que as dos proprietários das unidades comerciais, o valor final pode ser menor. Por isso, é essencial checar com antecedência o modelo de cobrança.

“Eu recomendo que o comprador verifique o documento de convenção do condomínio, que é bastante importante principalmente para checar como será o rateio das despesas com elevador, manutenção da área de serviços e com funcionários e outras questões, como se a garagem será a mesma para clientes das lojas e moradores”, diz Rosely.

Mesmo se o prédio estiver na planta já é possível consultar a minuta de convenção do condomínio, segundo Rosely, que é um pré-requisito para que o projeto seja aprovado na prefeitura e no cartório de registro de imóveis.

Por fim, além dos gastos maiores com o condomínio, como o perfil de comprador que tem capacidade de arcar com o custo desse tipo de imóvel pode ter uma renda um pouco mais alta, os preços dos serviços podem ser pressionados, o que prejudica os moradores menos abastados.

 

Fonte: Exame.com

Será que o seu próximo agente imobiliário é um robô? — eagentme

Mais e mais tecnologia está sendo desenvolvida para facilitar nossas vidas. Enquanto foi uma vez só uma coisa de ficção científica, computadores e robôs agora otimizar os serviços que as pessoas mais precisam. Serviços como o Google e UBER têm utilizado nossa era digital para criar novas e inovadoras formas de melhorar os seus mercados, mudando a maneira […]

via Será que o seu próximo agente imobiliário é um robô? — eagentme

Onde encontrar juros menores para financiar seu imóvel

Aquela ideia de que as taxas de juros da Caixa e do Banco do Brasil são sempre menores para financiar imóvel já virou lenda. A verdade é que bancos privados podem ser tão ou mais competitivos, conforme o seu perfil e a modalidade de crédito escolhida.

Pesquisar é palavra de ordem quando se fala no parcelamento que, provavelmente, será o maior da sua vida. A seguir, você pode comparar as taxas de juros cobradas por cada banco em setembro, divulgadas todo mês pelo Banco Central, conforme a modalidade de financiamento imobiliário.

Há dois modelos de taxas de juros: pré-fixadas, quando, ao assinar o contrato, você sabe exatamente o total de juros que pagará até o final do financiamento; e pós-fixadas, que normalmente acompanham a Taxa Referencial (TR), a mesma que serve de base para os rendimentos da poupança.

Em cada uma dessas modalidades, há taxas reguladas e de mercado. O primeiro grupo é regulado pelo Sistema Financeiro de Habitação, que parcela imóveis de até 750 mil reais nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, e de 650 mil reais nos demais estados. Essas taxas costumam ser mais baixas do que as de mercado.

Nem todos os bancos financiam por todas as modalidades.

As taxas de juros já dão uma boa ideia do custo do financiamento, mas elas não são suficientes para tomar a decisão de onde financiar seu imóvel. O mais importante é comparar o Custo Efetivo Total (CET) do crédito, que inclui na conta, além dos juros, outros serviços cobrados pelo banco, como aconselha o especialista em financiamentos Marcelo Prata, presidente do Canal do Crédito.

Para fazer essa pesquisa, você pode usar os simuladores dos sites, que são obrigados pelo BC a fornecer o CET. O site Canal do Crédito também faz essa comparação entre os bancos.

O CET varia, especialmente, conforme o valor do imóvel a ser financiado e a idade do responsável, que pode encarecer o seguro cobrado pelo banco. Lembre que existe, ainda, a possibilidade de trocar o seu financiamento de banco, por meio da portabilidade.

Vale a pena tentar negociar a taxa de juros do financiamento se você já é cliente antigo do banco e é reconhecido como um bom pagador, como sugere a economista Marcela Kawauti, do SPC Brasil.

Algumas construtoras financiam só por um banco específico, Assim, outra dica é escolher o imóvel, também, por esse critério, já que você pode perder muito dinheiro ao financiar imóvel por taxas de juros altas.

Por Júlia Lewgoy

Fonte: Exame.com, Seu Dinheiro, 24/10/2016