Imóvel novo? Veja se vale esperar o desfecho do impeachment

Mulher com dúvidas

Dúvidas: apesar das desconfianças, adiar a compra da casa própria pode não ser um bom negócio

São Paulo – Algumas pessoas têm adiado o sonho de comprar a casa própria na expectativa de que a renda irá melhorar se houver impeachment ou que ospreços podem cair se a presidente Dilma Rousseff continuar. Mas, se você temdinheiro guardado para pagar o financiamento, essa não é a melhor estratégia. Comprar o imóvel o quanto antes pode ser mais inteligente.

Uma pesquisa nacional, feita pelo portal imobiliário Viva Real na semana seguinte à aprovação do processo de impeachment na Câmara dos Deputados, mostrou que 45% dos consumidores que procuram imóveis tiveram sua decisão influenciada pela atual situação política. Entre eles, 63% decidiram empurrar a compra mais para frente.

“Era esperado que a resposta fosse essa, porque as pessoas se sentem desprotegidas”, explica Lucas Vargas, CEO do Viva Real. Mas adiar o fechamento do negócio pode ser uma furada, já que, com a demanda em baixa, basta um pouco de paciência para conseguir preços e condições melhores.

“Esse cenário de incertezas não vai mudar imediatamente e, no longo prazo, quando a economia se recuperar, os preços subirão muito”, projeta Vargas.

Preços dos imóveis estão em queda real

O preço dos imóveis subiu apenas 0,53% nos últimos 12 meses até março, segundo o Índice FipeZap, que mostra a variação nos valores médios do metro quadrado de 20 cidades brasileiras. O aumento ficou muito abaixo da inflaçãomedida pelo IPCA, que foi de 9,5% no período, de acordo com o Banco Central. Ou seja, descontando a inflação, houve queda real dos preços de 8,10%.

“O poder de barganha está na mão do comprador e ele deve usar isso a seu favor”, sugere o economista Bruno Oliva, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Ele explica que o preço dos imóveis só deve voltar a subir com força em 2018 ou depois, quando o desemprego cair e a renda voltar a subir. “Diferentemente domercado financeiro, o mercado imobiliário é como um transatlântico. É lento, demora para mudar de rumo”, diz Oliva.

Antes do impeachment, compradores estão em vantagem

O especialista em crédito imobiliário Marcelo Prata, fundador do Canal do Crédito, diz que o mercado imobiliário é como um cabo de guerra entre compradores e vendedores, e que a incertezas sobre o impeachment favorecem quem está na ponta da demanda. “Ao oferecer um valor mais baixo, o vendedor tende a aceitar a proposta. Ele não sabe o que vai acontecer depois que o processo de impeachment acabar e tem receio de que o comprador desista”, afirma Prata.

Se houver ou não impeachment, esse cenário do mercado imobiliário deve se manter. No entanto, na opinião de Prata, se o vice-presidente Michel Temer assumir o governo, a confiança dos consumidores será retomada em pouco tempo, o que tende a acelerar a compra de imóveis e, consequentemente, o aumento dos preços.

Essa também é a expectativa de Flavio Mary, presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). “Acreditamos que uma mudança no governo trará um novo ritmo de confiança e o mercado imobiliário tende a se recuperar”, diz. Por outro lado, a melhora na economia significa valorização dos preços. “Quem comprar antes leva vantagem”, acredita.

Não desista por causa das taxas de juros altas

Mesmo se houver impeachment, as taxas de juros para financiar imóveis devem permanecer altas por, no mínimo, alguns meses, segundo a expectativa dos especialistas. Desde o ano passado, as recorrentes elevações nos juros do crédito imobiliário são resultado do aumento dos saques da poupança, principal fonte de recursos dos bancos para o financiamento de construções e compras de imóveis.

No entanto, não há motivos para se assustar demais com os juros. “Não faz sentido se prender às taxas no longo prazo se os valores baixos dos imóveis compensam os juros altos”, avalia Vargas, do Viva Real. Ele recomenda dar entradas maiores, se for possível, para amenizar o impacto dos juros elevados.

Para Oliva, da Fipe, só quem compra o imóvel para investir deve esperar as taxas de juros baixarem. Se a intenção for comprar o imóvel para moradia e você encontrou uma casa com preço bom, vá em frente. “Mais adiante, dá para fazer a portabilidade. Se os juros caírem, é só transferir o financiamento para um banco que pratique taxas menores ou negociar com o mesmo banco”, sugere Oliva.

O economista lembra que, neste momento de aumento na taxa de desemprego, só quem tem alguma reserva financeira deve entrar no financiamento. Se houver algum risco de demissão, que possa levá-lo a desonrar o pagamento das prestações, é melhor esperar.

A Engenharia por trás das Curvas de Brasília

CIVILIZAÇÃO ENGENHEIRA

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Ao se deparar com as curvas dos monumentos e edifícios da cidade de Brasília, a Capital Federal, é bastante comum lembrar-se do finado arquiteto Oscar Niemeyer, cujo renome mundial foi alcançado devido à sua brilhante maneira de pensar e criar, desafiando e inovando o período arquitetônico de sua época.

Entretanto, nenhuma obra sai do papel sem que exista um engenheiro para poder dar vida aos traços de um projeto arquitetônico. Diante do desafio lançado por Niemeyer, o Eng.º Joaquim Cardozo aceitou a missão de realizar uma das obras estruturais de maior complexidade para sua época.

Após 56 anos da inauguração de Brasília, comemorados hoje, percebe-se que essa parceria Arquiteto/Engenheiro das obras de Niemeyer se tornou em exemplo de como a sintonia entre ambos profissionais pode produzir obras monumentais.

Assim Niemeyer declarou:

“… Quando o engenheiro especializado em cálculos atualiza seus conhecimentos profissionais, quando está a par de todos os avanços…

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Virou lei na França: telhado verde e painel solar são obrigatórios em prédios comerciais

AMBIENTE

Soluções sustentáveis para as cidades são mais do que nunca necessárias.

A concentração de pessoas, veículos, empresas, comércios e indústrias tornam as nossas cidades mais poluídas, e isso acarreta em menor qualidade de vida para todos nós.

Podemos contar nos dedos quais centros urbanos que ainda possuem ar puro para se respirar.

Quais cidades não passam pelo processo de corte de árvores? Quantas obras chamadas de “revitalização” estão destruindo a fauna e a flora local para dar lugar a empreendimentos?paris (3)

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Podemos contar nos dedos quais centros urbanos que ainda possuem ar puro para se respirar.Quais cidades não passam pelo processo de corte de árvores? Quantas obras chamadas de “revitalização” estão destruindo a fauna e a flora local para dar lugar a empreendimentos?

Portanto, é para ficarmos felizes com uma noticia destas: Paris, a capital da França, adotou uma medida que pode ser um pequeno grão na mudança que precisamos.

Os telhados verdes são fabricados com plantas e ajudam a aumentar a umidade do ar, sendo um belo auxílio em cidades secas e sem verde.paris (1)

Entre suas principais vantagens, destaca-se que os telhados verdes retêm a água das chuvas e filtram partículas suspensas no ar, como fuligem.

 

Ainda servem como ótimas opções para se fazer uma horta orgânica, por exemplo. Há quem utiliza o telhado como horta para todo o prédio, aumentando a qualidade na alimentação de todos da vizinhança.

Além disso, eles ainda passam um ar de sofisticação e bem-estar às cidades. Imagine só se o telhado de cada prédio comercial no Brasil fosse repleto de arbustos, gramas e até plantações.

AS PLACAS SOLARES

Já as placas solares funcionam como painéis que produzem energia através da absorção dos raios solares. Elas podem ser aplicadas em qualquer lugar e são muito baratas.

O painel fotovoltaico é o mais comum, mas ainda pouco utilizado no Brasil. Ele converte energia solar em energia elétrica, e já vem representando uma grande economia e custo benefício para as empresas parisienses.Existem outras formas de gerar energia solar, como, por exemplo, os aquecedores solares. Com painel ou a vácuo, este meio converte a energia do sol em energia térmica, aquecendo água para usos residenciais ou industriais.

O EXEMPLO DE PARIS PARA O MUNDO

Pelo futuro de todo o planeta, seria importante que esta lei não ficasse apenas na França e se expandisse pelo mundo, chegando ao Brasil.

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Enquanto isso não acontece, você sabe que não precisa de uma lei para tentar ajudar a melhorar a sua cidade.Se mora em prédios, pode facilmente ter uma horta hidropônica. Já se tem acesso ao pátio, por que não começar hoje mesmo uma pequena plantação?

Ou então, se você é empresário, por que não seguir este modelo francês e começar a investir nos benefícios que uma cultura verde pode trazer ao seu negócio.

Regue esta ideia para ajudar o meio ambiente e a sociedade a colher os frutos de um futuro mais sustentável.

Fonte: hypeness.com.br.

 

 

Casas futuristas e tecnologias que estão por vir

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Você já parou para pensar como serão as casas com as tecnologias do futuro?

Hoje espaços cada vez menores e totalmente funcionais são comuns, com quarto, sala, cozinha e até banheiro ocupando os mesmos ambientes. Mas, será que isso será tendência no futuro também? E com o avanço cada vez mais rápido da tecnologia, quais os novos dispositivos que vão nos auxiliar no dia a dia?
Separamos alguns modelos de casas futuristas e soluções avançadas de tecnologia que poderemos encontrar em um futuro não tão distante:

1 – Casa H3 – Athenas

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A água nessa casa é o grande elemento inspirador. O projeto possui arquitetura bioclimática, estética minimalista e tecnológica, além painéis solares e sistemas de recolhimento de água para irrigação e piscina.

2 – The Steel House – Texas

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A Steel House foi inspirada em uma nave espacial. Sua estrutura é de aço e ainda possui complexos espaciais interiores que se abrem para o exterior através dos vidros coloridos.

3 – Casa Klein Bottle – Austrália

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A inspiração dessa casa vem da arte japonesa de dobrar papel; o origami

4 – Fechadura Eletrônica

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A fechadura possui diversas funções além de abrir e fechar portas. Ela envia para o seu celular imagens em tempo real de quem tenta entrar; controla a entrada e saída de sua família e mostra quem está tentando aplicar sua senha.

5 – Geladeira Biogel

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Essa geladeira dispensa energia elétrica: os alimentos são armazenados e conservados por um biogel que não agride o meio ambiente.

6 – Cozinha Inteligente

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Tecnologia touch screen na cozinha para facilitar o dia a dia. Os objetos tornam-se independentes e nos ajudam nas tarefas de casa, economizando tempo.

7 – Porteiro Inteligente

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Com ajuda do celular, você poderá atender a porta e ver quem está do outro lado em tempo real.

8 – Aspirador de Pó Eletrônico

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Nós já falamos da Roomba anteriormente, e agora é a vez do Scooba. A diferença é que o Scooba, além de aspirar, também esfrega e seca o chão sem que você tenha que se mover.

9 – Chuveiro com Bluetooth

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A moda agora é cantar no chuveiro ao modo ‘high-tech’. Via conexão de wireless bluetooth você pode escutar rádio ou sua playlist através do autofalante do chuveiro enquanto está no banho.

10 – Cafeteira Eletrônica

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Com formato de um motor V12 , a cafeteira é fabricada com metais de alto padrão como titânio, magnésio e alumínio naval.

11 – Cortador de Pizza com Mira Laser

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O aparelho possui uma mira laser que desenha exatamente o percurso que o fatiador deve percorrer.

Avenida Paulista tem telhado verde com espécies da Mata Atlântica

Imagine ter uma pequena amostra da Mata Atlântica, em plena Avenida Paulista e a vários metros de altura? Após mais de cinco anos de pesquisa, o grupo Árvores de São Paulo conseguiu transformar o projeto do telhado verde em realidade. O coletivo se dedica à criação de métodos que visam levar a biodiversidade nativa de volta às cidades.

O primeiro desses telhados verdade foi implementado na cobertura do Edifício da Fundação Cásper Líbero – Gazeta, na avenida que é considerada a mais importante da capital paulista. Criado em 2014, um ano depois já exibia as espécies exuberantes nativas da Mata Atlântica (no total, são mais de cem espécies diferentes). O método inovador, desenvolvido peloÁrvores de São Paulo, tem as funções ambientais necessárias para que a dinâmica da floresta tropical pudesse ser reproduzida.

O telhado verde possui apenas 15 cm de espessura, composto pelo quê a empresa SkyGarden chama de “terra especial”. O espaçamento entre as espécies de árvores é quase idêntico ao natural, ou seja, é o mais parecido possível com o que é encontrado na Mata Atlântica. As florestas tropicais implementadas nas coberturas de edifícios são densas, podendo alcançar até 3,5 metros de altura.

Resistentes a ventanias, as plantas têm necessidade de pouca água, dispensando manutenção. Pesam somente 300 kg por m², equivalente a um gramado comum sobre laje. Além de abrigar diversas espécies de animais, esse tipo de telhado verde auxilia no conforto térmico de quem está dentro do prédio

A cobertura também ajuda a minimizar os efeitos das ilhas de calor (fenômeno climático no qual nota-se que a temperatura é mais elevada em determinados espaços urbanos do que em áreas mais verdes da cidade ou região), diminuindo até 18° C de temperatura, segundo os autores do projeto.

Segundo os idealizadores, iniciativas do tipo podem ser uma importante ferramenta para resgatar áreas verdes em grandes centros urbanos, auxiliando na qualidade de vida da população.

Fontes: Árvores de São Paulo e EcoD.

Alterações nas plantas mostram ‘revolução no morar’

EDILAINE FELIX

17 Abril 2016 | 08:01

ARQUIVO 13/04/2016 Imóveis Áreas de lazer do empreendimento Caminhos da Lapa da incorporadora Brookfield Crédito: Divulgação / Brookfield

Apartamentos com amplas salas, quartos e cozinha, todos fechados com suas portas e poucos (muitas vezes apenas um) banheiro tão comum em décadas passadas deram espaço às unidades com metragens menores e cozinhas, varandas e salas integradas e quartos com suítes.

As alterações nas plantas também são notadas nas áreas comuns dos empreendimentos. Piscinas simples, quadras, playgrounds e salão de festas foram substituídos por espaços gourmets superequipados, piscinas aquecidas, salas para ginástica, danças e relaxamento, sala de estudos e espaços de serviços à disposição dos moradores, como lavanderias e áreas pets, por exemplo.

De acordo com o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU-SP), Gilberto Belleza, como as unidades residenciais estão ficando menores, os empreendimentos oferecem cada vez mais serviços nas áreas comuns.

“Com a redução das áreas privativas é preciso entregar espaços coletivos para serem utilizadas pelos moradores. Por isso, percebemos uma tendência de grandes áreas nos térreos dos condomínios”, diz.
Belleza considera essa mudança nas plantas mais uma “revolução no morar”. Para ele, os projetos arquitetônicos se transformam em espaços mais flexíveis, permitindo melhor visualização dos ambientes e facilitando o uso dessas áreas.

“As mudanças ocorrem porque as pessoas buscam novas maneiras de vivenciar os espaços, criando tendências.” Belleza lembra, ainda, que “a aceitação ou não dessas propostas (pelo público) é que determinará o uso de cada uma delas”.

Necessidade. Segundo o diretor de incorporação da Brookfield, José de Albuquerque, o público família continua “vivo” nos projetos. Em consequência, a incorporadora investe em áreas de lazer que vão além do básico. “Hoje, as plantas devem ser mais específicas. Por exemplo, a academia deve ter uma sala fechada para o uso individual com um personal trainer.”

Albuquerque diz ainda que a empresa tem a marca 4Family, cujo o objetivo é oferecer empreendimento com espaços que sejam mais bem utilizados pelas famílias. Para o melhor aproveitando dos espaços, a incorporadora contrata uma consultoria de serviços em lazer para deixar as áreas apropriadas para a instalação de um ambiente personalizado, como por exemplo uma sala de estudos.

“A proposta é fazer uso racionalizado dos ambientes e deixar áreas disponíveis para que condomínio possa aproveitá-las no futuro.”, diz.

Diretor geral da incorporadora Benx, Luciano Amaral conta que a incorporadora aposta na exclusividade. “Nossos projetos dão aos clientes flexibilidade para alterar a unidade de acordo com o seu gosto, personalizando-a. E esse traço que até uns 20 anos atrás era comum para compradores de alto padrão, hoje já é possível com diferentes públicos, que aceitam de maneira positiva.”

Nas áreas comuns dos condomínios, a Benx opta por espaços de lazer que ofereçam conforto ao morador. “Guardando as devidas proporções, cada empreendimento terá áreas comuns de acordo com seu público. Deve ter suas especificidades pelo custo e pela maneira de viver de cada um deles”, diz.

Fachada - Artsy

Internas. Para o diretor da Brookfield, os moradores querem unidades com espaços multiuso e ambientes que possam ser conectados. “Cozinha, sala e terraço gourmet com integração e também acesso para escritório das áreas sociais do apartamento. As pessoas gostam e cada vez mais cozinham em casa e esse já é um momento social, por isso o ambiente deve ser aberto para as outras áreas.”

Amaral conta que a Benx entrega projetos funcionais. “Até em unidades de 40 metros quadrado, 45 m², o proprietário poderá utilizar os espaços de forma mais adequada”, diz o diretor da Benx, que esclarece que todas os apartamentos têm cozinha integrada.

Para o diretor da Marques Construtora Vitor Marques, hoje a cozinha aberta é valorizada por todos os públicos. “É um ambiente da casa que há investimento em decoração. Não há mais portas, pois o local é valorizado e deve ser apreciado.”

Segundo ele, com o metro quadrado mais valorizado é preciso fazer um aproveitamento total das áreas para evitar o desperdício de espaço nos corredores e áreas de circulação.
“Os apartamentos estão mais otimizados para atender as necessidades do dia a dia do morador e as áreas comuns não podem ser ociosas e devem ser compartilhadas de acordo com a necessidade, sem desperdício de espaço.”

Marques destaca que cada metro quadrado dentro do apartamento não aproveitado pede um complemento na área comum incluindo serviço. “Em unidades menores, por exemplo, se o morador não quiser instalar a lavanderia na varanda, tem uma área maior e utiliza a lavanderia coletiva já entregue pela construtora.”

‘Mudança de comportamento e de vida se refletem no morar’

Para a arquiteta Camila Valentini, o desenho que continua presente em muitos projetos é a varanda gourmet e sua integração com o living”. Outra mudança apontada por ela são os quartos cada vez menores para priorizar as áreas comuns e o conceito de suíte e lavabo, que era inexistente em projetos antigos.

“Era um banheiro grande para toda a família e havia quarto de empregada. Na nova concepção de morar não há mais esse modelo de planta e quem compra um imóvel antigo o modifica. É inevitável a reforma de um dormitório para fazer dele uma suíte, por exemplo”, diz.

Apartamento decorado pela arquiteta Camila Valentini

Nas áreas comuns, a arquiteta lembra que há cada vez mais opções de lazer para que os moradores fiquem dentro do próprio condomínio. Segundo ela, problemas de mobilidade e segurança fazem com que as pessoas fiquem mais em seus empreendimentos. “Mudança de comportamento e de vida se refletem diretamente no local onde morar.”

Praticidade. Na opinião do diretor executivo técnico da Tecnisa, Fabio Villas Bôas, essas mudanças são uma tendência para o mercado e conferem um aspecto de praticidade aos empreendimentos, que estão mais compactos e aumentam as áreas de uso comum.

“Há muita peculiaridade. Em alguns empreendimentos há sala de reuniões com equipamentos de escritórios e cozinhas gourmets. O importante é não ter áreas ociosa e setorizar o condomínio para que cada espaço atenda uma faixa etária.”

Para o diretor executivo da Tecnisa, o progresso verificado nos projetos de áreas comuns dos empreendimentos é que eles não são mais genéricos: “se o local na área comum tem um ambiente mais atrativo o uso será maior”, diz.

De acordo com Villas Bôas, os projetos (de novos espaços, serviços prestados) das áreas comuns dos empreendimentos devem ser elaborados com opções de lazer para todos os moradores (crianças, jovens, idosos).

Lama de Mariana vira tijolos e gera renda para moradores da região

Por Andréa Fassina, da Redação do SóNotíciaBoa.

“A mesma lama que destruiu está ajudando a reconstruir. Tijolo por tijolo.” Este é o slogan da campanha Tijolos de Mariana.

O projeto está acelerando o renascimento da região atingida limpando a área, devolvendo empregos, reconstruindo moradias, centros de saúde e educação, e gerando renda às comunidades locais.

Criada pela Grey Brasil – em parceria com o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e o Laboratório de Geomateriais e Geotecnologia da EEUFMG – a iniciativa está transformando a lama da tragédia em matéria-prima limpa e atóxica para a produção de tijolos.

Há três meses os Tijolos de Mariana estão sendo fabricados de forma artesanal, com produção de mil unidades por mês.

Mas uma fábrica, que ampliará a produção para escala industrial, está prestes a sair do papel e para isso busca a participação de todos em uma vaquinha virtual no kickante, para arrecadar fundos.

Ao final de cada ano, mais de 1 bilhão de quilos de lama terão sido retirados do meio ambiente, produzindo uma quantidade de tijolos suficientes para reconstruir mais de 1.200 casas populares, hospitais e escolas da região.

Operada 100% por mão de obra local, a fábrica dos Tijolos de Mariana vai devolver 80 empregos diretos e indiretos à comunidade local.

No dia 5 de novembro de 2015, a região de Mariana/MG foi vítima do maior desastre ambiental da história do país. Com o rompimento da Barragem do Fundão, um mar de lama cobriu dezenas de cidades, dizimou vidas e destruiu o meio-ambiente.

Casas modelo e renda para a comunidade

Além das casas, a produção dos Tijolos de Mariana ainda vai trazer renda extra à comunidade, já que, futuramente, a nova marca poderá ser encontrada à venda em lojas de materiais de construção de todo o Brasil, com lucro revertido para a região.
Por isso colocar esse projeto em pé é mais que lamentar o desastre… é fazer a diferença na vida dessa população que perdeu tudo e que agora busca reconstruir suas vidas.
Participe e faça a diferença: faça parte dos Tijolos de Mariana.

Serviço

Para contribuir com o projeto basta entrar no kickante.

Lá dá pra doar quantias que vão de 25 a 5 mil reais.

Quem ajuda pode ainda ter o nome na placa da fábrica e tijolo simbólico da campanha.

Cidades do interior do País atraem investimento

FABIO LEITE – O ESTADO DE S.PAULO

Disponibilidade de grandes áreas fora do eixo Sudeste alimenta mercado de loteamento

A força do agronegócio, a descentralização industrial e a melhoria da malha rodoviária têm feito, nos últimos anos, com que cidades de grande e médio portes pelo interior do Brasil se tornassem alvos de investimentos imobiliários, mesmo diante do atual quadro de recessão econômica nacional.

Participantes do Summit Imobiliário Brasil 2016 apontaram que a disponibilidade de grandes áreas fora do eixo Sudeste e o desenvolvimento do Centro-Oeste e do Nordeste alimentam o mercado de loteamento brasileiro. “O impacto da crise ocorre de forma diferenciada no País. Tivemos grandes lançamentos no Ceará e até em Tocantins, mesmo com a economia tendo indicadores de recessão”, disse o diretor-presidente da Alphaville Urbanismo, Marcelo Willer.

Segundo o presidente do Secovi-SP, Flávio Amary, um estudo feito pela entidade mostrou que o mercado imobiliário no interior é menos volátil do que nas grandes capitais e tem sofrido menos com a retração econômica. “Embora mais limitados por conta do número de habitantes, são mercados que, neste momento que estamos passando agora, pela força do agronegócio, pela questão do câmbio e do preço das commodities, passam um pouco distante dessa crise”, concordou o presidente da BrDU Urbanismo, João Victor Araújo.

Sediada em Goiânia, a BrDU atua com loteamento de condomínios fechados em oito Estados, aportando investimentos em cidades de médio porte que surgiram após a década de 1970, como Rondonópolis e Tangará da Serra, no Mato Grosso, com a construção de grandes eixos rodoviários, como a BR-163 (Cuiabá-Santarém).

“Em Tangará da Serra, lançamos um empreendimento em maio de 2015, com 1.319 lotes divididos em três etapas. Em dois dias de lançamento, já havíamos vendido 511”, destaca Araújo. “A maioria das cidades que são polo da agricultura no Mato Grosso viraram hub de outros municípios.”

Experiência. O presidente da Alphaville Urbanismo destaca que uma vantagem dos novos loteamentos desenvolvidos pelo interior do País é a experiência com empreendimentos executados no passado nas grandes metrópoles, como o Alphaville de Barueri, iniciado em 1974. “Ele foi pensado para ter 2 milhões de metros quadrados e acabou com 13 milhões. Mesmo sendo espaço com qualidade de vida, tem problemas de desenvolvimento urbano, criados por uma sucessão de projetos interligados um ao outro. O bairro não foi planejado para ser uma verdadeira cidade”, disse.

Após repensar o modelo e promover sucessivas atualizações no desenvolvimento de projetos em Campinas, Belo Horizonte, Brasília e Curitiba, Willer acredita que o Alpha Ceará, na Grande Fortaleza, consegue reunir o conceito mais moderno de loteamento urbano, sem criar uma “ilha de excelência cercada por uma região sem infraestrutura”.

A área de 18 milhões de metros quadrados, com quase 3 mil lotes residenciais e comerciais, está “encaixada” na malha urbana da região, e tem um plano viário integrado à infraestrutura do entorno, além de mercado, hospital, universidade, lojas voltadas para rua e até um aeroporto privado. “Existem várias cidades fora do eixo Sudeste que comportam grandes projetos. É interessante criar um endereço mesmo que seja mais difícil e levar desenvolvimento e infraestrutura para toda a região”, disse Willer.

Centro tem mais oferta de unidades compactas

EDILAINE FELIX

ARBX - 07/04/2016 - SAO PAULO - IMOVEIS / UNIDADES COMPACTAS / ONDE ESTAO LOCALIZADOS E COMO VIVER BEM NESTES IMOVEIS -  Camila mora em um Loft de 30 metros quadrados. Foto: Rafael Arbex / ESTADAO

Imóveis pequenos, compactos e até supercompactos têm boa procura por moradores e investidores do mercado imobiliário. Direcionados para um público com perfil definido, unidades com até 30 metros quadrados caem no gosto de jovens e solteiros e são apostas de construtoras e incorporadoras.

Levantamento feito pelo portal de venda e aluguel de imóveis Properati mostra que a região central de São Paulo concentra o maior número dessas unidades (65,57%), nos modelos estúdios, lofts e as clássicas quitinetes. O barro Santa Efigênia reúne 17,5%, dos imóveis, seguido por Vila Buarque (10,77%), Liberdade (9,02%), República (7,91%), Centro (5,39%), Brás (3,61%), Bela Vista (3,19%), Campos Elísios (2,94%), Consolação (2,71%) e Sé (2,53%).
“Os microapartamentos são uma tendência para os grandes centros, que apesar de terem terrenos muito caros, têm benefícios como facilidade de acesso”, diz o country manager do Properati no Brasil, Renato Orfaly.

Preço. De acordo com a empresa, o preço médio das unidades com até 30 m² em São Paulo é de R$ 11,5 mil o metro quadrado, enquanto o de um apartamento padrão com dois o u mais dormitórios custa R$ 8,8 mil. No Rio de Janeiro, o preço médio do m² do compacto é de R$ 16,8 mil, ao passo que o de um imóvel convencional maior sai por R$ 10 mil. Em Belo Horizonte, o m² do microapartamento custa, em média, R$ 14,9 mil, enquanto o do apartamento sai pelo preço de R$ 5,5 mil.

A pesquisa foi feita tendo como base os anúncios do portal, que envolvem 908 mil imóveis.
Além da concentração na região central, bairros como Vila Olímpia, Vila Nova Conceição, Itaim Bibi, Vila Uberabinha, na zona sul; Tatuapé, na zona leste; Pinheiros, Perdizes e Pompeia, na zona oeste, também reúnem empreendimentos compactos.

A consultora de imagem Camila Silveira Matias Viana vive sozinha desde janeiro em um loft de 30 m² na Vila Olímpia. “Eu morava de aluguel em um imóvel maior. Comprei esta unidade que já estava pronta, com boa distribuição de armários e utilização do espaço”, conta.

Camila está satisfeita com o espaço útil e com a gama de lazer e serviços do prédio, que tem piscina, sala de ginástica, um pequeno salão de festas, e um gazebo para leituras e relaxamento. “Uso muito a área de lazer, que é completa, a lavanderia coletiva e um quartinho na garagem (um para cada morador), no qual guardo malas, skate e patins”, completa.

A região foi outro atrativo muito importante na hora da escolha. Segundo Camila, o bairro, no qual já havia morado na infância, “é maravilhoso” e tem completa infraestrutura. “Tem tudo perto, vias de acesso, transporte público, ciclovias e comércios e serviços.”

Para o CEO da construtora e incorporadora Vitacon, Alexandre Frankel Lafer, que tem mais de 40 empreendimentos compactos lançados – sendo que um deles, no Bom Retiro, tem unidades de 14m² –, esse modelo requer um combo geral de serviços.

“Como há pouco espaço privativo, precisa do apoio das áreas comuns para receber pessoas, guardar objetos, para suprir a compactação de espaço da unidade. O público que opta por compactos quer eficiência do espaço e praticidade”, diz.
Segundo ele, hoje é essencial ter serviços de limpeza (camareira), manutenção, concierge digital (uma secretária para os moradores) para as demandas do dia a dia. Todos os serviços são opcionais.

“Otimização do espaço é fundamental para esse cliente. No mundo, 84% da população é urbana e as grandes cidades vão receber cada vez mais unidades compactas. As famílias estão menores, é o que cabe no bolso, esses imóveis têm menor custo de manutenção e impostos, e cabe em todas as regiões da cidade”, diz. Lafer destaca, ainda, que esse público tem pontos de interesse – atrelados à mobilidade –, quando busca um imóvel compacto: transporte público, escolas, hospitais, shoppings.

Centro. Para Antonio Setin, presidente da construtora Setin, os microapartamentos devem estar localizados em grandes centros e em local de muitos serviços. “Fizemos um estudo e identificamos que os usuários são pessoas mais jovens, que utilizam o transporte público e que estão em transição – ainda não constituíram família e usam São Paulo como apoio para alguns dias da semana.”

Setin, que tem projetos na República, Consolação, Sé, e Luz, enfatiza que o morador de um compacto quer, além da região central – com opções de supermercados, restaurantes –, serviços como lavanderia, zeladoria, espaços para coworking, wi-fi.

“Hoje, há mais compradores investidores. Os empreendimentos estão, em média, com 50% das unidades vendidas”, afirma Setin.

Com o propósito de fazer um investimento, o executivo de vendas Marcelo de Barros Pacheco Chaves, de 38 anos, adquiriu uma unidade de 28 metros quadrados na República, região central, com vaga de garagem e valor de R$ 440 mil.

“Comprei para investir. Analisei a região, que tem a praticidade de linhas de metrô e estrutura de bares, restaurantes, hospitais, é procurada por pessoas que vêm de fora e querem um local perto de tudo para morar. Esse investimento atrai jovens e acredito que trará revitalização para o centro.”

Chaves conta que antes de investir visitou outros empreendimentos e escolheu a República por estar a alguns passos da estação do metrô.

Cores e móveis claros deixam ambientes mais amplos

Para a designer de interiores Jóia Bergamo, um apartamento supercompacto precisa ter um projeto para aproveitamento total dos espaços. “O uso correto do mobiliário é fundamental em uma unidade pequena. Por isso, devem ser feitos sob medida. Tudo deve ser projetado após conhecer as necessidades e prioridades do cliente”, diz.

Para deixar o ambiente mais leve e aconchegante, Jóia recomenda a utilização de móveis e papéis de parede em tons claros, sem muita textura ou muita informação. “Precisamos usar artimanhas para abrir o ambiente. Cores como branco, bege, fendi, por exemplo, são atemporais e deixam o espaço mais agradável e amplo.”

SAO PAULO 05-04-2016 Retranca: Imóveis Legenda: Apartamento compactos – projeto da arquiteta Jóia Bergamo- Arquitetura e Design de Interiores Crédito: Jóia Bergamo

A designer de interiores também orienta os moradores a usar mobiliário com elementos translúcidos, para transmitir a sensação de leveza. O vidro, segundo Jóia, pode ser usado em mesas e portas de armários.

Móveis. “Opte por móveis de multiuso, baú como mesa de centro, mesas retráteis, que podem ser fechadas quando não estão em uso. Aproveite os artifícios da marcenaria para compor e deixar o ambiente acolhedor”, diz.

Outra dica dada pela designer é a abertura dos espaços. “Se possível abra os cômodos, faça um loft, integre a varanda, isso tudo vai dar amplitude. Esses apartamentos são dificílimos de trabalhar, pois precisamos colocar sonhos, necessidades e histórias em metragens pequenas”, complementa. Para Jóia, é desafiador dar funcionalidade aos microapartamentos.

Oportunidade. De acordo com o diretor comercial da incorporadora You, Inc. Felipe Coelho, é fundamental dar praticidade ao público de unidades compactas. Por isso, a região, deve ter ampla gama de produtos, serviços, transportes, vias de acesso para as diferentes regiões da cidade, restaurantes.

“O projeto deve ser completo em uma região com toda infraestrutura. Para esse perfil é preciso oferecer serviços como lavanderia coletiva, além de academia completa, lazer, piscina.”

A região escolhida pela You para a unidade de 27 metros quadrados é o Jardins, com algumas unidades com vista para o Parque do Ibirapuera. Segundo o diretor da You, Inc., é um bairro que atrai esse público que busca apartamentos novos com arquitetura moderna. “Devemos investir no segmento. Estamos interessados em fazer unidades supercompactas também na Bela Vista”, diz.

Incorporadoras mudam o foco e apostam em imóveis de até R$ 500 mil

MKT Imobiliário

Folha de São Paulo – 10/04/2016

O perfil do comprador mudou, e, com ele, o foco das incorporadoras. A nova safra de lançamentos residenciais na cidade de São Paulo está concentrada na faixa de até R$ 500 mil por unidade.

Segundo dados da consultoria imobiliária Geoimovel, de 2014 para 2015 o segmento de imóveis que custam até R$ 420 mil foi o único que cresceu na capital (44%).

Os número são similares aos divulgados pelo Secovi-SP (sindicato do setor), segundo os quais há um aumento de 32% nos lançamentos de apartamentos que custam até R$ 255 mil.

Para Celso Petrucci, economista-chefe da entidade, o fenômeno se dá porque o atual comprador médio tem “necessidades habitacionais imediatas”. Além disso, há uma redução significativa no número de pessoas que compram para investir.

“Hoje, o mercado é das necessidades. São os recém-casados, que migraram para a cidade ou que estão saindo da casa…

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