O deprimente conteúdo de marketing imobiliário para corretores

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Parece que o público que produz conteúdo pro mercado imobiliário, os próprios corretores de imóveis e publicitários; gostam de listas curtas e de frases de efeito para motivar corretor. É quase só o que vejo nos portais, sites e blogs de marketing imobiliário. E essa abordagem é tão ruim e limitada sob tantos aspectos que eu nem consigo saber por onde começar.

Parece que um mal da nossa década é vender auto-ajuda embalada de “conhecimento, capacitação e especialização”. Acho muito bom e interessante embalar muitas coisas, mas… capacitação profissional não é uma delas, isso é charlatanismo, não tem nada de consistência. Mas ok… cada um trabalha dentro da sua esfera, é isso que fazemos com tudo ultimamente, temos que fazer as coisas parecerem mais importantes, eficientes, interessantes e mais valiosas do que na verdade são. De olho no consumidor.

A questão deste post, a crítica que venho trazer é que o próprio corretor muitas vezes está nessa situação de consumidor: consumidor de informação, consumidor de dicas, alguém que precisa constantemente tentar novas abordagens. Um corretor que tem ficado o dia inteiro no estande, que está pagando por hospedagem na internet, que está anunciando, que está tentando fechar venda, mas que não está tendo o retorno que gostaria, ou que pelo menos pague as contas e que lhe garanta que a atividade de corretor seja sua única profissão.

5 dicas pra isso, 5 dicas pra aquilo…. abordagens superficiais, auto-ajuda, “uau um telão no estande, meu Deus que coisa incrível vou vender demais” “vou trazer um dj pro estande e vou fechar venda…”, listinhas, frases de filosofia barata…

Além de todo esse conteúdo de cunho psicológico desprezível; a grande mensagem que tem sido passada é que chegou a hora de aprimorar o uso da internet como ferramenta de divulgação no mercado imobiliário. Aí é que o assunto fica interessante, somamos as duas coisas, saimos do ponto zero pra lugar nenhum. Centenas e milhares de corretores estão pagando para ir assistir palestras que dizem que eles precisam divulgar na internet no lugar certo, que esse lugar certo não é o Facebook, mas não fica claro exatamente qual lugar seria esse, e que ele tem que ser esperto e usar os dados que a internet dá pra chegar num possível consumidor. UAU.

Só vi até hoje pelo Youtube 1 palestra de um cara com o perfil “mega motivado” (detesto essa história de motivação, espero que daqui a 50 ou 100 anos isso tenha acabado), que realmente conseguiu juntar meia dúzia de estatísticas e trabalhar uma linha de raciocínio bastante aceitável com elas… PARA MIM. Aceitável para mim que preciso entender como o corretor pensa, o que está sendo ensinado por aí, como as vendas tem sido trabalhadas, como o cliente é abordado, e traduzir isso em ambiente construído, compatibilizar isso com o consumidor e fazer propostas de estandes mais interessantes; mas já para os corretores… é bem questionável.

Por trás da explicação das estatísticas, pelas entrelinhas, esse palestrante disse que o fato de marcar uma presencinha na internet nos lugares certos e que usar o whatsapp para atender clientes era tão bom, que ele mal conseguia dormir pois os clientes ficavam de madrugada no Whatsapp dele fazendo contato…

O dia que um cliente invadir a casa de um corretor no meio da noite, e bater na cara dele com um maço de dinheiro para acordá-lo porque não pode esperar para comprar um apartamento, aí eu vou ficar surpresa.

Muitos corretores tem fechado plantões há muito tempo ás 10 pras 18 da tarde, ás vezes mais cedo, tem plantão que fica fechado de fim de semana com corrente no estacionamento, sendo que tem corretor lá dentro, e alguém vem me falar que o movimento pelo whatsapp é praticamento frenético e que isso é revolucionário? Passar uma informação por whatsapp não tem nada revolucionário e não estou ouvindo nenhum corretor dizendo que é procurado por clientes tão insistentemente para comprar um imóvel. O cliente só foi para onde é mais fácil e rápido obter informação, onde o cliente vai, o vendedor precisa estar, isso é óbvio.

No começo do século passado as pessoas iam pessoalmente nos lotes ou imobiliárias de carroças, bondinho ou nos primeiros Fords e Peugeots com o anúncio dos jornais ou folhetos em mãos; já tinha plantão e unidade decorada para ver.

Na década de 30 e 40 já usavam o telefone como ferramenta de contato.

Em 1950-60, além do telefone e do jornal, já tinham estandes com maquete e eventos nos lançamentos e inaugurações. Aparecem nessa época as primeiras promoções realmente significativas onde se você acertasse ou fosse sorteado, ganhava um lote.

Notaram que os meios de comunicação e a abordagem para promoção vão aumentando? E que quem quer vender QUALQUER COISA também tem que dar um jeito de anunciar onde existe alcance?

Na década de 70, some tudo isso aos corretores em loteamentos que recebiam os clientes com churrascos e cerveja aos finais de semana e ao espetáculo dos mega empreendimentos verticais. Surgem os anúncios de empreendimentos na TV (de acordo com registros encontrados até agora).

Hoje, além de jornal, telefone, estande, decorado, tv, bandeirinha, homem seta, boneco de posto, e ações em redes sociais; usamos o Whatsapp pois não tiramos mais a fuça do celular.

O canal de comunicação e os produtos desses canais ao longo de todo esse tempo tem afetado ligeiramente o pdv; mas não transforma o mercado imobiliário e nem faz ninguém vender mais.

Produtos bons e com preço justo vendem bem e rápido. Do contrário é quase como sair por aí arriscando simpatias que as crianças fazem no ginásio pra ver se sai o resultado que você quer. É claro que neste momento da nossa sociedade, em todos os aspectos, estamos arriscando tentativas para tentar vender mais, para sermos mais convincentes, e isso não é de hoje. Mas, precisamos ter a compreensão de que estamos como vendedores, muitas vezes, tentando tirar leite de pedra usando modos ineficientes, nos pautando por ilusões, gastamos dinheiro e recursos em ações que não dão retorno. Faz parte. O que é intolerável é a sugestão de que existe um caminho das pedras, de: “faça isso e tudo vai dar certo” “isso vai mudar sua vida”… não dá.

As váriadas formas de estabelecer contato e visibilidade só fazem com que seja possível manter um ritmo adequado de interesse e vendas, assim como sempre foi em todos os tempos.

As coisas só ficam mais difíceis, e não mais fáceis quando se trata de vender algo, essa é a verdade. Cada vez dá mais trabalho, e cada vez fica mais caro atingir o cliente que você quer ou que pode pagar pelo seu produto. As pessoas estão mais criteriosas, mais endividadas, e num processo de abertura ao questionamento sobre a forma como vivem e gastam. Aí entram as estatísticas, os palpites, as tendências, os levantamentos, as projeções; que por sua vez, dão uma direção, mas não possibilitam que cheguemos a nenhum milagre que altere signitivamente o desempenho das vendas de um empreendimento.

Inúmeros pesquisadores, tem chegado a conclusão de que a projeção para aumentar as chances de vender um imóvel não está na verdade em POR ONDE você se comunica, mas sim em COMO e O QUE você comunica; trazendo todos os envolvidos com o mercado imobiliário, principalmente corretores que tem caído nesse papo furado, para um panorama realista, ao contrário do que tem sido difundido por muitos.

Essas questões, ou pelo menos as mais importantes que vão definir o futuro do mercado imobiliário, estão longe de serem da alçada dos corretores de imóveis, elas são na verdade da alçada da concepção do produto.

Não saiam pagando para receber dicas de “sucesso” sem questionar o que tentam te vender como “fórmula mágica”. Por favor.

*Tudo isso é MINHA opinião, minha perspectiva.

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Desistência do pagamento de imóvel na planta cresce em 2015

São Paulo – Os cancelamentos de contratos de compra de imóveis na planta no Brasil, os chamados distratos, cresceram 10,7% em 2015 quando comparados ao ano anterior. É o que aponta um levantamento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

No ano passado, foram cancelados 49.955 mil contratos de compra de imóvel na planta no Brasil, contra 45 mil em 2014.

Em 2014 e 2015 foram cancelados, em média, entre 3.800 a 4.200 contratos por mês. O mês que registrou o maior número de contratos cancelados foi setembro de 2015, quando 6.500 mutuários desistiram da compra da casa.

O levantamento feito pela Abrainc e a Fipe considera dados informados por 19 construtoras e incorporadoras associadas à Abrainc: Brookfield, Canopus, Cury, Cyrela, Direcional, Emccamp, Esser, Even, EZtec, Gafisa, Helbor, HM, JHSF, Moura Dubeux, MRV, Odebrecht Realizações, Patrimar, PDG, Plano & Plano, Rodobens, Rossi, Setin, Tecnisa, Tenda, Trisul, Viver e Yuny.

Para Luiz Fernando Moura, diretor da Abrainc, o aumento do número de contratos cancelados pode ser explicado pela entrega de uma maior quantidade de imóveis em 2015 do que nos anos anteriores, aliada à maior restrição dos bancos para conceder o financiamento da casa, que temem uma alta da inadimplência na crise. “Em 2015, muitos imóveis construídos em 2012, ano em que o mercado imobiliário registrou recorde de vendas, foram entregues”.

Como em 2016 devem ser entregues imóveis adquiridos a partir de 2013, quando o mercado imobiliário começou a desaquecer, a expectativa de Moura é que o número de cancelamento de contratos também deva diminuir este ano. “Outros fatores, como uma seleção mais cautelosa de clientes pelas construtoras, além da saída de investidores do mercado, também devem fazer com que esse número diminua”.

O diretor da Abrainc alerta, no entanto, que o número de distratos pode continuar a ser relevante este ano caso os critérios para financiamento imobiliário dos bancos fiquem ainda mais restritos. “Isso vai depender das estratégias de cada instituição financeira e de como a atividade econômica irá evoluir em 2016”.

Mutuário fica com o prejuízo

Na hora de cancelar o contrato, o maior ônus é de quem adquiriu o imóvel na planta, seja porque já pagou cerca de 20% do valor do imóvel durante a construção e pode receber propostas da construtora para devolver a maior parte dos valores pagos, ou porque pode não conseguir comprar agora um imóvel semelhante pelo mesmo valor.

O advogado especialista em direito imobiliário Marcelo Tapai afirma que, por meio de um processo judicial, o comprador pode pedir a devolução de 90% do valor já pago durante a construção da unidade nos casos em que o consumidor ficou inadimplente ou não tem renda suficiente para financiar o imóvel.

O advogado ressalta que o imóvel na planta é sempre uma promessa de compra e venda sem garantias, mas o comprador tem o direito de desistir da aquisição.

Aos futuros compradores, resta se prevenir antes de fechar a compra de um imóvel na planta agora. O ideal é fazer simulações de qual foi a variação do Índice Nacional de Construção Civil (INCC) nos últimos três anos para verificar sua capacidade de pagamento das parcelas durante a construção e para financiar o imóvel ao término da construção.

Marília Almeida – repórter de finanças pessoais de EXAME.com.

Registro Eletrônico para Financiamento de Imóveis começa a funcionar no Brasil

Belo Horizonte, 17 de março de 2016 – Nesta sexta-feira (17), o registro eletrônico para financiamento de imóveis torna-se, finalmente, uma realidade no Brasil. Apesar de a legislação determinar o prazo até 30 de junho para que todos os Estados ofereçam esse serviço de modo 100% digital à população, Minas Gerais saiu na frente e inaugura o Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis, por meio da Central de Registro de Imóveis do Estado de Minas Gerais (CRI-MG). O sistema foi desenvolvido e será administrada pelo Colégio Registral Imobiliário do Estado de Minas Gerais (CORI-MG) no endereço eletrônico http://www.corimg.org/.

Com a nova Central de Registro, é possível o intercâmbio de informações entre os cartórios de Registro de Imóveis, o Poder Judiciário, a administração pública, o público em geral e, se necessário, o envio das informações aos bancos e às instituições financeiras. Na prática, isso significa redução de até um terço do tempo para a obtenção de um registro para o financiamento de uma casa ou apartamento.

Para a inauguração do sistema, foi convidada a Corregedora Nacional de Justiça ministra Nancy Andrighi que fará o acionamento da Central realizando o primeiro ato de registro eletrônico no País. O convite foi feito pelo Corregedor Geral de Justiça do Estado de Minas Gerais, Antônio Sérvulo dos Santos (representado pelo chefe de gabinete Roberto Brant Rocha e pelo juiz Gilson Lemes), pelo presidente da SERJUS-ANOREG/MG, deputado Roberto Andrade, e pelo presidente do CORI-MG e vice-presidente do IRIB para o Estado de Minas Gerais, Francisco José Rezende dos Santos.

A solenidade acontece na Corregedoria-Geral de Justiça do Estado de Minas Gerais, e a cerimônia será acompanhada por autoridades do Judiciário, da administração pública, bem como de registradores e tabeliães.

A utilização da Central é obrigatória para a totalidade dos oficiais de Registro de Imóveis do Estado de Minas Gerais, observados os seguintes prazos, todos em 2016: a partir de 18 de março, para os serviços de Registro de Imóveis da Comarca de Belo Horizonte; 1º de maio, para os serviços de Registro de Imóveis das demais comarcas de entrância especial e 13 de junho de 2016, para os serviços de Registro de Imóveis das comarcas de primeira e segunda entrâncias.

A Central de Registro atende às exigências do Provimento nº 47, da Corregedoria Nacional de Justiça, de 19 de junho de 2015, que estabelece diretrizes gerais para o Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis – SREI. O normativo busca o aprimoramento e a modernização dos serviços dos cartórios de Registro de Imóveis, a fim de proporcionar maior segurança no atendimento aos usuários, representando inegável conquista de racionalidade, de economicidade e de desburocratização dos serviços.

Nesta quinta-feira, na cerimônia de 80 Anos da Serjus-Anoreg/MG (Associação dos Serventuários de Justiça do Estado de Minas Gerais), o vice-presidente do CORI-MG, Fernando Pereira do Nascimento, ressaltou que a central de registros será apenas uma ponte entre o usuário e os cartórios: “Os documentos físicos não serão eliminados, mas conviverão com os eletrônicos”. Iáconis Batista Vargas, da Corregedoria-Geral da Justiça de Minas Gerais, informou que os cartórios mineiros terão funcionalidades adicionais aos requeridos pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), como a pesquisa de matrícula de imóveis on-line por CPF ou CNPJ.

Sobre o provimento – A regulamentação desse sistema ocorreu em 29 de fevereiro, por meio do Provimento nº 317, do corregedor-geral de Justiça do Estado de Minas Gerais, desembargador Antônio Sérvulo dos Santos, que tratou da forma de acesso e utilização da central, visando, dentre outras utilidades, a necessidade da centralização em plataforma única de informações a respeito da titularidade de domínio e de outros direitos sobre imóveis, viabilizando sua rápida e segura localização, bem como a inscrição de atos judiciais constritivos.

O usuário terá à sua disposição diversos serviços, por meio eletrônico, dentre eles a recepção e envio de contratos e escrituras, a expedição de certidões, a pesquisa de bens e direitos, a prestação de informações e a visualização das matrículas. Além do Judiciário, a administração pública também se beneficiará com a Central de Registro Eletrônico, pois terá a sua disposição um instrumento eficiente e rápido para a sua comunicação com os cartórios de todo o Estado.

Com a implantação da Central, os cartórios de Registro de Imóveis mineiros serão interligados entre si, possibilitando ao usuário requerer certidões referentes a qualquer Registro de Imóveis do Estado de Minas Gerais.

SERVIÇO – Inauguração da Central de Registro de Imóveis do Estado de Minas Gerais
Sexta-feira, 17 – às 14h30
Rua Gonçalves Dias, 2.553 – Lourdes, Belo Horizonte – sede da Corregedoria-Geral de Justiça do Estado de Minas Gerais
Tel. (31) 3237-1887

Caixa recebe critica por volatilidade no crédito imobiliário

São Paulo – A decisão da Caixa Econômica Federal de aumentar a fatia financiável para aquisição de imóveis usados, cerca de um ano após reduzir essa porcentagem, indica a falta de convicção do banco em sua política para crédito imobiliário, afirmou o coordenador do Índice FipeZap, Eduardo Zylberstajn.

O especialista ressaltou que essa volatilidade é negativa para o mercado, uma vez que afeta o planejamento do consumidor para um processo de prazo tão longo quanto o financiamento imobiliário.

“A volatilidade nas regras do jogo prejudica o mercado, pois o consumidor não sabe como serão as normas quando comprar um imóvel”, afirmou o especialista.

“Isso faz com que o planejamento, de um processo de prazo tão longo, seja bastante afetado”, acrescentou.

Mais cedo, a Caixa anunciou a elevação da cota de financiamento do imóvel usado pelo Sistema de Financiamento Habitacional (SFH) de 50% para 70% no caso de clientes do setor privado que queiram adquirir imóveis de até R$ 750 mil.

Para setor público, cota foi elevada de 60% para 80%.

Os imóveis usados financiados pelo Sistema Financeiro Imobiliário, acima de R$ 750 mil, em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, e de R$ 650 mil nos demais Estados, passarão a ser financiados em 60%, dos atuais 40%, para o setor privado.

Para o setor público, cota passou de 50% para 70%

A decisão foi anunciada menos de um ano após a fatia ser reduzida pela Caixa.

Em maio de 2015, a Caixa havia informado a redução da cota de 80% para 50% no caso do SFH e de 70% para 40% no caso do SFI.

Na época, o banco disse que o objetivo era focar a oferta de crédito habitacional em moradias novas.

Já nesta terça-feira pela manhã o discurso trouxe foco mais amplo, envolvendo uma recuperação econômica.

“Essas medidas têm duplo impacto, uma vez que viabilizam o acesso à moradia para a população e aquecem o segmento da construção civil, gerando mais emprego e renda”, ressaltou a presidente do banco, Miriam Belchior Miriam Belchior, em evento ocorrido em São Paulo.

O coordenador da FipeZap ressaltou que o mercado imobiliário precisa ser analisado como um todo, em vez de segmentar entre novos e usados. “Não são mercados separados.

Tem quem compre um novo com o dinheiro da venda do usado. É uma relação próxima e mudanças nas regras, e nas prioridades, podem criar desequilíbrios”, afirmou.

De acordo com o anúncio, a Caixa também vai passar a financiar a compra de um segundo imóvel, nas mesmas condições utilizadas para financiar o primeiro.

Dessa forma, o cliente poderá ter dois imóveis financiados ou mais tempo para vender o primeiro, destacou a presidente do banco.

Apesar da intenção da Caixa em estimular o mercado, o problema do setor não está apenas na disponibilidade de crédito, mas também na demanda por unidades residenciais, afirmou o especialista da FipeZap.

“As pessoas estão com dificuldades no mercado de trabalho e falta confiança para aquisição de um imóvel”, afirmou.

“O impacto da medida da Caixa não vai ser completo, pois é preciso resolver a demanda também, embora o banco não tenha grande influência sobre isso”, afirmou.

Essas mudanças na política da Caixa, de acordo com o especialista, indicam a necessidade de discutir o modelo de financiamento imobiliário no Brasil.

“As alterações mostram que não é clara a maneira pela qual busca-se melhorar o crédito imobiliário”, afirmou. “É preciso pensar no longo prazo e sair do imediatismo”, acrescentou. Lucas Hirata, do Estadão   Conteúdo

STJ decide e optantes por ‘união estável’ deixam de ter mais direitos do que pessoas casadas legalmente

A partilha do patrimônio do casal que vive em união estável não é mais automática. É esta a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça).
A partir de agora, na união estável, o bem pertence ao seu proprietário, a quem comprou e colocou no nome. Se a outra parte entender que tem direito, terá que provar que contribuiu com dinheiro ou esforço para a aquisição.
Ou seja, quem ergueu o patrimônio fica automaticamente com ele, quem acha que ajudou a construí-lo terá que provar que o fez.
Aquela ‘mamata’ de quem entrava só com a fachada na união estável e depois queria metade do patrimônio, definitivamente acabou.
Pelo novo entendimento, os optantes pela união estável deixam neste aspecto patrimonial de ter mais direitos do que aqueles que são legalmente casados.
No caso do casamento, o casal podia realizar o “pacto pré-nupcial” e informar o patrimonio no momento do casamento, isto levava a segurança em caso de separação, o que não ocorria no caso da união estável, o que fazia muito espertalhão – tanto homem, quanto mulher – morar com outro apenas para tirar proveito no momento da separação.

Setor de imóveis intensifica promoções após medidas da Caixa

Rio de Janeiro – O setor imobiliário intensificou ações promocionais no final do primeiro trimestre e enxerga uma melhora da confiança do mercado após as medidas da Caixa Econômica Federal anunciadas esta semana para melhorar a oferta de crédito na indústria.

“Esta notícia da Caixa com certeza ajuda a ter uma liquidez… Na cadeia de vendas do setor imobiliário, quanto tem alguém comprando um imóvel novo, tem alguém vendendo um usado”, disse o co-presidente da construtora Even, Dany Muszkat.

A Caixa apresentou na terça-feira iniciativas para estimular o crédito imobiliário, ampliando a cota de financiamento para imóveis usados da faixa de 40 a 60 para até 80 por cento, com o percentual máximo disponível apenas a funcionários públicos.

O anúncio veio depois que o Conselho Curador do FGTS aprovou no final de fevereiro suplementação de 21,7 bilhões de reais para o orçamento de 2016 para reforçar operações de crédito imobiliário.

As novas medidas vieram no momento em que as construtoras e imobiliárias realizam feirões e promoções para incentivar as vendas no final do primeiro trimestre.

Entre elas, a Even realiza em São Paulo ação em 20 de março que vai oferecer até 50 por cento de desconto em mais de 70 empreendimentos na capital paulista. O estoque pronto da companhia é de 400 milhões de reais, sendo 60 por cento disso na cidade.

“O que a gente tem percebido ao longo de janeiro e fevereiro é que o comprador de imóvel voltou. Ele entendeu que os preços chegaram num patamar interessante em unidades de produtos bem localizado”, disse Muszkat.

Da mesma forma, também na capital paulista e região metropolitana, a consultoria de imóveis Lopes LPSB3.SA, que tem metade do seu estoque de empreendimentos já prontos ou a serem entregues até julho, fará no sábado feirão que vai ofertar 1.300 imóveis, com valor até 38 por cento menor.

Até a construtora MRV, em que 90 por cento dos empreendimentos são enquadrados no programa habitacional Minha Casa Minha Vida, viu com otimismo as medidas da Caixa para tentar destravar o setor, disse Rodrigo Rezende, diretor de vendas da construtora e incorporadora.

Durante março, a MRV está realizando feirões em diversas cidades do Brasil, ofertando 30 mil unidades. “Os descontos de imóveis populares podem chegar até a 15 mil reais, mais ou menos 10 por cento do valor”, disse Rezende.

Vai resolver?

No Brasil, o setor imobiliário encerrou 2015 com estoque de 109,4 mil imóveis residenciais, pouco abaixo das 110,6 mil de um ano antes, segundo dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Mobiliárias (Abrainc). Este patamar precisaria de 14 de meses de vendas para ser zerado.

Com crédito mais restrito e vendas em declínio, os lançamentos de imóveis no país despencaram desde 2015. O foco das principais construtoras e incorporadoras do país tem sido a redução de estoques, com ações promocionais e liquidações agressivas frequentes.

Segundo o executivo-chefe de operações do portal imobiliário VivaReal, Lucas Vargas, atualmente, os maiores descontos acontecem em imóveis específicos, como alguns encalhados em determinados empreendimentos, como é o caso de coberturas ou apartamentos térreos. Na visão de Vargas, ao longo de 2016 pode ser esperada uma oferta de mais unidades nestas promoções.

Porém, para o economista da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Eduardo Zylberstajn, o aumento do crédito sem retomada da confiança do consumidor e melhora do desemprego não resolve todos os problemas do setor.

“É uma questão muito mais do lado da demanda do que da oferta. Esta (medidas da Caixa) não é a bala de prata que vai fazer o setor voltar a brilhar”, disse. Além disso, segundo ele, mudanças muito bruscas nas regras do setor trazem muita insegurança.

A Caixa havia reduzido o percentual de financiamento de imóveis usados há menos de um ano, em meio a um aumento de rigor na concessão de empréstimos.

Ano de 2016 se mostra favorável para quem quer comprar um imóvel

 

Preços tendem a continuar mais baixos e a oferta de promoções deve continuar alta

imoveis_apartamento-novo (Foto: Shutterstock)Construtoras estão com estoque em alta e preços mais baixos.

A crise afetou a economia brasileira e, com o cenário de instabilidade, trouxe como consequência a desaceleração do mercado imobiliário. Se por um lado o cenário não é positivo, por outro criou um clima favorável para quem está pensando em realizar o sonho da casa própria. Como existe uma expectativa de que a economia não vai ter uma recuperação significativa em 2016, a tendência é que os estoques das construtoras continuem altos, os valores mais baixos e que as promoções aconteçam. Porém, é inevitável lembrar que as taxas de juros cresceram bastante. Portanto, fica a pergunta: esta é a hora de comprar um imóvel?

Para quem não tem o valor integral do imóvel, existe um receio muito grande na hora de fechar o negócio. Principalmente porque há uma incerteza em relação ao futuro. Com a economia instável, o emprego e a manutenção da renda também tendem a ficar instáveis. E, para quem vai optar por um financiamento para comprar a casa própria, essas questões pesam principalmente pelo tempo que pode-se levar para quitar a dívida, cerca de 30 anos. “Esse quadro faz com que as pessoas adiem este tipo de projeto a longo prazo”, explica o economista Marcelo Barros.

No entanto, as expectativas econômicas para 2016 ainda são incertas e não existe uma previsão de que haja uma melhora significativa. “O mercado tende a acompanhar a dinâmica da economia e o cenário para este ano ainda é adverso, com expectativa de queda do PIB (Produto Interno Brasileiro)”, diz o economista, para completar que a perspectiva passa a ser melhor para 2017. “Se a economia começar a se ajustar, a tendência é de melhora para o próximo ano”.

Portanto, 2016 se mostra favorável para a compra de um imóvel. Primeiro porque os estoques das construtoras ainda estão em alta, como resultado da retração do mercado em 2015, os preços estão mais baixos e existem muitas promoções. Inclusive, os preços dos imóveis usados seguem a tendência dos novos. E é importante entender que, com a volta da economia a patamares positivos, o mercado volte a ficar aquecido, os valores mais altos e que não exista mais tanta oferta de promoção.

Se a hora é agora, ainda assim é fundamental compreender em quais circunstâncias vale a pena investir em um imóvel. Para quem tem o dinheiro integral para quitar, o momento é o ideal. “Este é o momento perfeito para quem pode pagar à vista porque vai ter um poder de barganha maior”, explica Barros.

Já no caso do financiamento, vale ressaltar que os juros sofreram elevações seguidas por conta da redução dos depósitos e o incremento dos saques de poupança, a principal fonte  dos financiamentos imobiliários. Por isso, nestas condições, o economista sugere que o cliente junte um bom dinheiro para dar de entrada e fechar um financiamento menor, seja em prazo ou no valor das parcelas. “O melhor é dar uma boa entrada, no caso do primeiro imóvel, ou dar o imóvel já existente como entrada, se for uma mudança”, explica.

No final das contas, a ideia tanto para quem pretende pagar à vista ou financiar é a mesma: pesquisar e analisar o imóvel que oferece as melhores condições. “O negócio é procurar com calma, conseguir fechar uma condição melhor, com uma negociação vantajosa e fechar uma aquisição que não vá se arrepender”, afirma Eduardo Zylberstajn, coordenador do Índice FipeZap.

Paciência é a palavra-chave. “As construtoras estão oferecendo excelentes condições para os compradores. O ideal é estudar, comparar as ofertas, barganhar preço e até tentar incluir na negociação os custos inerentes do imóvel, como escritura e ITBI, para tentar negociar um pacote”, conclui Marcelo Barros.

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