Entenda os custos cobrados no valor do condominio

A taxa do condomínio é algo que pesa no orçamento mensal de uma família. Mas você compreende os custos cobrados pelo seu condomínio?

Os valores cobrados em condomínios são definidos de acordo com diversos critérios, como a quantidade de moradores, funcionários e os itens de lazer. Entender quais são as despesas envolvidas ajuda ao morador saber se está pagando um valor justo ou muito alto, vamos entender como funcionam as taxas condominiais.

Os itens de lazer de um empreendimento são muito valorizados na hora da venda do imóvel, eles são um dos principais fatores de influência no valor do condomínio, mas não estão sozinhos nessa, pois existem outros fatores que contribuem para isso como a localização dos imóveis, o tipo de empreendimento e o custo de vida de cada lugar. Na cidade do Rio de Janeiro o valor do condomínio pode chegar a 30% do valor do aluguel. Alguns bairros como Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes a cota condominial representa em média 25% no valor do aluguel. No Méier esse índice chega a 29%.

Despesas fixas

Todo o condomínio tem suas despesas fixas, a maior delas é com o quadro de funcionários. “Este custo ocupa em média de 55% a 64% dos gastos totais”, explica Omar Anauate, diretor de condomínio da Associação Administradora de Bens Imóveis e Condomínios.

Dentre este custo com os funcionários, incluem-se também encargos como o INSS e FGTS e os benefícios, como alimentação e décimo terceiro. Existem também encargos envolvidos em serviços prestados ao condomínio, como o ISS (Imposto sobre Serviço).

Outros gastos fixos são as despesas com a conta de água e energia, além de gastos com a manutenção do prédio, que pode incluir custos mensais de conservação de elevadores, piscinas, revisão de para-raios e outros. Entram na conta também gastos eventuais e gerais. Os gerais seriam gastos destinados a cartório, correio e materiais de limpeza. E nos eventuais, entram gastos com imprevistos, como o conserto de um portão quebrado ou uma reforma necessária naquele mês.

Área de Lazer

As áreas de lazer como piscinas, academias, quadras, saunas e salões de jogos não são os maiores gastos no preço do condomínio, e eles já se encontram inclusos nos gastos mensais com manutenção e funcionários.

“A piscina não tem um custo mensal alto, ela eleva o padrão do prédio, mas a água não é trocada com tanta frequência. Então gastos com funcionários, com energia e água são muito mais relevantes para o valor do condomínio do que as despesas de uma piscina” cita Omar.

Vale ressaltar que se a área de lazer do condomínio for como um clube , não incluindo apenas uma piscina ou uma quadra simples, com baixos custos de manutenção este item pode ser mais relevante para a taxa condominial do que outros.

O fator determinante para o custo alto do condomínio é o número de moradores que dividem as despesas mensais. Quanto maior for a quantidade de condôminos, melhor, pois mais pessoas vão dividir os custos deixando o valor final mais barato.

A AABIC (Associação Administradora de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo) realiza uma pesquisa mensalmente com 400 condomínios da cidade de São Paulo para checar quais são em média os maiores gastos dentro de um condomínio. Ainda que a pesquisa aborde apenas uma cidade, independentemente da região, os dados podem mostrar qual é a divisão média de gastos de um condomínio e como eles variam conforme o tamanho do imóvel.

O quadro abaixo aborda prédios com apartamentos de dois quartos, a Aabic faz uma divisão entre padrão A e B. O padrão B seria um condomínio com uma área comum pequena, com menos segurança e com apenas uma vaga na garagem ou nenhuma. O padrão A seria de um condomínio com mais segurança e com área de lazer que tenha uma piscina, salão de festas e quadra esportiva.

Tipo de despesa Padrão A / valor (R$) Padrão B/ valor (R$)
Pessoal 10.128 9.864
Encargos 4.737 4.707
Benefícios 495 517
Água 2.731 2.945
Energia 1.216 1.281
Manutenção 2.026 2.026
Material de Construção 279 291
Administração 2.430 2.405
Gerais 575 543
Eventuais 1.687 1.889
Total 26.304 26.468

 

Ter áreas de lazer ou não pode ser um fator decisivo na taxa do condomínio, portanto, devemos sempre estar atentos a taxa condominial que pagamos, pois em alguns casos os custos podem estar altos demais para o padrãos dos edifícios e o valor pago não ser justo.Fiquem atentos!

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CASA DE EMPREGADA DOMÉSTICA GANHA PRÊMIO INTERNACIONAL DE ARQUITETURA

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Olhando, assim, do lado de fora; a gente não dá muita coisa por essa casinha, construída na Zona Leste de São Paulo. Mas, para quem entende do assunto, essa foi uma das melhores construções do mundo no último ano, tanto que chegou a receber um prêmio internacional pela originalidade.

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E olha que o reconhecimento não foi de qualquer um. Um dos maiores sites de arquitetura do mundo, o ArchDaily, elegeu a casa de dona Dalvina Borges Ramos,uma diarista de 74 anos, como a vencedora do Building of the Year 2016 (melhor construção do ano).

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Mas, afinal de contas, por quê tanto alvoroço em torno da casinha de dona Dalvina? Por que ela uniu modernidade, conforto, bom gosto, orçamento limitado e o melhor: tudo foi construído na mais pungente urgência.

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A casa da diarista, comprada há 25 anos, em Vila Matilde, começou a chamar atenção depois de uma tempestade, em 2013, quando parte do teto desabou. Como Dalvina tinha economizado um dinheirinho ao longo da vida, ela e o filho, Marcelo Borges, decidiram que era hora de reformar. Para isso, confiaram a missão ao escritório de arquitetura Terra e Tuma, pedindo que fossem rápidos e que gastassem pouco.

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No final de tudo, a casa ficou um verdadeiro primor. Com teto reforçado, detalhe muito importante à dona Dalvina, a casa é uma mistura de ambientes que se encontram, espaço e muito bom gosto. Existe até um pequeno jardim para a diarista se alegrar. Quer ver como tudo ficou?

 

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Brasil entra no caminho da desaceleração imobiliária

Brasil entra no caminho da desaceleração imobiliária

São Paulo – A crise econômica que o Brasil atravessa intensificou o freio do setor imobiliário, um mercado que foi desacelerando, após viver uma época dourada entre 2009 e 2011.

A queda nos preços dos imóveis, o enfraquecimento das vendas e a falta de novas promoções obscureceram o setor em 2015, um ano marcado pelo esfriamento da economia e uma aguda crise política.

A contração do crédito, a alta da inflação e o aumento do desempregominguaram a confiança dos consumidores e aumentaram a pressão sobre um setor que começou a perder força no final de 2012, conforme explicou à Agencia Efe o diretor da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz Fernando Moura.

O número de novas promoções caiu 19,3% em 2015 e as vendas do setor acumularam uma queda de 15,1% com relação a 2014, com base em dados da Abrainc.

Apesar da queda da demanda pela conjuntura econômica, o Brasil tem um déficit de mais de 5 milhões de imóveis, o que, na opinião de Moura, não permitiu o surgimento de uma bolha imobiliária.

De fato, apesar dos elevados preços que imperaram no país nos últimos anos, Moura ressaltou que a queda dos valores não significa uma diminuição da bolha porque nunca houve uma especulação desse tamanho.

“Houve uma valorização dos imóveis por conta do aumento do crédito e à melhora dos prazos de financiamento, o que introduziu muitas pessoas no mercado e aumentou a demanda, mas não houve uma bolha”, comentou Moura.

Os valores alcançaram níveis inusitados, sobretudo no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília, mas os preços iniciaram uma rota descendente que se refletiu especialmente em 2015.

O preço médio da oferta caiu cerca de 9% em termos reais em 20 cidades brasileiras em 2015, mas a contração ainda pode ser maior (entre 15% e 20%), já que o valor anunciado dos imóveis é superior ao montante pelo qual são vendidos, segundo explicou a vice-presidente e analista do Moody’s, Cristiane Spercel.

“Essas quedas dos preços se devem, principalmente, a uma forte contração da confiança do consumidor, que se baseia na incerteza econômica no Brasil, incluindo o emprego deficiente e as taxas de inflação elevadas”, acrescentou.

Segundo o Índice Fipe ZAP, que supervisiona os preços anunciados dos imóveis, o valor dos aluguéis registrou uma queda real – descontada a inflação – de 12,98% nos últimos 12 meses, especialmente no Rio de Janeiro.

Em termos nominais, o aluguel no Rio apresentou uma variação negativa de 8,56% em 12 meses, enquanto em São Paulo se retraiu 4,50%, de acordo com o indicador, que apenas leva em conta os novos arrendamentos e não a variação dos contratos vigentes.

Para o maior sindicato do mercado imobiliário da América Latina, o Secovi-SP, a recuperação do setor está ligada à recuperação da economia, já que há demanda, mas está reprimida.

“A demanda existe, mas está reprimida pela incerteza com relação ao cenário e a compra é postergada até que se solucione a crise”, afirmou à Agência Efe o presidente da Secovi-SP, Flavio Amary.

Para ele, apesar dos impedimentos para os consumidores internos, o Brasil apresenta grandes oportunidades para os investidores estrangeiros devido à forte desvalorização do real, que caiu 48,3% frente ao dólar em 2015. EFE

Tópicos: Crise econômica, Mercado imobiliário

‘Empreendedores é que vão salvar o Brasil’, diz Jorge Paulo Lemann

“Eu vejo o Brasil atual como um lugar de muitas oportunidades”, defendeu Jorge Paulo Lemann em evento organizado pela Endeavor nessa quinta-feira (13/8), do qual o Na Prática participou. Falando para uma audiência de cerca de oitocentos empreendedores, além dos que acompanhavam o evento online, o empresário disse acreditar que vão se sobressair aqueles que souberem enxergar oportunidades nos momentos de dificuldade.

Para ele, o contexto econômico atual no Brasil proporciona um aprendizado intenso para o mercado e a indústria. “Dificuldade gera a necessidade de melhorar”, explica. Na sua opinião, são os empreendedores brasileiros que vão salvar o país da crise.

Como exemplo de dificuldade tornada em oportunidade, ele menciona o Banco Garantia, que por anos foi considerado um dos mais prestigiosos e inovadores bancos de investimentos do país. A verdade é que, quando ele foi comprado – ainda como uma pequena corretora – a intenção de Jorge Paulo era fazer dela a melhor corretora de bolsa do Brasil. Acontece que, um mês depois da compra, a bolsa brasileira quebrou. Foi a dificuldade que obrigou o empresário a buscar por novidades. Assim, a empresa se reinventou e acabou aproveitando uma oportunidade surgida pouco depois, com as ORTNs (Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional), tornando-se a maior operadora desse tipo de papel. “A coisa nunca é uma linha reta”, conclui.

Além de ser capaz de aproveitar essas oportunidades, o empreendedor que vai ser bem-sucedido em tempos de crise também precisa ser resiliente. “Vocês não podem desanimar na primeira dificuldade, na primeira volta para trás. Vai se dar bem quem continuar”, disse. Ele usou a própria trajetória como exemplo de que os altos e baixos fazem parte da carreira de qualquer empresário, e ressaltou a necessidade de aprender e melhorar a cada erro.

Errando que se aprende Com a falência de seu primeiro empreendimento, uma financeira que montou junto com outros egressos de faculdades norte-americanas, aprendeu que o empreendedor deve buscar sócios com perfis diversos e diferentes dele próprio. “A empresa faliu porque não tinha quase nenhuma administração, todos os sócios eram parecidos só queriam saber de fazer negócios, daí ninguém cuidava da retaguarda administrava”, reconheceu. Com a venda e posterior fechamento do icônico Banco Garantia, ele aprendeu a importância da visão a longo prazo. “No Garantia, estávamos muito focados nos resultados a curto e médio prazo, e então nos meus próximos negócios comecei a mudar essa visão, olhar mais longe”, explica Jorge Paulo, fazendo referência aos empreendimentos que está a frente hoje, como a cervejaria AB Inbev e a Kraft Heinz.

Para ele, setenta por cento do esforço do empreendedor deve estar voltado para o sonho grande, enquanto os trinta por cento restantes devem estar focados em aprender com as decisões erradas e melhoras.

O hábito de esquadrinhar um ou mais aprendizados diante de cada erro ou fracasso é uma herança das quadras de tênis, como ele gosta de dizer. Foi a necessidade de aperfeiçoar sua técnica diante de cada partida perdida que fez o empresário apostar sempre na possibilidade de melhoria e crescimento. “É simples: sem esforço você não tem resultado”, diz. Ele começou a praticar o esporte desde cedo e, aos nove anos, perdeu para seu principal rival. Aos doze, sofreu uma derrota para um jogador boliviano. “O tênis foi muito importante pra me habituar a não ganhar sempre, me preparou para perder. Toda vez que eu perdia tentava analisar por que, ou o que não tinha dado certo e o que melhorar na próxima vez.”

Focar no essencial Segundo o empresário, outra habilidade que faz o empreendedor se sobressair é a capacidade de distinguir o que é fundamental daquilo que é secundário – e focar os esforços naquilo que realmente importa. Quando estudava em Harvard, tinha o objetivo de acabar a graduação no menor tempo possível e, para isso, acabava acumulando diversos cursos em um mesmo semestre. “Eu reduzia cada uma das disciplinas às cinco coisas básicas que eu tinha que aprender com elas, e desenvolvi essa técnica de focar em cinco pontos principais”, explica. Hoje, suas empresas possuem cinco metas básicas e essenciais, assim como os funcionários.

fonte:Rafael Carvalho, do na Pratica , em 14.08.2015

Distratos de vendas cresceram 20,2% em 2015, mostra Abrainc

Associação espera recuo no volume de rescisões de negócios ao longo deste ano

 

O setor imobiliário encerrou o ano de 2015 com um volume crescente de distratos. As vendas rescindidas totalizaram 12,9 mil unidades no quarto trimestre de 2015, montante que representa alta de 20,2% em relação ao mesmo período de 2014. Por outro lado, em termos relativos, houve um recuo na proporção distratada das vendas até dezembro de cada ano: no quarto trimestre de 2014, 2,4% das vendas foram distratas até dezembro daquele ano, enquanto na mesma base de 2015, este patamar foi de 0,1%.

Os dados divulgados nesta quinta-feira (18) são os primeiros sobre distratos apurados pelo índice Abrainc-Fipe, lançado em agosto do ano passado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). A pesquisa sobre os cancelamentos considera os dados de 13 incorporadoras de grande porte que fazem parte da associação. Os demais dados do indicador levam em conta dados de 19 companhias.

Segundo o levantamento, as vendas ficaram bastante acima dos novos projetos ofertados no mercado. Houve queda de 19,3% nos lançamentos no acumulado de 2015, totalizando 60,3 mil unidades. As vendas, por sua vez, recuaram 15,1%, e totalizaram 108,9 mil unidades, patamar bastante acima dos lançamentos.

No quarto trimestre de 2015, foram lançadas 17,8 mil unidades, o que representa uma queda de 29,6% ante ao mesmo trimestre de 2014. No mesmo período, foram vendidas aproximadamente 25,6 mil unidades, retração de 19,8%.

O estoque de imóveis novos disponíveis para comercialização (que considera os lançamentos e as demais unidades que já estavam no estoque) tiveram um leve recuo de 0,5%, passando de 110 mil unidades em dezembro de 2014 para 109,4 mil unidades em dezembro de 2015. No ritmo de vendas do último trimestre de 2015, seriam precisos 14,4 meses para liquidar esse estoque.

Para este ano, a expectativa da Abrainc é de um ano difícil, principalmente devido à falta de confiança dos agentes econômicos para fechar negócios. No entanto, há sinais de resiliência na demanda dos consumidores por imóveis, segundo o vice-presidente executivo da Abrainc, Renato Ventura.

“Os lançamentos estão mais restritos por todo o cenário nacional, e vemos diminuição nas vendas, mas elas acontecem em um patamar mais alto do que a quantidade lançada. Por isso há uma resiliência na demanda”, analisou Ventura.

A opinião é compartilhada pelo economista da Fipe, Eduardo Zylberstajn. “Chama muito atenção o fato de as vendas terem sido quase o dobro do que a oferta de novas unidades”, apontou Zylberstajn.

Ventura acrescentou ainda que acredita que os distratos de vendas continuem em um volume relevante nos próximos meses, mas com tendência de redução devido ao menor volume de negócios do mercado como um todo.

Em relação ao número de entregas de imóveis, a queda foi de 25,3% em 2015, totalizando 126,8 mil unidades. Já na comparação trimestral, a retração foi de 39,2%, para 31,3 mil unidades.

Fonte: Revista Construção Mercado

Os imóveis que você pode financiar de acordo com a sua renda

Os imóveis que você pode financiar de acordo com a sua renda

São Paulo – Com o crédito imobiliário mais caro e restrito e a piora do cenário econômico, o valor máximo do imóvel que o brasileiro pode financiar de acordo com sua renda foi reduzido de 2% a 5% nos últimos oito meses, revela uma pesquisa do Canal do Crédito, realizada a pedido de EXAME.com.

A queda é ainda maior se considerados os últimos 12 meses. Nesse período, o valor máximo que pode ser financiado chegou a ser reduzido em até 16% para quem tem renda familiar de 6 mil reais.

O levantamento do site, que compara os custos de financiamentos, revela o valor máximo do imóvel que o comprador consegue financiar hoje de acordo com sua renda familiar. Para isso, foram consideradas dez faixas de renda, que variam de 3 mil reais a 40 mil reais.

A pesquisa foi feita com base nas condições de financiamentos de quatro dos principais bancos que atuam na concessão de crédito imobiliário atualmente: Banco do BrasilItaúBradesco e Santander.

Apesar de ser responsável por cerca de 70% dos financiamentos de imóveis no país, a Caixa ficou de fora do levantamento porque em 2015 o banco passou a exigir maiores valores de entrada nos financiamentos. Como o objetivo é mostrar o valor máximo que pode ser financiado com a menor entrada possível, o Canal do Crédito optou por não incluir o banco na pesquisa para não distorcer o resultado do estudo.

Os quatro bancos incluídos no levantamento aumentaram as taxas de seus financiamentos imobiliários nos últimos meses. Atualmente, a taxa média de juros cobrada nas quatro instituições financeiras é de 11,20%. Em maio de 2015, a taxa média era de 10,70% e em setembro de 2014 era ainda menor, de 9,17%.

De acordo com o estudo, quem tem uma renda familiar mensal de 6 mil reais, por exemplo, consegue atualmente obter crédito para comprar um imóvel de até 175 mil reais nos quatro bancos. Em maio do ano passado, famílias com a mesma renda conseguiam obter até 185 mil reais para financiar a compra do imóvel, valor 5% maior.

A redução no valor máximo de financiamento é resultado do aumento dos juros. Como os bancos não permitem que as parcelas superem 30% da renda do tomador, uma família que manteve sua renda mensal em 6 mil reais, por exemplo, não consegue obter o mesmo limite de crédito de antes porque com a elevação dos juros o financiamento passa a abocanhar uma parcela maior da sua renda.

Veja na tabela a seguir o valor máximo que pode ser financiado na compra do imóvel por famílias em dez faixas de renda.

Renda familiar mensal Valor máximo do financiamento do imóvel Variação do valor máximo do ifinanciamento do móvel de maio/2015 a janeiro/2016 Variação do valor máximo do financiamento do imóvel de janeiro/15 a janeiro/16
R$ 3 mil R$ 90 mil -5% -14%
R$ 6 mil R$ 175 mil -5% -16%
R$ 8 mil R$ 240 mil -4% -14%
R$ 10 mil R$ 310 mil -2% -12%
R$ 12 mil R$ 365 mil -3% -14%
R$ 15 mil R$ 460 mil -2% -13%
R$ 20 mil R$ 615 mil -2% -13%
R$ 25 mil R$ 770 mil -4% -13%
R$ 30 mil R$ 925 mil -5% -13%
R$ 40 mil R$ 1,23 milhão -2% -13%

Fonte: Canal do Crédito

O levantamento considera o financiamento de imóveis usados pelo sistema de amortização SAC, no qual os valores das parcelas da dívida são decrescentes. O valor de entrada necessário simulado foi de 20%, valor mínimo exigido pelos bancos para o financiamento.

Foi utilizado ainda um prazo de financiamento de 30 anos, período máximo no qual os bancos financiam o imóvel. A simulação incluiu os custos dos seguros obrigatórios –  Morte e Invalidez Permanente (MIP) e Danos Físicos ao Imóvel (DFI) –  e realizou a cotação dos preços na mesma seguradora, a BB Seguridade, e para um comprador que tenha 40 anos de idade.

A simulação levou em conta as taxas balcão, que são apresentadas a clientes que não têm relacionamento prévio com a instituição financeira. Caso o cliente já seja correntista do banco os juros cobrados podem ser menores.

A pesquisa considerou a renda familiar bruta porque esse é o parâmetro utilizado pela maioria dos bancos para liberação do financiamento. Uma família composta por duas pessoas, por exemplo, que ganhe 5 mil reais por mês cada, tem uma renda familiar de 10 mil reais caso ambas participem do financiamento.

Em alguns bancos, como o Itaú, o parâmetro para liberação do financiamento pode considerar a renda líquida. Ou seja, o valor da prestação terá de corresponder a 30% da renda já líquida de impostos e eventuais descontos de salário no caso de trabalhadores formais, por exemplo. Ou seja, o valor máximo financiado pode ser ainda menor e, consequentemente, o valor de entrada exigido pode ser maior.

O levantamento é apenas um indicador, já que os bancos podem emprestar uma quantia menor ou até negar a concessão do crédito para a compra do imóvel caso a família seja composta por trabalhadores informais ou alguns dos membros da família esteja inadimplente, já que o risco do empréstimo fica maior.

Oportunidades

A perda do poder de compra do imóvel pode ser compensada por eventuais descontos que podem ser obtidos na compra. “O estoque de imóveis disponíveis não diminuiu significativamente. A grande oferta de unidades e desaceleração das vendas facilitam a obtenção de descontos”, diz Prata.

Contudo, quem busca boas oportunidades de compra deve oferecer o maior valor de entrada possível para diminuir o custo do financiamento, recomenda o diretor do Canal do Crédito. Quanto mais alto o valor, mais baixos serão os juros pagos pelo comprador.

Não é indicado, porém, utilizar toda a poupança para a compra do imóvel, diz Prata. O comprador deve ter uma reserva financeira para situações imprevistas, como uma eventual perda do emprego, que pode comprometer o pagamento da dívida. “Se o comprador tem apenas o valor da entrada, ou se esse valor for muito baixo, talvez seja melhor adiar a compra”, afirma o presidente do Canal do Crédito.

Apartamentos menores ganham cada vez mais destaque na capital paulista

Com os valores dos imóveis cada vez mais caros nas grandes cidades, os imóveis compactos, os chamados apertamentos, têm ganhado cada vez mais destaque na estratégia das construtoras. Aliada à demanda, principalmente, de casais ou solteiros fizeram com que a oferta de compactos aumentasse entre os lançamentos na capital. A venda costuma ser rápida e a localização também conta na hora de as construtoras escolherem por esse tipo de projeto.

“As novas gerações mudaram bastante. Antigamente, no mercado imobiliário, você tinha grandes apartamentos, com grandes áreas, sala de jantar para receber muitas pessoas. Hoje isso já não é mais visto como o desejado. Os conceitos mudaram, são mais simples, e geram facilidade na vida cotidiana. Se formos fazer um comparativo, antigamente tínhamos o desktop como item de desejo quando falávamos em tecnologia. Hoje as pessoas querem ter o celular com tudo a mão, querem ter mobilidade. No nosso mercado o que acontece é similar: não mais o conceito de muitas vagas de garagem, plantas enormes de imóveis. Acredito muito em conceitos como mobilidade, simplicidade, otimização de espaços, serviços compartilhados, tornar a vida mais simples e mais moderna. Nossa proposta é reinventar a cidade. Propor às pessoas que moram perto do trabalho, perto do lazer e que possam desfrutar da vida e não ficar desperdiçando o tempo no caos do trânsito, com horas de deslocamento”, diz Alexandre Frankel, CEO da Vitacon Incorporadora e Construtora.

Em média, os apartamentos compactos têm cerca de 30 metros quadrados, mas há casos de unidades com apenas 18 m². “Em geral, são unidades produzidas para atender a novos perfis de consumidores que moram sozinhos ou que estão iniciando a vida a dois, ou à facilitação de deslocamento dentro das cidades, caso de executivos que moram perto do trabalho na semana (em um apartamento menor) e, nos fins de semana, moram com a família. Há, ainda, investidores que se interessam na aquisição desses apartamentos que possuem valores de investimentos pequenos para renda de locação”, diz Nelson Parisi Júnior, presidente da Rede Secovi de Imóveis.

Apesar de pequenos, se engana quem pensa que esses imóveis não têm todas as funcionalidades de uma unidade com tamanhos maiores. Há casos, inclusive, de apartamentos compactos com varanda gourmet. “Temos uma planta de 33m² em Osasco, que tem terraço gourmet, sala de jantar, sala de TV, quarto com banheiro. Neste caso, trata-se de um imóvel voltado para o Minha Casa, Minha Vida, porém, o fato é que esses apartamentos compactos podem ter todas as funcionalidades de um outro imóvel. No entanto, com o tamanho menor, mas bem divididos e para atender às necessidades do cliente”, afirma Dante Seferian, CEO da Danpris.

imoveis_cozinha_compacta (Foto: Shutterstock)Algumas pessoas preferem a facilidade de ter um apartamento pequeno.

“Os compact homes (casas compactas) atraem variados perfis de clientes. Temos desde investidores, que sabem que imóveis são um investimento seguro, até moradores de outras cidades que quando vêm a São Paulo, optam por ter um ponto fixo e bem localizado na cidade. Além disso, temos obviamente solteiros que preferem uma opção de apartamento menor, de alto padrão, mas também mais acessível. Como somos bastante flexíveis em opções de planta e personalização, temos também famílias morando em nossas casas compactas, já que os apartamentos oferecem a flexibilidade de se adequarem a um padrão de studio, 1 ou 2 dormitórios, de acordo com as necessidades do cliente”, diz Flávia Matos, Marketing da Exto Incorporação e Construção.

A localização desses imóveis também têm aspecto importante. De acordo com especialistas, muitas vezes o cliente busca um imóvel em uma região de alto padrão, mas só consegue adquirir um apartamento compacto neste local. Por outro lado, têm aqueles que querem imóveis próximos a região mais central, com bom transporte público e com infraestrutura melhor. “É um público muito variado, que vai desde o alto padrão até as pessoas que querem morar perto da faculdade, por exemplo”, considera Seferian.

Além disso, há diversos benefícios ao se investir em um imóvel compacto. “O primeiro deles é o tíquete médio mais baixo, o que aumenta muito a quantidade de pessoas que teriam acesso à compra de um apartamento. A praticidade também é um fator relevante, já que um imóvel menor requer menos cuidados e manutenções”, afirma Flávia.

Quer saber mais sobre mercado imobiliário? Acesse: http://bit.ly/AptoPequenoSPApartamentos menores ganham cada vez mais destaque na capital paulista