BTG negocia venda da Rede D’Or em caráter de emergência

Fonte: BTG negocia venda da Rede D’Or em caráter de emergência

Dream team de empresários doa tempo, dinheiro e conhecimento para melhorar as cidades brasileirasPrograma Juntos pelo Desenvolvimento Sustentável busca levar a eficiência do setor privado para a administração pública, a exemplo do que fez Michael Bloomberg em NY

O ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg se tornou referência mundial em gestão ao aplicar na vida pública o que aprendeu ao longo de uma sólida carreira como empresário. Para ele, a política nunca foi um fim em si mesma, mas o meio de alcançar objetivos concretos. Bloomberg soube se colocar acima de partidos: eleito republicano, virou democrata e depois independente. Bilionário e dono de um império das comunicações, passou a usar a filantropia para transmitir conhecimento e encorajar outros prefeitos a comprar as brigas certas. Diz ele: “Líderes locais são responsáveis por fazer, não debater. Por inovar, e não argumentar. Por pragmatismo, e não partidarismo. Temos de entregar resultados.”
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Sua trajetória é o exemplo prático de um discurso cada vez mais forte mundialmente, inclusive no Brasil, onde um grupo de empresários trilha o mesmo caminho. Ninguém planeja se candidatar a prefeito, mas, para que as cidades se desenvolvam, estão dispostos a doar o que têm de mais valioso: seu tempo e sua experiência à frente das maiores empresas do país. É o coletivo Juntos pelo Desenvolvimento Sustentável.
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O integrantes formam uma espécie de dream team do empresariado nacional: Jorge Gerdau, dono da maior siderúrgica do país, Rubens Ometto, dono da Cosan, gigante da produção de açúcar e etanol, Pedro Paulo Diniz, da família fundadora do Grupo Pão de Açúcar, José Ermírio de Moraes Neto, da Votorantim, Ricardo Villela Marino, do Itaú Unibanco, Wilson Ferreira Júnior, da CPFL, José Roberto Marinho, das Organizações Globo, e Carlos Jereissati Filho, do Grupo Iguatemi, entre outros.

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A exemplo do que fez Michael Bloomberg, foi o ambiente filantrópico que impulsionou a transformação. O Juntos é gerenciado pela Comunitas, organização social criada pela ex-primeira-dama Ruth Cardoso (1930-2008). Boa parte das 12 cidades do programa conta com um empresário padrinho, alguém ligado ao local e que acompanha de perto o que é feito. Assim, os empresários participam de uma reunião mensal geral e outra trimestral com os prefeitos apadrinhados, todas presenciais. “Não tem nada de mandar representante, é preciso ir pessoalmente”, afirma Regina Esteves, diretora-presidente da Comunitas e quem coordena os trabalhos do Juntos.
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Achar um mesmo horário na agenda de todos esses líderes já é um primeiro desafio, mas é claro que os problemas municipais a serem vencidos são bem mais complexos. A busca pelo equilíbrio fiscal encabeça a lista de dificuldades, seguida pelas dores de cabeça criadas pela burocracia e por leis malfeitas que asfixiam os bons projetos. O Juntos também destina recursos para as ações municipais, 100% privados.  A verba disponível até 2016 é de 47 milhões de reais.
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Do outro lado, estão os prefeitos, escolhidos independentemente de partidos. O que pesa na seleção do Juntos é que os gestores estejam no primeiro mandato e tenham nomeado seus secretários seguindo critérios técnicos. Também precisam estar dispostos a integrar empresários e população para fortalecer a rede local. Seguem a lógica narrada no livro Metropolitan Revolution, de 2013, com histórias de cidades americanas que superaram seus problemas fazendo uso de uma teia de conexões regionais. Para o bem e para o mal, nenhuma delas teve ajuda do governo federal ou dos estaduais para sair de suas crises. A narrativa corrobora a tese de que são os líderes regionais, e não os nacionais, os que têm maior capacidade de agir. Nas palavras de Bruce Katz, vice-presidente do Brookings Institution e coautor do livro: “Os centros urbanos tornaram-se o coração de todo tipo de mudança ambiental, social e econômica”. O mesmo vale para o Brasil.
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Os prefeitos que não colocarem em prática as determinações do Juntos correm o risco de serem cortados do programa. A linha-dura faz parte do esforço em implantar a cultura corporativa na gestão pública, o que significa, inclusive, oferecer aos servidores municipais a chance de se aperfeiçoar em cursos no exterior.
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Atualmente, o Juntos está presente seis estados e em doze cidades: Campinas (SP), Curitiba (PR),  Juiz de Fora (MG), Paraty (RJ), Pelotas (RS), Santos (SP), Teresina (PI) e Itirapina (SP) – esta última uma ação conjunta que inclui Brotas, Corumbataí, Limeira e São Carlos, também no interior paulista. Abaixo, algumas histórias sobre a capacidade das cidades brasileiras de resolverem seus próprios problemas quando dadas as condições para isso. É o início da nossa revolução metropolitana.
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Lagoa do Taquaral, em Campinas (Foto prefeitura)

Campinas (SP)
Wilson Ferreira Júnior (CPFL)
Primeira a entrar para o Juntos, Campinas acelerou a aprovação de pequenas construções, que representam 70% dos pedidos enviados à prefeitura. São residências, comércios de até 500 metros quadrados e instituições de até 1.000 metros quadrados. O tempo entre a entrada do pedido de construção e a emissão do alvará baixou de dois meses para um dia. Se houver desvios, a prefeitura pode aplicar multas ou embargar o projeto .
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Paraty: apesar da Flip, nada de IPTU nem abastecimento (Cristiano Muniz / PMP)

Paraty (RJ)
Padrinho: José Roberto Marinho (Organizações Globo)
Acostumada a receber royalties do petróleo, Paraty nunca se preocupou com a arrecadação municipal. Até que, em 2013, a fonte secou. José Roberto Marinho foi o líder destacado para ajudar a reequilibrar as contas municipais. O primeiro passo foi cobrar o IPTU, que quase ninguém pagava. Pousadas declaradas como residências e outras irregularidades encobriram 3.000 imóveis do pagamento do imposto. Água encanada e esgoto foram outra novidade. Mesmo sediando a Flip, a festa literária internacional que leva ao município milhares de visitantes anualmente, a cidade não tinha rede de abastecimento decente para a população. Até o final deste ano, todos os moradores deverão ter água encanada em casa, e a rede de esgoto deve abranger 80% das residências até o final do ano que vem.

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UBS em Pelotas: aumento de 30% no atendimento (Foto Eduardo Belkeske)

Pelotas (RS)
Padrinho: Carlos Jereissati Filho (Grupo Iguatemi)
A tecnologia foi a principal aliada para melhorar os serviços públicos, começando pela saúde. Um software permitiu o acompanhamento das metas de governo e, paralelamente, médicos, enfermeiros, moradores e agentes simularam ser pacientes com as mesmas limitações daqueles atendidos pela Unidade Básica de Saúde. O teste ajudou a identificar quais eram as melhorias necessárias para o espaço e como reestruturar os serviços. A reforma de uma das unidades permitiu aumento de 30% nos atendimentos.

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Itirapina, onde ganha força a conexão com cidades vizinhas (Foto Prefeitura)

Itirapina (SP)
Padrinho: Pedro Paulo Diniz (Grupo Pão de Açúcar)
O município é o centro de um consórcio que inclui Brotas, Corumbataí, Limeira e São Carlos. Todas essas cidades compartilham um sistema de compras públicas que torna as aquisições mais ágeis e localiza os melhores preços. A ferramenta mostrou que o quilo do sal para a merenda escolar custava 0,96 real em Corumbataí e 1,25 real em Brotas. A comparação dá argumento aos gestores para negociar e, assim, conseguirem economizar.

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“Faça-se a Luz”: Iluminação natural na arquitetura

No que tange à questão iluminação no âmbito da sustentabilidade de edificações, o senso comum é observar em primeira instância o uso de tecnologias ativas de baixo consumo, como o LED.

É fato que o custo desse sistema vem reduzindo e portanto sua aplicação ampliada. No entanto a forma mais sustentável e saudável de iluminação, ainda pouco explorada em projetos no país é a iluminação natural. Por mais óbvio e simples que possa parecer, ainda não observamos a iluminação natural como meta de projeto.

É comum estabelecermos metas para desempenho energético, por exemplo, principalmente em projetos que buscam algum tipo de certificação. Porém a iluminação natural, sob o ponto de vista do conforto ambiental não tem sido explorada em seu potencial. Projetistas em geral relegam a qualidade da iluminação natural à segundo plano, quase que como consequência do desenho de fachada em função de suas metas energéticas e estéticas.

Insisto sempre em meus artigos e em minha prática profissional que a sustentabilidade real de edifícios começa na boa arquitetura, sendo as tecnologias secundárias. Esse “mantra” é especialmente verdadeiro no quesito iluminação natural.

A iluminação natural, ao contrário das mais avançadas tecnologias ativas não apenas pode fornecer condições ambientais adequadas às diversas atividades humanas no ambiente construído, como também é comprovadamente benéfica à melhoria de produtividade, bem estar e satisfação no ambiente de trabalho e de ensino, auxilia na recuperação de pacientes em hospitais, além de nos conectar com o ambiente externo reduzindo níveis de stress e fadiga. Não há nada mais sustentável do que cuidar do bem estar do ser humano e ainda mais com consumo energético reduzido. Nenhuma tecnologia é capaz de desempenhar esse papel.

Atingir adequados níveis de iluminação natural, com reduzido risco de ofuscamento não é tarefa simples. É necessário que se compreenda com precisão a trajetória solar em determinada localidade, avaliar zonas e horários de sombreamento, assim como possuir detalhado conhecimento acerca das condições lumínicas do céu específico da região em que se projeta. A utilização de avançados métodos de análise computacional podem (e na maioria dos casos devem) ser utilizadas na exploração de opções de projeto capazes de fornecer as informações necessárias à concretização de metas de desempenho.

O processo de exploração paramétrica computacional em iluminação natural foi utilizado pela Ca2 Consultores Ambientais Associados no auxílio à concepção arquitetônica da nova agência da Caixa Econômica Federal no Campus da USP, atualmente em construção. Demonstramos, através da exploração computacional, as melhores estratégias para que se atingissem níveis adequados de luz natural com controle de ofuscamento. Foram projetados brises específicos para cada fachada, além do dimensionamento e posicionamento de claraboias na cobertura e adequada especificação de vidros. A imagem que ilustra essa matéria é fruto desse trabalho (simulação computacional de luz natural com o uso do software Radiance)

Maiores detalhes do projeto em: http://www.ca-2.com/#!caixa/vk3ot

(Por: Marcelo Nudel, sócio- proprietário e consultor na Ca2 Consultores Ambientais Associados)

Sobre

Estruturação e Gestão de Negócios Imobiliários
Produto
Assessoria para identificação de oportunidades, criação, desenvolvimento e gestão de negócios imobiliários, em três frentes de trabalho:

Estruturação de negócios imobiliários: Identificação da oferta de terrenos, pesquisa de mercado, concepção do produto, estudos de viabilidade e estruturação financeira do negócio.

Prospecção e gestão de negócios imobiliários:
Prospecção de empreendimentos imobiliários já estruturados e concebidos para serem ofertados a investidores do mercado imobiliário.

Gestão de parcerias: Identificação e aproximação de empresas incorporadoras e construtoras com perfis semelhantes, que apresentem sinergia quanto aos processos, às pessoas e à filosofia de gestão, com o objetivo de estabelecer parcerias.
Atividades
Em todas as etapas dos negócios imobiliários, tanto em empreendimentos como em parcerias, exercendo uma gestão pró-ativa e transparente.

Estruturação, prospecção e gestão de negócios:
• Estruturação de novos negócios.
• Prospecção e análise de empreendimentos.
• Monitoramento dos processos e resultados do empreendimento com ação preventiva e ação corretiva.
• Gestão transparente do negócio com relato permanente aos investidores e incorporadores.

Gestão de parcerias:
• Aproximação de empresas.
• Negociação da parceria.
• Definição da estratégia da parceria.
• Transferência de tecnologia de operação e gestão.
• Monitoramento de resultados da parceria, com desenvolvimento de empreendimentos da parceria e gestão dos empreendimentos resultantes da parceria.
Resultados
• Conquista, pelas partes interessadas, do mais alto grau de satisfação em relação ao negócio imobiliário, tanto pela maximização dos resultados como pelo fortalecimento institucional.

• Transparência e profissionalismo do negócio, concentrando os esforços de todos os envolvidos no sentido do resultado.
*Avaliação Patrimonial

O que fazer para tornarmos as nossas cidades melhores?

Precisamos urgentemente parar o crescimento anárquico das nossas cidades, algumas atitudes certamente contribuiriam para esta melhoria e para o nosso bem estar. Este  talvez seja um dos temas mais importantes a ser discutido atualmente e tem recebido pouca atenção dos gestores públicos e da mídia em geral.

O legado de nossas cidades com um crescimento tão rápido da frota de veículos nos últimos anos, sem a mínima infraestrutura viária está gerando um cenário de caos urbano. Os nossos governantes não conseguem mais prover uma quantidade “eficiente” de infraestrutura nos locais onde é necessária. Precisamos urgentemente nos envolver mais intensamente com os nossos vereadores, autoridades e meios de comunicação social para contribuir com uma solução mais harmoniosa neste caos. Como o crescimento urbano é um processo complexo e dinâmico, tentar desenhar a cidade de cima para baixo não tem sido a melhor solução, esta formula não consegue mais acompanhar as mudanças dos interesses e das demandas da população, que vive e usa no cotidiano estes equipamentos oferecidos pelo planejamento atual. Diante destes desafios dois pontos são muito importantes para nossa reflexão:

  • Promover a mobilidade alternativa e valorizar os pedestres. Nos últimos cinco anos, as principais vias das nossas cidades tiveram um aumento médio do uso de carros particulares em 20%. Isto significa que, além do crescimento desordenado, a nossa preferência no transporte contribui para o agravamento da situação de mobilidade na cidade. Precisamos  investimentos no setor e uma mudança cultural para inverter as tendências.
  •  Precisamos urgentemente reinventar o espaço público. Cidade significa viver os espaços públicos com qualidade. Criar espaço é apenas metade do desafio; a outra parte é manter o espaço público atrativo e lhe dar vida real. A reciclagem de muitos destes espaços é sempre muito positiva para o bem-estar de longo prazo da população urbana.

Sempre lembrando que em nenhum período da história da humanidade, houve mais pessoas vivendo nas cidades do que temos atualmente, este fato deve levar os legisladores e os agentes públicos a rever alguns conceitos que atualmente estão em vigor.

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