Em contêineres, 82 pontos de ônibus com energia solar e jardins suspensos devem ser construídos em Cuiabá

Um projeto prevê a construção de 82 pontos de ônibus, usando a estrutura de contêineres, em Cuiabá, por meio de parceria com empresas privadas. De acordo com a prefeitura da capital, será feito um chamamento público para que as empresas interessadas possam se manifestar e custear o projeto.

O primeiro já está sendo construído na Avenida do CPA. Os outros serão instalados em diferentes regiões da cidade, onde o fluxo de passageiros varia em uma média de 5 a 10 mil pessoas por dia.

Em troca da construção, segundo a prefeitura, as empresas poderão usar o espaço para publicidade.

Os contêineres usados para o transporte de cargas serão reaproveitados. Eles devem passar por um processo de restauração, com a garantia de pelo menos mais 15 anos de vida útil.

Abrigos serão construídos por meio de parcerias com empresas (Foto: Prefeitura de Cuiabá/Divulgação)Abrigos serão construídos por meio de parcerias com empresas (Foto: Prefeitura de Cuiabá/Divulgação)

Abrigos serão construídos por meio de parcerias com empresas (Foto: Prefeitura de Cuiabá/Divulgação)

A diferente alternativa encontrada para garantir maior comodidade ao cidadão é fruto de um trabalho integrado entre a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) e a Secretária Extraordinária dos 300 Anos.

Os pontos usarão placas solares para a iluminação e terão pontos de USB para recarga de celulares, além de uma biblioteca com livros.

As estruturas também terão jardins suspensos, que serão cobertos por plantas ornamentais.

Com essa dinâmica, empresas conquistam o direito legal de explorar o espaço com o uso de publicidade, à medida que também assumem a responsabilidade de zelar pelo lugar, com as devidas manutenções necessárias.Com o prazo mínimo de cinco anos para exploração, é possível que esse período seja prolongado conforme a legalidade dos trâmites institucionais.

Fonte: G1

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Terceirização imobiliária ganha cada vez mais espaço no Brasil

Por Abril Branded Content

O termo “terceirização imobiliária” ainda não é muito comum entre as empresas brasileiras, mas, assim como o conceito que representa, deve ganhar popularidade nos próximos anos. A terceirização nada mais é do que a busca, por parte das companhias, pela locação de espaços corporativos ofertados por investidores imobiliários profissionais, seja por meio de imóveis prontos e disponíveis para ocupação ou ainda de novas construções a serem feitas sob medida para a sua operação.

Na prática, a terceirização funciona assim: uma empresa precisa colocar uma nova fábrica ou um centro de distribuição, ou mesmo um escritório, em operação e, em vez de comprar o terreno e construir as instalações arcando com todos os custos e riscos, que não são do seu negócio principal, procura um parceiro especializado que possua empreendimentos prontos ou que possa construir áreas otimizadas para as atividades de sua empresa. Caso sua operação necessite de uma infraestrutura específica, esse parceiro consegue construir o prédio de acordo com as necessidades do negócio e alugá-lo à empresa interessada.

Geralmente, essa operação customizada se torna uma boa alternativa porque oferece uma série de vantagens operacionais e financeiras ao locatário. Recurso imobilizado na obra, gestão de inúmeros fornecedores, burocracias para aprovação e expertise no desenvolvimento dos projetos são apenas algumas das razões que têm feito as empresas optarem pela terceirização de soluções imobiliárias (veja quadro).

Foi o caso da John Deere, fabricante de máquinas e equipamentos agrícolas, que terceirizou a construção do seu Centro de Distribuição, de Treinamento e de Inovação em Campinas (SP). O centro tem cerca de 77 000 metros quadrados e está instalado no Parque Corporativo Bresco Viracopos, vizinho ao aeroporto e muito próximo às rodovias Anhanguera e Bandeirantes. O diretor de Operações de Peças da John Deere para a América do Sul, Ilson Eckert, lembra que o investidor especializado em soluções imobiliárias para o mercado corporativo, a Bresco, assumiu desde a concepção até a execução da obra. “O resultado foi uma expansão completamente integrada e operacional, sem interrupções nos serviços aos nossos concessionários e clientes”, afirma o executivo.

 Centro de Distribuição, de Treinamento e Inovação da John Deere, localizado no Parque Corporativo Bresco Viracopos

Centro de Distribuição, de Treinamento e Inovação da John Deere, localizado no Parque Corporativo Bresco Viracopos (Bresco/Divulgação)

De acordo com Maurício Geoffroy, diretor Comercial e de Marketing da Bresco, empresa que atua no mercado de terceirização imobiliária, referência na locação de galpões e escritórios e cuja equipe já realizou mais de 60 operações que superam 2 milhões de metros quadrados de área construída, esse mercado vem se consolidando e crescendo nos últimos anos. “E deve crescer ainda mais, pois, nesse período de retomada da economia, é uma excelente alternativa para quem precisa expandir suas operações e não deseja imobilizar grandes volumes de capital em imóveis”, comenta. O executivo aponta ainda que, com os valores de locação em baixa, essa opção fica ainda mais atrativa para as empresas.

 (ABC/Abril Branded Content)

O que os especialistas afirmam – e as pesquisas comprovam – é que ainda há bastante espaço para crescimento dessa modalidade no mercado brasileiro. De acordo com a pesquisa Global Corporate Real Estate, realizada pela JLL Consultoria Imobiliária, há pouco mais de quatro anos, cerca de 56% das empresas na América Latina ainda administravam suas atividades imobiliárias internamente, contra uma média global de 25%.

O estudo conclui que, apesar da recente saída do momento de retração econômica, as companhias já vêm investindo na expansão de suas atividades e isso exige um foco maior na ampliação de suas estruturas. Por isso, a recomendação para que as companhias busquem as melhores soluções com os investidores do ramo.

Por fim, o diretor Paulo Casoni, da JLL, ressalta que é preciso cautela na escolha do parceiro investidor, mas confia no crescimento do modelo nos próximos anos.

Antes de terceirizar, é preciso escolher parceiros investidores que:
● tenham flexibilidade e agilidade na hora de realizar contratos e montar estruturas;
● contem com equipe de especialistas que deem suporte ao desenvolvimento do projeto;
● desenvolvam projetos sustentáveis que respeitem o meio ambiente e as comunidades do entorno e que proporcionem bem-estar aos usuários;
● comprovem solidez de mercado, estrutura acionária de credibilidade e time com experiência que vislumbre qualidade dos imóveis e relações perenes.

Os imóveis que você consegue financiar de acordo com a sua renda

Por Marília Almeida

São Paulo – A queda da taxa de juros nos bancos aumentou o valor máximo do imóvel que o brasileiro pode financiar de acordo com sua renda. Pesquisa do Canal do Crédito, realizada a pedido do site EXAME mostra que o poder de compra do mutuário aumentou até 20% desde o início de 2017.

De acordo com o estudo, quem tem uma renda familiar mensal de 8 mil reais, por exemplo, consegue atualmente obter crédito para comprar um imóvel de até 345 mil reais nos principais bancos que atuam na concessão de crédito imobiliário. Em janeiro do ano passado, famílias com a mesma renda conseguiam obter até 300 mil reais para financiar a compra do imóvel, valor 15% menor.

O poder de compra subiu mais em faixas de renda maiores, de 30 mil reais e 40 mil reais. Uma família com renda familiar de 30 mil reais poderia financiar, no início de 2017, um imóvel de até 1,03 milhão de reais. Agora, o valor subiu para 1,24 milhão de reais, uma diferença de 20%. Já uma família que ganha 40 mil reais por mês pode agora financiar um imóvel de até 1,65 milhão de reais, enquanto no ano passado podia financiar um imóvel de até 1,38 milhão de reais.

O levantamento do site que compara custos de financiamentos mostra o valor máximo do imóvel que o comprador consegue financiar atualmente de acordo com a sua renda familiar. Para isso, foram consideradas dez faixas de renda, que variam de 3 mil reais a 40 mil reais. A pesquisa foi feita com base nas condições de financiamentos dos cinco principais bancos: Caixa, Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander.

A taxa básica de juros (Selic) caiu 6,5 ponto porcentual desde o início de 2017, passando de 13% ao ano para 6,5% ao ano. A queda dos juros diminui o valor das prestações e permite que a compra de imóveis mais caros passe a caber no orçamento de uma família que manteve a mesma renda registrada em janeiro do ano passado, já que os bancos não permitem que as parcelas superem 30% da renda do tomador do crédito.

A Caixa diminuiu as taxas cobradas em financiamentos imobiliários em abril. O banco público não cortava os juros desde novembro de 2016.  Seus concorrentes, Bradesco e Santander, já haviam anunciado reduções mesmo antes do ciclo de queda mais forte da Selic, enquanto Itaú e Banco do Brasil anunciaram recentemente.

Atualmente, a taxa média de juros cobrada nas quatro instituições financeiras é de 8,94% no Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que financia imóveis com valor de até 800 mil reais em todo país, exceto Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, onde o limite é de 950 mil reais. Em janeiro do ano passado, a taxa média de juros cobrada pelos bancos no SFH era de 11%.

No caso de imóveis com valores superiores, que se enquadram no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), a taxa média efetiva de juros passou de 12,25%  ao ano para 9,56% ao ano no período.

Veja na tabela a seguir o valor máximo do imóvel que pode ser financiado por famílias em dez faixas de renda.

Renda familiar mensal Valor máximo do financiamento do imóvel Valor da entrada Variação do valor máximo do financiamento do móvel de janeiro/2017 a maio/2018
R$ 3 mil R$ 130.000 39.000,00 13%
R$ 6 mil R$ 260.000 78.000,00 18%
R$ 8 mil R$ 345.000 103.500,00 15%
R$ 10 mil R$ 430.000 129.000,00 16%
R$ 12 mil R$ 520.000 156.000,00 16%
R$ 15 mil R$ 650.000 195.000,00 16%
R$ 20 mil R$ 865.000 259.500,00 15%
R$ 25 mil R$ 1.030.000 309.000,00 10%
R$ 30 mil R$ 1.240.000 372.000,00 20%
R$ 40 mil R$ 1.650.000 495.000,00 20%

O levantamento considera o financiamento de imóveis usados pelo sistema de amortização SAC, no qual os valores das parcelas da dívida são decrescentes. O valor de entrada necessário simulado foi de 30%, valor mínimo exigido pelos bancos para o financiamento. Foi utilizado ainda um prazo de financiamento de 35 anos, período máximo no qual os bancos financiam o imóvel.

A simulação incluiu os custos dos seguros obrigatórios – Morte e Invalidez Permanente (MIP) e Danos Físicos ao Imóvel (DFI) – e realizou a cotação dos preços na Caixa Seguradora, para um comprador que tenha 40 anos de idade .

O estudo levou em conta as taxas balcão, que são apresentadas a clientes que não têm relacionamento prévio com a instituição financeira. Caso o cliente já seja correntista do banco os juros cobrados podem ser menores.

A pesquisa considerou a renda familiar bruta porque esse é o parâmetro utilizado pela maioria dos bancos para liberação do financiamento. Uma família composta por duas pessoas, por exemplo, que ganhe 5 mil reais por mês cada, tem uma renda familiar de 10 mil reais caso ambas participem do financiamento.

Em alguns bancos, como o Itaú, o parâmetro para liberação do financiamento pode considerar a renda líquida. Ou seja, o valor da prestação terá de corresponder a 30% da renda já líquida de impostos e eventuais descontos de salário no caso de trabalhadores formais, por exemplo. Ou seja, o valor máximo financiado pode ser ainda menor e, consequentemente, o valor de entrada exigido pode ser maior.

O levantamento é apenas um indicador, já que os bancos podem emprestar uma quantia menor ou até negar a concessão do crédito para a compra do imóvel caso a família seja composta por trabalhadores informais ou alguns dos membros da família esteja inadimplente, já que o risco do empréstimo fica maior.

É importante ressaltar que esse é o valor mínimo que cada faixa de renda pode financiar, já que considera que o mutuário dê apenas 30% do valor do imóvel como entrada do financiamento. Quem pode dar como entrada um valor maior conseguirá, proporcionalmente, financiar um imóvel mais caro.

Fique atento

Quem busca boas oportunidades de compra deve oferecer o maior valor de entrada possível para diminuir o custo do financiamento. Quanto mais alto o valor, mais baixos serão os juros pagos pelo comprador.

Não é indicado utilizar toda a poupança para a compra do imóvel. O comprador deve ter uma reserva financeira para situações imprevistas, como uma eventual perda do emprego, que pode comprometer o pagamento da dívida.

O coliving na prática

Interessantes lançamentos imobiliários têm privilegiado o coliving, neologismo que significa a conjugação de pequenos apartamentos com áreas comuns fartas em atrativos e equipamentos. Trata-se do modo viável de adquirir imóvel em bairros com melhor localização e infraestrutura. Interessa aos consumidores, igualmente, a praticidade de unidades compactas, a possibilidade de usar verdadeiros clubes e viver em comunidades da maneira mais intensa possível.

Aos benefícios se antepõem os problemas clássicos da vida em condomínio, que talvez estejam sendo vistos de maneira nova e perdendo relevância na visão desses públicos. Não é demais lembrar: hoje essa vibrante vida condominial é desejada, mas antigamente dizia Clovis Bevilaqua (redator do projeto do Código Civil de 1916) que: “o condomínio é estado anormal da propriedade”. De anormal a ambicionado, portanto, em cerca de 100 anos.

É vital analisar pelo menos dois aspectos nesses empreendimentos. O primeiro consiste em saber com exatidão o que se adquire, pois o termo coliving não tem significado legal (diferentemente de “loteamento” ou “condomínio edilício”, por exemplo) e alguns colivings oferecem de bicicletas a bibliotecas, ao passo que outros oferecem apenas a releitura de tradicionais equipamentos de lazer, como piscinas e salões de festa. É verdade que o material publicitário – e as suas ressalvas – compõe o contrato, mas não será somente na propaganda que se pesquisará a extensão do que está sendo comprado.

O segundo aspecto diz respeito às condições de uso dos equipamentos e das áreas comuns: a qualquer hora? O uso se fará mediante pagamentos específicos? Como se farão os rateios de despesas? Quais serão as regras dessa convivência em comum?

As respostas deverão estar nas convenções de condomínio – e, quando existirem, nos regimentos internos -, sendo obrigatória a previsão do fim a que se destinam as unidades, da quota proporcional e do modo de pagamento das contribuições para atender às despesas, sendo também detalhadas as competências das assembleias, sua forma de convocação e o quórum para as deliberações, além de sanções previstas.

No momento da aquisição, é na documentação oficial que se averiguará o que está sendo comprado, o que será entregue na área comum – onde acontecerá, afinal, o coliving. Também nela deverá estar previsto como será administrado este condomínio, de modo muito mais sofisticado do que um condomínio edilício usual. O que será entregue e o que só funcionará pay per use? Quais e quantos são os equipamentos?

Se o modo de viver é novo, será que as regras estabelecidas também o são? As convenções devem prever também o estilo de vida do público que busca este tipo de empreendimento. Aquelas velhas convenções – preocupadas, por exemplo, com o silêncio a partir das 20 horas – já não servem: nesse horário esse novo público nem chegou do trabalho! São necessárias previsões que sirvam aos novos moradores, que orientem o uso compartilhado de instalações e equipamentos que muitos jamais tiveram e acabaram de conquistar.

Por isso, novas convenções se preocupam com a agilidade intrínseca a esses empreendimentos, fixando as intenções dos instituidores e, lógico, dos adquirentes -, como suas características inovadoras e proclamando os princípios que os regem (um tanto diferentes daqueles tradicionais) evitando que interpretações arcaicas destruam a utilização almejada.

Por Jaques Bushatsky, advogado e sócio da Advocacia Bushatsky

Fonte: O Estado de S. Paulo, Artigo, 27/05/2018

Com juros menores, mercado imobiliário recupera o fôlego em 2018

O mercado imobiliário brasileiro começou o ano de 2018 disposto a recuperar o tempo perdido e reforçar a tendência de alta demonstrada nos últimos meses de 2017. Dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), desenvolvidos e calculados pela Fipe, da Universidade de São Paulo, mostram que os números de unidades residenciais lançadas e vendidas nos últimos 12 meses (janeiro de 2017 a janeiro de 2018) registraram alta de 22,2% e 12%, respectivamente.

No total, foram lançadas no mercado brasileiro 82.902 unidades entre janeiro de 2017 e janeiro de 2018. Na mesma base de comparação, as vendas somaram 105.297 imóveis novos. “De certa forma, é possível dizer que os primeiros resultados de 2018 apontam para uma continuidade da trajetória positiva de recuperação do mercado observada ao longo do ano passado”, diz Luiz Antônio França, presidente da Abrainc.

O relatório consolidado de 2017 da pesquisa dos indicadores imobiliários nacionais da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), apurado em 23 microrregiões do país, demonstra que o ano terminou em nítida recuperação na comparação com 2016. Houve crescimento em lançamentos residenciais verticais em 5,2% e, em vendas, de 9,4 % em relação ao ano anterior. O movimento, informa a Cbic, foi impactado pelo último trimestre do ano e pela melhora da economia, com a queda da taxa de juros, da inflação e pequena recuperação do PIB.

Levando em conta somente o mês de janeiro, os indicadores da Abrainc apontam o lançamento de 3.414 unidades, sendo 22,1% de médio e de alto padrão e 76,8% do programa Minha Casa Minha Vida. Janeiro também apresentou bom resultado de vendas, com 8.412 unidades comercializadas, bem acima da média mensal do primeiro trimestre de 2017, que foi de 7.616 imóveis.

Os especialistas afirmam que os números poderiam ser melhores se o setor dispusesse de marcos regulatórios sobre temas como o distrato, a desistência da compra do imóvel. “Os distratos inviabilizam qualquer negócio no mercado”, diz França, lembrando que as empresas sofrem para pagar os compradores que decidem devolver o imóvel.

Com o agravamento da crise, nos últimos anos muitos compradores acabaram devolvendo imóveis adquiridos na planta, o que trouxe transtornos para construtoras e incorporadoras. Segundo França, muitas empresas, sem ter como devolver a entrada dada pelos compradores, tiveram que fechar as portas. Somente nos últimos 12 meses, de acordo com os dados da Abrainc, foram contabilizados 34,1 mil distratos, o equivalente a 30,7% das vendas de imóveis novos no mesmo período.

No segmento de imóveis de médio e de alto padrão, o percentual foi bem maior — impressionantes 42,3%. Nos imóveis do programa Minha Casa Minha Vida, as devoluções chegaram a 16,8% das unidades vendidas. Desde o ano passado, o governo tem tentado, junto com construtoras, incorporadoras e representantes de consumidores, chegar a um acordo para uma proposta “intermediária” que atenda a todas as partes.

Outro dado que confirma o bom momento do mercado é o volume de financiamento imobiliário com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que somaram R$ 3,84 bilhões em janeiro. Comparado ao mês anterior, a alta foi de 4,4%. Na comparação com janeiro de 2017, o avanço chegou a 23,7%. No acumulado de 12 meses encerrados em janeiro de 2018, porém, o montante financiado, de R$ 43,89 bilhões, ficou 5,5% inferior ao apurado nos 12 meses anteriores.

Com orçamento de R$ 82,1 bilhões para investimentos habitacionais em 2018, a Caixa, principal agente financeiro de imóveis no país, tem como meta atingir cerca de 650 mil novas unidades habitacionais nos próximos anos, especialmente no Minha Casa Minha Vida. Do total de recursos, R$ 58,8 bilhões virão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e outros R$ 12,7 bilhões, do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

A Caixa também anunciou, depois da redução da Selic, uma diminuição nos juros dos financiamentos de imóveis, o que deve dar mais uma ajuda na recuperação das vendas no mercado imobiliário. “Baixar juros é sinônimo de melhorar o poder aquisitivo das pessoas. Quando os bancos diminuem os juros, eles reduzem também as prestações do imóvel a serem pagas, tornando o financiamento mais acessível”, disse José Carlos Martins, presidente da Cbic.

Fonte:Lino Rodrigues – Correio Braziliense

Preços de venda e locação de imóveis comerciais voltam a cair em março, aponta Índice FipeZap Comercial

O Índice FipeZap Comercial, calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e pelo ZAP Imóveis, registrou queda no preço médio de venda (-0,06%) e também no de locação (-0,44%) em março. Considerando o primeiro trimestre do ano, a variação no preço médio de venda (0,70%) se equipara à inflação acumulada no período pelo IPCA-IBGE (0,70%), impulsionado pelo avanço nos preços no Rio de Janeiro (+1,37%) e São Paulo (+0,82%).

No horizonte dos últimos 12 meses, o Índice FipeZap Comercial aponta queda nominal de 2,29% e 3,78%, respectivamente, nos preços de venda e locação de conjuntos e salas comerciais (a inflação acumulada no período é de 2,68%). Nos últimos 12 meses, o CDI apresentou uma rentabilidade média de 8,4%, enquanto os proprietários de imóveis comerciais obtiveram um retorno médio de 2,1% – percentual que inclui a renda média do aluguel e a valorização dos ativos.

Rio de Janeiro se manteve no topo do ranking de venda, com o preço mais caro por metro quadrado (R$ 10.674/m²), enquanto São Paulo permanece com o maior preço médio de locação (R$ 43,47/m²). O indicador acompanha o valor médio do metro quadrado de conjuntos e salas comerciais de até 200 m² em quatro municípios brasileiros, com base em anúncios da Internet.

Venda

No Rio de Janeiro a liderança está nos bairros: Leblon (R$ 34.812), Ipanema (R$ 25.195), Jardim Botânico (R$ 24.254), Flamengo (R$ 16.268) e Catete (R$ 16.227). Já os mais baratos: Vila da Penha (R$ 5.772), Taquara (R$ 5.556), Pechincha (R$ 5.337), Pilares (R$ 5.007) e Madureira (R$ 4.992).

Na capital paulista, os maiores valores foram registrados nos bairros: Cidade Jardim (R$ 15.267), Paraíso (R$ 15.035), Pompéia (R$ 13.327), Vila Nova Conceição (R$ 13.258) e Vila Olímpia (R$ 12.956). Entre os menores estão: Butantã (R$ 7.159), Vila Prudente (R$ 7.059), Real Parque (R$ 6.810), Sé (R$ 5.779) e Vila Mascote (R$ 4.002).

Em Belo Horizonte, os bairros com maior valor são Lourdes (R$ 10.140), Santo Agostinho (R$ 10.009), Prado (R$ 9.939), Belverde (R$ 9.777) e Barro Prado (R$ 8.789). Entre os mais baratos estão Buritis (R$ 7.457), Gutierrez (R$ 7.340), Sion (R$ 6.778), Floresta (R$ 4.833) e Centro (R$ 3.986).

Na cidade de Porto Alegre, os valores mais altos por metro quadrado foram registrados nos bairros Mont’Serrat (R$ 14.085), Santana (R$ 13.893), Bela Vista (R$ 13.041), Boa Vista (R$ 12.677) e Praia de Belas (R$ 11.791). Já entre os valores mais baixos estão Sarandi (R$ 4.171), Centro Histórico (R$ 4.084), Cavalhada (R$ 3.992), São Geraldo (R$ 3.489) e Navegantes (R$ 2.859).

Locação

Em São Paulo, lideram os bairros Cidade Jardim (R$ 71,62), Itaim Bibi (R$ 65,19), Jardins (R$ 61,19), Paraíso (R$ 60,00) e Vila Olímpia (R$ 59,80). Os menores valores estão nos bairros: Vila Carrão (R$ 32,88), Limão (R$ 32,35), Sé (R$ 31,03), Tremembé (R$ 28,71) e República (R$ 25,02).

No Rio de Janeiro, os bairros com maior valor de aluguel são: Leblon (R$ 123,21), Ipanema (R$ 82,16), Jardim Botânico (R$ 70,86), Botafogo (R$ 65,11) e Flamengo (R$ 49,29). Entre os preços mais baixos estão Pechincha (R$ 27,84), Centro (R$ 27,27), Méier (R$ 26,61), Camorim (R$ 25,88) e Madureira (R$ 22,14).

Na capital mineira, os bairros são: Belvedere (R$ 45,68), Lourdes (R$ 43,42), Santo Agostinho (R$ 42,38), Boa Vista (R$ 40,00) e Santa Lucia (R$ 37,53). Os menores valores: São Pedro (R$ 25,35), Padre Eustáquio (R$ 23,21), Floresta (R$ 21,95), Sagrada Família (R$ 19,71) e Centro (R$ 19,54).

Por fim, em Porto Alegre os valores mais elevados por metro quadrado foram registrados nos bairros Bela Vista (R$ 62,36), Três Figueiras (R$ 55,30), Praia de Belas (R$ 55,80), Boa Vista (R$ 50,56) e Moinho de Vento (R$ 47,89). Os bairros com os menores valores foram São Geraldo (R$ 19,12), Hípica (R$ 17,43), Sarandi (R$ 17,36), Navegantes (R$ 17,15) e Nonoai (R$ 15,63).

Por Gabriel Gameiro

Startups em serviços urbanos colocam Brasil no mapa das Smart City´s

A mobilidade urbana, a segurança pública e toda a rede de serviços no dia a dia da população constituem as engrenagens para o funcionamento de metrópoles ao redor do mundo. Em cidades que apresentam altíssimos índices de crescimento econômico e social, como Nova Iorque, Chicago, Londres e até capitais brasileiras, como São Paulo e Recife, o desafio de gerenciar tudo isso se torna cada vez maior para os governos.
Essas cidades também são pólos de tecnologia e inovação, que oferecem oportunidades de crescimento rápido para startups e empreendedores, nascidos na nuvem e utilizando big datainteligência artificial e internet das coisas (IoT). Adotando as soluções inteligentes dessas empresas, as cidades se tornam Smart Cities, com serviços públicos interligados pela nuvem, que utilizam o aprendizado de máquina e criam soluções em tempo real. Juntas, essas tecnologias resolvem as dificuldades cotidianas de quem vive nas grandes metrópoles.
Para o desenvolvimento das Smart Cities, as startups oferecem a flexibilidade e a agilidade necessárias para levar à frente projetos como esses, que exigem times dinâmicos de desenvolvedores e processos desburocratizados para se adaptarem às novas velocidades de transformação tecnológica da terceira plataforma. De internet das coisas à inteligência artificial, os serviços baseados na computação em nuvem são recriados diariamente, reunindo novas capabilidades de processamento, armazenamento, analytics e machine learning, além de facilitar e agilizar a criação de novos produtos de acordo com necessidades específicas.
No Brasil, a maior parte dessas startups já começou a explorar esse mercado, criando empregos e promovendo o crescimento local. O estudo Liga Insights Emerging Technologies, desenvolvido pela Liga Ventures, revela que 25% das startups nacionais investem em internet das coisas e 20% em big data e analytics.
E a tendência é que a adoção continue crescendo: no Brasil, o mercado de IoT atingiu uma receita de US$ 1,35 bilhão em 2016, segundo a Frost & Sullivan e, em meados do ano passado, o Plano Nacional de IoT definiu como prioritárias as iniciativas e políticas públicas para o desenvolvimento de cidades inteligentes. Com isso, o país deve ter um impacto econômico anual mundial de US$ 50 a 200 bilhões em 2025, segundo um levantamento da McKinsey e, junto com outros países emergentes, ser responsável por até 40% do potencial de IoT no mundo.
Essa inovação impulsiona a criação de empregos no Brasil e o interesse dos estudantes em ciência, tecnologia, engenharia e desenvolvimento de habilidades matemáticas em busca do futuro empoderamento neste mercado em expansão.
Atualmente, são mais de 500 cidades brasileiras com serviços conectados e que participaram do ranking Connected Smart Cities de 2017, desenvolvido pela Urban Systems. São Paulo, considerada pelo ranking a cidade mais “inteligente” do país, tem algumas startups no portfolio de Smart City. Uma delas é a Camerite, que foi a escolhida para o projeto City Câmeras, inaugurado em julho de 2017.
Baseada em Joinville, a Camerite oferece uma plataforma online na qual qualquer câmera DVR ou IP pode se tornar um ponto de monitoramento inteligente e, assim, ajudar na segurança na cidade. Por ser uma plataforma colaborativa e totalmente baseada na nuvem, ganha escala, agilidade, rapidez e facilidade no gerenciamento, permitindo o aumento do número de câmeras sem a necessidade de que o município invista em datacenters. Em apenas 60 dias, o total de câmeras de monitoramento passou de 70 para mais de 500, e espera-se que, em até quatro anos, o número passe os 10 mil.
Um dos recursos mais importantes oferecido pela Camerite é a inteligência artificial e a criação de redes neurais, que são utilizadas para identificar ocorrências por meio de padrões de movimento, cores, rostos e placas de carros. As imagens captadas pelas câmeras são integradas ao Comando da Guarda Civil Metropolitana e ao Detecta, que cria a conexão com as Polícias Militar e Civil. Políticas rigorosas e regulamentos de privacidade são respeitados pelo programa para garantir a proteção dos cidadãos, ao mesmo tempo em que tornam os bairros mais seguros. O sucesso da parceria com a cidade de São Paulo já fez com que mais de 100 cidades em todo o país procurassem a Camerite.
Recife, 10ª no ranking da Urban Systems, é outra cidade brasileira que se beneficia da inovação trazida por uma startup, a RasSystem, especializada em soluções inteligentes ligadas a logística, rastreamento e monitoramento de frotas. Com o sistema RasCol, o município tem um reforço na limpeza das vias públicas e no monitoramento de varrição de vias e recolhimento de lixo, com caminhões de lixo embarcados com GPS e carrinhos com câmeras que fotografam a rua, entre outras tarefas. Toda a plataforma da RasCol é hospedada na nuvem, permitindo que o acompanhamento seja feito em tempo real, contribuindo para facilitar e agilizar o gerenciamento da cidade.
A expectativa é que o impulso das Smart Cities no país continue sendo liderado por startups como a Camerite e a RasSystem, que trazem DNA de inovação e foco nas oportunidades criadas pela nuvem. Por isso, trazem novas ideias e visões para os governos municipais e mais agilidade na implementação das soluções para os cidadãos. Com cada vez mais acesso a dados e dispositivos, essas empresas poderão se especializar em desenvolver e disponibilizar serviços personalizados para melhorar a qualidade de vida da população e deixar o gerenciamento das cidades cada vez mais inteligente.
Fonte:*Jeffrey Kratz  Gerente Geral da Amazon Web Services para Setor Público na América Latina, Canadá e Caribe